Cidades

Minha casa minha vida

Campo Grande vence prêmio nacional com projeto de condomínio sustentável

O projeto prevê a construção de 164 moradias no bairro Paulo Coelho Machado e foi o único prêmio entregue à região Centro-Oeste

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Um projeto de Campo Grande faz parte da lista de 10 empreendimentos vencedores da primeira edição do Prêmio Minha Casa, Minha Vida, anunciado pelo Ministério das Cidades nesta sexta-feira (20). 

A Capital venceu a categoria Sustentabilidade com o "Protótipo Sustentável Manoel de Bairros", desenvolvido pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). O projeto foi o único vencedor da região Centro-Oeste. 

O Protótipo prevê a construção de 164 unidades habitacionais no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. A construção terá fachada ativa, praça, jardins e pátios internos e externos, que serão de uso comum da população que mora nos entornos, além de piso drenante, horta comunitária, bicicletário, painéis fotovoltaicos e sistema de captação de água da chuva para reuso. 

Para o diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, o prêmio mostra que Campo Grande está no caminho certo para investir em soluções inovadoras e sustentáveis no setor de habitação. 

"O Protótipo Sustentável Manoel de Barros é resultado de um trabalho técnico comprometido com qualidade, eficiência e respeito ao meio ambiente, sempre com foco em melhorar a vida das pessoas. Isso nos motiva a avançar ainda mais, ampliando projetos que aliem dignidade habitacional e sustentabilidade para nossa população", destacou Cláudio Marques.

Projeto do complexo habitacional / Divulgação 

Prêmio Minha Casa, Minha Vida

Promovido pelo Ministério das Cidades, o prêmio tem como objetivo incentivar a melhoria contínua da qualidade dos projetos de habitação do País, além de promover soluções inovadoras e sustentáveis e destacar boas práticas na produção habitacional em diferentes regiões do Brasil, tanto em zonas urbanas como em áreas rurais.  

Ao todo, foram mais de 180 inscrições de projetos e 129 concorrentes habilitados na etapa de apresentação de documentos. 

"O prêmio reconhece as iniciativas que qualificam a produção habitacional e contribuem para criar cidades mais inclusivas, sustentáveis e com melhor qualidade de vida", afirma o secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo.

 "A partir do prêmio, o Ministério das Cidades amplia a transparência e a visibilidade da política pública de habitação de interesse social, hoje consolidada pelo Minha Casa, Minha Vida", acrescenta.

A cerimônia de premiação está prevista para acontecer em Brasília, com a entrega de troféus aos vencedores e certificados de reconhecimento às contribuições para o avanço da política habitacional no Brasil. 

Vencedores por categoria

Categoria I Qualidade Urbanística

  • Residencial Amazonas Meu Lar 1, de Manaus (AM)
  • (Proponente: Superintendência Estadual de Habitação SUHAB)
  • Residencial Francisca Anastasia I, de Belo Horizonte (MG)
  • (Proponente: Prefeitura de Belo Horizonte)

Categoria II Qualidade de Projeto

  • Residencial Antônio Junior, de João Pessoa (PB)
  • (Proponente: União Por Moradia Popular da Paraíba UMP/PB)
  • Residencial Clóvis Salgado, de Belo Horizonte (MG)
  • (Proponente: Prefeitura de Belo Horizonte)

Categoria III Inovação

  • Residencial Serapião Antônio de Gois II, de Itabaiana (SE)
  • (Proponente: Construtora J Filhos Ltda)
  • Empreendimento Goioxim Rural, de Goioxim (PR)
  • (Proponente: UMP/PR União por Moradia Popular do Estado do Paraná)

Categoria IV Sustentabilidade

  • Empreendimento Murucutum, de Belém (PA)
  • (Proponente: Cooperativa Mista da Ilha do Combu COOPMIC)
  • Protótipo Sustentável Manoel de Barros, de Campo Grande (MS)
  • (Proponente: Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários)

Categoria V Financiamento para Sustentabilidade

  • Acqua Clube Residencial, de Campina Grande (PB)
  • (Proponente: Wanderley Construções)
  • Condomínio Residencial Plano & Reserva Barra Funda, de São Paulo (SP)
  • (Proponente: Plano & Plano Desenvolvimento Imobiliário Ltda)
     

MATO GROSSO DO SUL

Empreiteira de SC vence licitação para gasoduto de R$ 91 milhões em MS

A obra prevê a construção e montagem de um gasoduto em aço carbono, com diâmetro nominal de 8 polegadas e extensão aproximada de 125 quilômetros

20/03/2026 12h15

Durante a fase de implantação da fábrica, o fornecimento será ampliado para até 280 mil metros cúbicos diários

Durante a fase de implantação da fábrica, o fornecimento será ampliado para até 280 mil metros cúbicos diários Reprodução/ MS Gás

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A Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás) homologou o resultado da licitação para a construção do gasoduto do Projeto Sucuriú, que vai ligar o Gasbol, em Três Lagoas, até a fábrica de celulose da Arauco, em Inocência. A vencedora do certame é a Geometral Construções Ltda., com proposta de R$ 91.373.410,40.

O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (20), após o prazo recursal do processo. A obra prevê a construção e montagem de um gasoduto em aço carbono, com diâmetro nominal de 8 polegadas e extensão aproximada de 125 quilômetros.

O empreendimento é considerado estratégico para viabilizar o fornecimento de gás natural ao complexo industrial da Arauco, uma das maiores fábricas de celulose em construção no país, instalada às margens do Rio Sucuriú.

O gasoduto integra o conjunto de obras de infraestrutura voltadas ao chamado “Vale da Celulose” em Mato Grosso do Sul. O projeto prevê inicialmente a capacidade de transporte de até 130 mil metros cúbicos de gás por dia, com expansão gradual para atender à demanda da planta industrial.

Durante a fase de implantação da fábrica, o fornecimento será ampliado para até 280 mil metros cúbicos diários. Após a conclusão das obras, a operação deve se estabilizar em cerca de 50 mil metros cúbicos por dia.

Embora o contrato firmado para a obra do gasoduto tenha valor de R$ 91,3 milhões, o investimento total no projeto já havia sido estimado pelo governo estadual em cerca de R$ 160 milhões a R$ 170 milhões, considerando outras etapas, como aquisição de materiais e estruturas complementares.

A previsão do Estado é que as obras do gasoduto tenham início nos próximos meses, com conclusão até 2027, acompanhando o cronograma da fábrica da Arauco, que deve entrar em operação no mesmo período.

Projeto Sucuriú

O canteiro de obras da fábrica de celulose da Arauco tem hoje 9,2 mil trabalhadores, o que supera o número de habitantes de Inocência, município no qual a fábrica está sendo instalada. Antes do início das obras, Inocência tinha em torno de 8,5 mil habitantes.

No pico das obras de construção da fábrica, que deve ocorrer ainda neste ano, a previsão é de que o canteiro de obras abrigue 14 mil trabalhadores ao mesmo tempo.

Conforme o cronograma oficial, a fábrica deve ficar pronta até o fim do próximo ano. De acordo com Crociati, a obra está 42% concluída, operando “dentro do prazo”. 

Depois disso, serão em torno de 800 empregos diretos na indústria, sem contabilizar os cerca de seis mil indiretos e no cultivo e extração das florestas de eucaliptos. 

Até a conclusão da fábrica também deve estar concluído o ramal ferroviário, pelo qual serão escoadas as 3,5 milhões de celulose anuais daquela que será a maior fábrica do setor do mundo. 

No total, serão 9 quilômetros de ferrovia interna, dentro da fábrica, e 45 quilômetros de extensão até se conectar à Malha Rumo Norte, levando celulose até o porto de Santos, em São Paulo. 

Com a fábrica de Inocência, o Estado de Mato Grosso do Sul se consolida como maior fabricante de celulose do país, saltando de 7,6 milhões de toneladas por ano para 11 milhões de toneladas. 

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INTERIOR

MS aumenta em R$5 milhões valor de cascalhamento de rodovia no Pantanal

Através do 6° termo aditivo o contrato passa de atuais R$47.395.760,77 para R$52.427.652,32, com a mesma empresa responsável pelo futuro Aeródromo no Porto São Pedro

20/03/2026 11h59

Acréscimo ao valor da obra de implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada, na rodovia de acesso ao Porto São Pedro, soma um montante de R$5.031.891,55. 

Acréscimo ao valor da obra de implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada, na rodovia de acesso ao Porto São Pedro, soma um montante de R$5.031.891,55.  Reprodução/Avance Construtora

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Através de termo aditivo assinado entre o diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, e o responsável pela Avance Construtora Ltda., Bruno Cesar de Souza Trindade, o Governo do Estado anunciou o acréscimo de R$5 milhões ao montante voltado para cascalhamento de rodovia no Pantanal. 

Quanto aos valores absolutos, o acréscimo ao valor da obra de implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada, na rodovia de acesso ao Porto São Pedro, soma um montante de R$5.031.891,55. 

Ou seja, em outras palavras, através do sexto termo aditivo o contrato passa de atuais R$47.395.760,77 para R$52.427.652,32, voltados para os 23,417 quilômetros de extensão da obra no município de Corumbá. 

Com um contrato assinado entre as partes originalmente em 03 de abril de 2023, para obra de implantação em revestimento primário de rodovia não pavimentada. 

Essa obra deve levar a pavimentação do quilômetro zero até o de número 23,417 na rodovia Acesso ao Porto São Pedro, ponto esse que recentemente deu mais um passo para a construção de um "aeroporto" contra incêndios no Pantanal

Porto São Pedro

Distante aproximadamente 430 quilômetros da Capital, a implantação do chamado Aeródromo no Porto São Pedro também será feita pela Avance Construtora Ltda. 

A homologação com o nome da empresa vencedora da licitação de mais de R$13,5 milhões foi publicada ontem e, conforme divulgado pela Agesul, a previsão é que essa pista a ser implantada no Porto São Pedro seja voltada justamente para combate a incêndios florestais, não descartando o potencial uso futuro para fins turísticos e de logística regional.

Para a implantação desse aeródromo, fica fixado em um montante de R$13.635.153,69, estipulando para tal um prazo de execução menor que um ano, sendo até 300 dias. 

Como consta na ata eletrônica da licitação, a Avance acabou concorrendo sozinha, já que as empresas R.R. Ceni Terraplanagem e André L. dos Santos foram inabilitados no processo pela falta dos devidos documentos que são considerados obrigatórios. 

Diante disso, o processo deste certame não pôde se beneficiar de uma das principais vantagens das licitações, a diminuição de preços pela concorrência. Sem qualquer concorrente, a empresa selecionada sequer precisou melhorar sua proposta na disputa pelo menor preço. 

 

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