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DESENVOLVIMENTO

MS publica empresa que irá construir 'aeroporto' contra incêndios no Pantanal

Previsão é que essa pista a ser implantada no Porto São Pedro seja voltada justamente para combate a incêndios florestais, não descartado uso futuro para fins turísticos e de logística regional

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Por meio da edição desta quarta-feira (18) de seu Diário Oficial Eletrônico (DOE), o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul publicou o aviso de homologação, com o nome da empresa vencedora da licitação de mais de R$13,5 milhões para construção de uma espécie de aeroporto que servirá de apoio às ações contra incêndios no Pantanal. 

Conforme divulgado através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a implantação do chamado Aeródromo no Porto São Pedro da Cidade Branca de Corumbá, distante aproximadamente 430 quilômetros da Capital, será feita pela Avance Construtora Ltda. 

Ainda pelo documento oficial, o valor exato para implantação desse aeródromo fica fixado em um montante de R$13.635.153,69, estipulando para tal um prazo de execução menor que um ano, sendo até 300 dias. 
Inicialmente, a previsão é que essa pista a ser implantada no Porto São Pedro seja voltada justamente para combate a incêndios florestais, não descartando o potencial uso futuro para fins turísticos e de logística regional.

Como consta na ata eletrônica da licitação, a Avance acabou concorrendo sozinha, já que as empresas R.R. Ceni Terraplanagem e André L. dos Santos foram inabilitados no processo pela falta dos devidos documentos que são considerados obrigatórios. 

Diante disso, o processo deste certame não pôde se beneficiar de uma das principais vantagens das licitações, a diminuição de preços pela concorrência. Sem qualquer concorrente, a empresa selecionada sequer precisou melhorar sua proposta na disputa pelo menor preço. 

Setor aeroviário

Há tempos o setor aeroviário está no radar do Executivo de Mato Grosso do Sul, sendo o "pontapé" para ampliação do Aeroporto Santa Maria, por exemplo, uma das mais recentes ações, em uma obra de R$45.716.743,03 a ser executada pela Equipe Engenharia. 

Além disso, a própria edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial do Mato Grosso do Sul traz ainda mais um aviso de licitação voltada para incremento desse setor, mais especificamente no município de Amambai, distante cerca de 352 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a Agesul, estão sendo estimados aproximadamente R$335.217,52 para a elaboração de projeto executivo de engenharia, que visa objetivamente a implantação de um aeródromo no município. 

Antes disso, há quase dois anos, por exemplo, o Governo do Estado anunciou inclusive um processo de licitação para um aeroporto de R$24 milhões em cidade no "Vale da Celulose", Água Clara, através do chamado Plano Aeroviário Estadual, visando execução de: 

  • Da pista de pouso e decolagem;
  • Taxiway;
  • Pátio de aeronaves e
  • Cerca operacional,

Esse é um dos exemplos das iniciativas por parte do Governo do Estado que, conforme planejamento, até 2026 deve somar cerca de R$ 250 milhões de investimentos, com objetivo de fortalecer a infraestrutura aérea. 

Batizado atualmente de Plano Aeroviário Estadual, a Secretaria de Logística tem intenções de expandir e modernizar a malha aeroviária sul-mato-grossense, que não deve parar em Água Clara, envolvendo, por exemplo: 

  1. Instalação do alambrado do aeródromo de São Gabriel do Oeste
  2. Ampliação do aeroporto de Naviraí
  3. Restauração dos aeródromos de Paranaíba, Camapuã e Cassilândia
  4. Implantação do aeroporto de Inocência

Nas palavras do próprio superintendente de Logística e coordenador de Transporte Aéreo da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza, o Plano tem intenções competitivas. 

"Não só visa o crescimento do setor, mas também traz facilidades aos turistas, promove o desenvolvimento econômico do estado e fortalece a infraestrutura das cidades envolvidas", diz. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

Pai do ET Bilu move enxurrada de ações contra jornalistas

Empresário Urandir Fernandes recorre à Justiça contra profissionais da imprensa após reportagens sobre processo movido por investidora e operação do Gaeco

19/08/2026 09h30

Sócio de fintech ligada a grupo que avista ETs é alvo do Gaeco

Sócio de fintech ligada a grupo que avista ETs é alvo do Gaeco Marcelo Victor/Correio do Estado

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Conhecido nacionalmente pela história do ET Bilu, o empresário Urandir Fernandes de Oliveira decidiu levar aos tribunais a insatisfação com reportagens publicadas envolvendo seu nome e empresas ligadas a ele em Mato Grosso do Sul. Somente em julho deste ano, foram protocoladas 14 ações por supostos crimes contra a honra.

Entre os profissionais acionados estão três jornalistas do Correio do Estado, além de profissionais de outros veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul. As ações passaram a ser apresentadas depois de uma sequência de notícias publicadas ao longo do primeiro semestre de 2026.

As reportagens tratavam, entre outros assuntos, da relação de Urandir com um dos alvos das operações Collusion e Simulatum, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), e de uma disputa judicial envolvendo uma investidora que afirma ter aplicado R$ 300 mil em uma empresa ligada ao empresário.

Urandir é proprietário da Associação Civil Dakila e ligado ao banco digital BDM. Ele ganhou notoriedade nacional há mais de duas décadas por afirmar ter mantido contato com um extraterrestre, episódio que ficou conhecido como o “ET Bilu”. O empresário também está à frente de projetos do chamado Ecossistema Dakila.

Operações

Em janeiro deste ano, o nome de Urandir apareceu em reportagens sobre as operações Collusion e Simulatum, realizadas pelo Gaeco para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à Câmara Municipal de Terenos.

O empresário não foi alvo das operações. A ligação citada nas notícias ocorreu porque Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli, estava entre os alvos e mantinha relação empresarial com Urandir na BDM Dourado Digital.

Durante as operações, foram cumpridos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Rio Negro. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações apuram suspeitas de irregularidades em contratos públicos firmados desde 2021.

Na ocasião, o grupo Dakila negou qualquer envolvimento com os fatos investigados e afirmou que nem Urandir nem empresas do grupo eram alvos das diligências.

Disputa por investimento

Outro episódio que colocou o empresário novamente no noticiário foi uma ação apresentada por uma investidora de Campo Grande.

Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato afirma ter feito, em abril de 2019, um aporte de R$ 300 mil como investidora-anjo em um negócio relacionado a Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira.

Segundo a ação, o contrato previa a possibilidade de resgate do dinheiro a partir de abril de 2021 e estabelecia prazo para a devolução do valor. A investidora sustenta que não recebeu o montante e posteriormente recorreu à Justiça para cobrar a dívida.

Com correção, juros e multa previstos contratualmente, ela apontou que o débito chegava a R$ 805,6 mil em novembro de 2025.

A mulher também alegou ter encontrado problemas ao pesquisar os dados cadastrais da BKC Distribuição Ltda., empresa indicada no contrato. As afirmações fazem parte da versão apresentada pela autora à Justiça e ainda são objeto da disputa judicial.

Após a repercussão das notícias, Urandir publicou um vídeo em uma rede social no qual fez acusações contra a investidora. Ela então ingressou com outra ação e pediu à Justiça a retirada do conteúdo.

Em fevereiro, o juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível Residual de Campo Grande, concedeu tutela de urgência e determinou a remoção da publicação.

A decisão também determinou que o empresário se abstivesse de fazer novas publicações atribuindo à mulher a prática de crime ou condutas semelhantes às discutidas no processo, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Na ação, a empresária sustenta que Urandir a acusou de “apropriação indébita” de 69 mil ativos digitais e insinuou que ela teria pago veículos de comunicação para divulgar notícias contra ele. Além da retirada das publicações, ela pede indenização de R$ 60 mil por danos morais.

Depois da sequência de reportagens, Urandir passou a recorrer à Justiça contra profissionais responsáveis pelas publicações.

As queixas sustentam, de maneira geral, que algumas matérias teriam ultrapassado o direito de informar ao apresentar acusações ainda discutidas judicialmente.

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CRIME

PM é preso por abuso sexual contra adolescente no interior de MS

De acordo com os relatos, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz para atrair a vítima

19/08/2026 08h15

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana Divulgação: PCMS

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Um policial militar, do município de Aquidauana, foi preso novamente, por determinação da Justiça, após ser acusado de atrair uma adolescente com falsa promessa de vaga de emprego e prática de abuso sexual. O caso ocorreu em maio deste ano.

Segundo o relato apresentado às autoridades, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz. Ele teria buscado a adolescente e, durante o trajeto, as ameaças teriam acontecido no bairro Arara Azul, nas imediações do Morrinho.

Ainda conforme o relato, o policial teria mostrado uma arma e ameaçado a adolescente para que ela mantivesse contato sexual com ele. Em determinado momento, ele teria parado em uma farmácia para comprar preservativo. Foi quando, segundo a vítima, ela conseguiu escapar e procurar ajuda.

De acordo com o site A Princesinha News, de Aquidauana, na época, o caso chegou ao conhecimento do veículo de comunicação, porém a publicação não foi feita a pedido das autoridades, para não atrapalhar as investigações.

Agora, com o avanço das apurações, a Justiça determinou novamente a prisão preventiva do militar, que está à disposição da Justiça.

O caso tramita em segredo de Justiça, por isso o nome do policial e outras informações não foram divulgadas.

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