Cidades

sistema prisional

Campo Grande terá mais três presídios a partir de julho deste ano

Campo Grande terá mais três presídios a partir de julho deste ano

da redação

20/02/2014 - 18h37
Continue lendo...

O Governador Andre Puccinelli garantiu a construção de três presídios em Campo Grande a partir de julho deste ano, que vão aumentar 1.613 vagas oferecidas no sistema prisional sul-mato-grossense. Os estabelecimentos vão ser gerenciados pelo Governo estadual. Ao todo vão ser investidos cerca de R$ 50 milhões, sendo R$ 40 milhões em recursos federais e o restante vai ser investimento do Governo estadual.

Para viabilizar a construção, o governador André Puccinelli, acompanhado do secretário de Estado de Obras Públicas e de Transportes, Edson Giroto, e do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, esteve reunido na manhã de hoje (20) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em Brasília.

No encontro, Puccinelli apresentou os projetos das três obras, que serão construídas em Campo Grande. Dois estabelecimentos penais vão ter capacidade para atender 603 presidiários do sexo masculino e um feminino com capacidade para receber 407 presas. “Apresentamos os projetos ao Ministério, discutimos os trâmites e a obra vai ser executada em 18 meses”, afirmou Giroto, completando que o início dos trabalhos vai ser até o final do primeiro semestre, uma vez que haverá agilidade nos processo licitatório.

De acordo com o governador, esta agilidade é possível porque Mato Grosso do Sul trabalhou rapidamente nos projetos. “Fomos o primeiro Estado brasileiro a termos a planta aprovada definitiva (dos presídios), com os projetos complementares do presídio masculino de 603 vagas”, disse, explicando que existe a disponibilização dos recursos complementares e o Governo do Estado vai dar contrapartida que pode chegar a 20% do total investido pela União, totalizando cerca de R$ 50 milhões.

“O ministro determinou à equipe técnica dele que estude, junto com a equipe do Jacini [secretário de Segurança] e nossa equipe de engenheiros, para que se estiver conforme nós dissemos e conforme a Caixa Econômica aprovou eles tenham a disponibilização dos recursos complementares, e nós daremos a contrapartida e poderemos executar”.   

Previdência Municipal

Mais de 200 aposentados podem ter pagamento bloqueado em Campo Grande

Aposentados e pensionistas que não fizeram o recadastramento anual em setembro têm 30 dias para regularizar a situação; falta de comparecimento pode suspender os proventos

06/10/2026 16h01

Sede do IMPCG, em Campo Grande; instituto convocou aposentados e pensionistas que não fizeram o recadastramento anual em setembro.

Sede do IMPCG, em Campo Grande; instituto convocou aposentados e pensionistas que não fizeram o recadastramento anual em setembro. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado.

Continue Lendo...

Mais de 200 aposentados e pensionistas da Prefeitura de Campo Grande precisam regularizar o recadastramento anual para evitar o bloqueio do benefício. A convocação foi feita pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e publicada no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta terça-feira (6).

A medida atinge beneficiários que deveriam ter realizado o procedimento em setembro, mês de aniversário, mas não compareceram ao instituto.

O edital estabelece prazo improrrogável de 30 dias, contado a partir da primeira publicação da convocação, para que a situação cadastral seja regularizada. 

De acordo com o IMPCG, quem permanecer com o cadastro pendente depois do prazo poderá ter o pagamento do benefício bloqueado. A suspensão permanece até que o aposentado ou pensionista compareça ao instituto e efetive o recadastramento.

A relação publicada ocupa duas páginas do Diário Oficial e reúne mais de 200 nomes. Entre os aposentados convocados estão antigos servidores vinculados principalmente às secretarias municipais de Educação (Semed) e Saúde (Sesau), além de órgãos como Agetran, Sisep, Semades, Funesp, Funsat, Procuradoria-Geral do Município e Planurb.

Recadastramento é obrigatório

O recadastramento anual está previsto na Lei Complementar Municipal nº 415, de 8 de setembro de 2021, e no Decreto nº 13.500, de 18 de abril de 2018. Segundo o edital, a convocação desta vez é direcionada especificamente aos aposentados e pensionistas que não compareceram ao IMPCG durante setembro. 

Para regularizar a situação, os convocados devem comparecer à sede do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande levando os documentos pessoais. O Diário Oficial ressalta que o prazo de 30 dias é improrrogável.

O bloqueio, porém, não significa perda definitiva do benefício. Conforme estabelece a própria convocação, o pagamento permanece suspenso até a efetivação do recadastramento, ou seja, volta a ser regularizado depois que o beneficiário cumprir a exigência cadastral. 

Quem está na lista

A relação contempla aposentados de diferentes áreas da administração municipal e também pensionistas. Entre os nomes aparecem ex-servidores de Educação, Saúde, Infraestrutura, Trânsito, Meio Ambiente, Assistência Social e outros setores da Prefeitura.

O edital identifica os aposentados pelo nome, matrícula e órgão de origem. Já no caso dos pensionistas, são apresentados nome e matrícula.

A convocação serve como uma última oportunidade para que os beneficiários que perderam o período regular de recadastramento mantenham a folha de pagamento sem interrupções.

Onde consultar a lista

A lista completa dos aposentados e pensionistas convocados está disponível nas páginas 15 e 16 da edição nº 8.493 do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), publicada nesta terça-feira (6). O documento pode ser consultado diretamente no site do Diogrande.

Informações sobre aposentadorias, pensões e demais serviços previdenciários também estão disponíveis no site do IMPCG, em campogrande.ms.gov.br/impcg.

Em Mato Grosso do Sul

Multa por maus-tratos a animais pode chegar a R$ 1 milhão em casos graves

Em MS, MPMS investiga casos de negligência e violência e reforça que abandono, falta de alimentação e cuidados veterinários também podem configurar crime

06/10/2026 14h00

Divulgação/ Polícia Civil

Continue Lendo...

A multa para quem maltrata animais pode chegar a R$ 1 milhão nos casos mais graves, após mudanças nas regras de punição adotadas neste ano. O valor, que antes variava de R$ 300 a R$ 3 mil, passou a ficar entre R$ 1,5 mil e R$ 50 mil por animal, podendo ser ampliado conforme a gravidade da ocorrência.

Em Mato Grosso do Sul, casos recentes acompanhados pelo Ministério Público Estadual (MPMS) mostram que os maus-tratos vão além da violência física. Em julho, uma organização não governamental que acolhia animais foi alvo de investigação após serem identificadas condições sanitárias precárias, extravasamento de fossa, dermatite e sarna generalizada nos animais.

No mês seguinte, o MPMS denunciou um homem em Campo Grande por maus-tratos que resultaram na morte de cinco filhotes de cachorro. A denúncia foi recebida pela Justiça, que reconheceu a responsabilidade do acusado pelo sofrimento e pela morte dos animais.

Os casos ganham destaque nesta semana, quando é celebrado o Dia Mundial do Animal, em 4 de outubro. A data também chama atenção para situações que podem configurar maus-tratos, como abandono, falta de água e alimentação, ambiente inadequado, ausência de cuidados veterinários e negligência com higiene.

Maus-tratos

De acordo com o MPMS, são considerados maus-tratos atos ou omissões que provoquem dor, sofrimento, estresse ou comprometam o bem-estar físico e psicológico do animal. A legislação prevê punição para quem abusa, fere ou mutila animais, com penas mais severas quando as vítimas são cães e gatos ou quando ocorre morte.

O abandono também pode configurar crime, inclusive quando o animal é deixado em clínicas ou abrigos sem condições de garantir os cuidados necessários.

Denúncias

A população pode denunciar suspeitas de maus-tratos pelo Disque 127, da Ouvidoria do MPMS, pela Polícia Militar Ambiental, no telefone (67) 3357-1501, ou pela Polícia Militar, no 190. Também é possível procurar a Promotoria de Justiça do município.

Segundo a promotora de Justiça Luz Marina Borges, da 26ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, a responsabilização depende também da participação da população.

“Eles sentem dor, medo e sofrimento, mas não conseguem pedir ajuda”, afirmou a promotora. Segundo ela, além da atuação do Ministério Público, a identificação e a denúncia de situações de maus-tratos são fundamentais para proteger os animais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).