Cidades

Operação da PF

Candidato a deputado em MS nega trabalho escravo e diz que armas não são dele

Defesa de Carlos Bernardo afirma que empresário não visita propriedade há mais de seis meses, diz que funcionários têm alojamentos climatizados e sustenta que candidato não pode ser responsabilizado pelo arsenal encontrado durante operação da PF

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A defesa do empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, divulgou nesta sexta-feira (18) uma nota em que nega qualquer envolvimento dele com possíveis condições de trabalho análogas à escravidão e afirma que as 14 armas apreendidas durante uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não pertencem ao candidato nem a familiares.

A manifestação ocorre um dia depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão em uma fazenda de Carlos Bernardo, na região de Porto Murtinho.

Conforme revelou o Correio do Estado nesta quinta-feira (17), 23 trabalhadores foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto 14 armas de fogo de grosso calibre e munições foram apreendidas. Parte do armamento estava irregular e havia armas com numeração suprimida. 

A investigação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Segundo a PF, a apuração começou após informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados à propriedade, onde supostamente seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os pontos investigados estão ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à saída dos trabalhadores. 

Até o momento, entretanto, não houve divulgação oficial de que os 23 trabalhadores tenham sido formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A informação oficial é de que foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto a eventual caracterização criminal permanece sob investigação. 

Defesa diz que ainda não teve acesso a toda a investigação

A nota é assinada pelo advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que afirma que a defesa ainda não teve acesso à integralidade dos elementos reunidos na investigação. Segundo ele, o acesso está sendo solicitado à autoridade policial e à 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Mesmo sem conhecer todo o conteúdo do procedimento, a defesa sustenta que Bernardo não participou nem tinha conhecimento de eventuais práticas ilegais dentro da propriedade.

Segundo a manifestação, o candidato “não praticou, não ordenou, não tolerou e jamais toleraria” qualquer conduta contra a dignidade dos funcionários ou colaboradores.

A defesa também afirma que Bernardo tem interesse no esclarecimento integral dos fatos e defende que eventuais responsabilidades sejam individualizadas no decorrer da investigação.

A posição reforça o que o próprio candidato havia declarado ao Correio do Estado horas depois da operação. Na quinta-feira, Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, mas negou responsabilidade pelas condições investigadas e disse não possuir relação com o armamento encontrado. 

Defesa cita quatro refeições e alojamentos com ar-condicionado

Um dos principais argumentos apresentados pela defesa diz respeito à estrutura disponibilizada aos funcionários da propriedade.

De acordo com a nota, a fazenda emprega atualmente quase 30 trabalhadores, que receberiam quatro refeições por dia, preparadas por profissionais contratados especificamente para essa finalidade.

O documento também menciona limpeza diária, estrutura sanitária e de higiene, banheiros independentes, períodos de descanso durante a jornada e alojamentos climatizados com ar-condicionado.

Com base nessas condições, a defesa rejeita a possibilidade de exploração laboral na propriedade.

A versão coincide com o relato apresentado pelo próprio empresário ao Correio do Estado após a operação. Bernardo afirmou que os trabalhadores recebem café da manhã, almoço, café da tarde e jantar e sustentou que os alojamentos possuem ar-condicionado.

As condições materiais dos alojamentos, porém, são apenas parte da apuração. A PF também investiga aspectos como recrutamento informal de estrangeiros, ausência de registros trabalhistas, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à liberdade dos funcionários. 

Defesa nega vínculo de Bernardo com as 14 armas

Sobre o arsenal encontrado na propriedade, a defesa afirma categoricamente que as armas não pertencem e nunca pertenceram a Carlos Bernardo ou a integrantes de sua família.

A nota também sustenta que Bernardo não frequenta habitualmente a fazenda e não visita o imóvel há mais de seis meses. Caso algum material ilícito estivesse na propriedade, segundo a defesa, isso teria ocorrido sem autorização ou conhecimento do candidato.

O advogado argumenta ainda que a responsabilidade criminal é individual e que a propriedade do imóvel, isoladamente, não permite atribuir ao empresário responsabilidade pelo armamento encontrado.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente a quem pertencem as 14 armas. Também permanecem sem esclarecimento público os modelos e calibres de todo o arsenal, a quantidade de munições apreendidas e quem mantinha a guarda do material.

A origem das armas com numeração suprimida também deverá ser investigada. 

Defesa aponta falta de segurança na região de fronteira

Outra parte da nota concentra-se nas condições de segurança da região onde está localizada a propriedade.

Segundo a defesa, a fazenda fica em uma área isolada de fronteira entre os rios Apa e Paraguai, distante dezenas de quilômetros da área urbana.

O documento afirma que produtores e trabalhadores da região enfrentam ocorrências de invasões, furtos e abigeato, termo utilizado para o furto ou roubo de animais.

A defesa também sustenta que não existe presença permanente da Polícia Militar ou da Polícia Militar Ambiental naquela extensão territorial e argumenta que a ausência do poder público deixa produtores e moradores expostos à criminalidade.

O argumento já havia sido apresentado pelo próprio Bernardo na quinta-feira. Em entrevista ao Correio do Estado, ele afirmou que propriedades da região mantêm armas em razão da distância dos centros urbanos e de episódios de furto de gado.

A declaração, contudo, não esclarece a propriedade nem a situação legal específica das armas apreendidas na fazenda, pontos que continuam sob investigação.

Investigação continua

A operação ainda está em andamento e não há, até agora, conclusão pública sobre eventual responsabilidade de Carlos Bernardo pelos fatos investigados.

Entre as questões que permanecem pendentes estão quem administrava diretamente a propriedade, como os trabalhadores chegaram à fazenda, qual a nacionalidade deles, há quanto tempo estavam no local, se houve retenção de salários ou documentos, se existiam restrições à saída e a quem pertenciam as 14 armas apreendidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos. 

Na nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa afirma que Bernardo continuará colaborando com o esclarecimento dos fatos e que confia no trabalho da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 

IPTU 2026

Justiça impede cobrança extra do IPTU de 2026 em imóveis de Campo Grande

Sentença atende parcialmente a pedido da OAB-MS e limita o aumento do imposto à correção de 5,32% nos imóveis atingidos por alterações cadastrais irregulares.

15/10/2026 17h48

Justiça limita cobranças extras do IPTU de 2026 em imóveis de Campo Grande após ação da OAB-MS.

Justiça limita cobranças extras do IPTU de 2026 em imóveis de Campo Grande após ação da OAB-MS. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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A Justiça de Mato Grosso do Sul confirmou a decisão que impede a Prefeitura de Campo Grande de cobrar aumentos extras no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 de imóveis atingidos por alterações cadastrais consideradas irregulares. A sentença, publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (15), determina que o valor do imposto nesses casos seja limitado ao cobrado em 2025, acrescido apenas da correção pela inflação de 5,32%.

A decisão atende parcialmente a uma ação apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e representa mais uma derrota judicial para a administração da prefeita Adriane Lopes (PP) na disputa envolvendo a cobrança do imposto municipal.

O entendimento é do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que confirmou uma decisão provisória concedida em fevereiro deste ano.

Ao analisar o mérito da ação, o magistrado reconheceu irregularidades nos procedimentos utilizados pelo município para justificar aumentos superiores à inflação.

Na prática, a sentença impede que a Prefeitura cobre, nos imóveis atingidos pela decisão, valores adicionais resultantes de mudanças cadastrais realizadas sem o cumprimento das exigências previstas na legislação municipal.

Isso não significa, entretanto, que todos os contribuintes de Campo Grande terão redução no IPTU. A determinação se aplica aos imóveis atingidos pelas alterações questionadas judicialmente, especialmente aqueles que tiveram aumento real do imposto em razão de mudanças na classificação ou nas informações cadastrais.

A sentença também não impede que a administração municipal atualize os dados dos imóveis futuramente, desde que respeite os procedimentos estabelecidos em lei.

Justiça aponta irregularidades em mudanças feitas pela Prefeitura

A discussão judicial teve início depois que contribuintes começaram a questionar os valores apresentados nos carnês do IPTU de 2026, especialmente nos casos em que o aumento ultrapassou a correção inflacionária.

Na ação, a OAB-MS argumentou que a Prefeitura promoveu mudanças nas informações cadastrais dos imóveis sem observar todas as exigências previstas no Código Tributário Municipal.

Entre as alterações contestadas estavam revisões relacionadas às características das construções e à infraestrutura existente no entorno dos terrenos, fatores que podem influenciar o cálculo do imposto.

A administração municipal defendia que os aumentos acima da inflação não representavam um reajuste generalizado, mas eram consequência da atualização de informações sobre os imóveis, incluindo áreas construídas que não constavam nos registros anteriores.

O juiz reconheceu que a Prefeitura pode atualizar seu cadastro imobiliário. Entretanto, considerou que essa atribuição não autoriza aumentos sem o cumprimento das regras legais, principalmente quando as mudanças resultam em cobranças mais elevadas para os proprietários.

Um dos problemas identificados foi a falta de comprovação de que os contribuintes atingidos tiveram oportunidade de conhecer e contestar previamente determinadas alterações.

O magistrado também apontou insuficiência de documentos para demonstrar o cumprimento de outra exigência: a elaboração e publicação de um relatório técnico que explique os critérios utilizados nas mudanças, os índices aplicados e os impactos estimados sobre os valores dos imóveis.

Pela legislação municipal, esse relatório também deve ser apresentado previamente e de maneira formal à Câmara Municipal.

Diante dessas irregularidades, a Justiça considerou que os aumentos decorrentes dos procedimentos questionados não poderiam ser mantidos da forma como foram aplicados em 2026.

O que muda para os contribuintes?

Com a confirmação da decisão, os imóveis atingidos pelas alterações cadastrais consideradas irregulares devem ter o IPTU de 2026 calculado com base no valor cobrado em 2025, acrescido somente da atualização de 5,32% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E).

Isso significa que, nesses casos, a Prefeitura não pode manter os aumentos extras fundamentados nas modificações questionadas pela OAB-MS.

A medida, porém, não representa uma redução automática e generalizada do imposto para todos os proprietários de imóveis da Capital.

A determinação judicial também não estabelece, nesta sentença, uma restituição automática de valores eventualmente pagos a mais. Possíveis diferenças de cobrança e procedimentos para os contribuintes deverão observar o andamento do processo e as providências adotadas pelo município.

Justiça não determina retorno do desconto de 20%

Apesar da decisão favorável em relação aos aumentos acima da inflação, a OAB-MS não conseguiu reverter todas as mudanças realizadas pela Prefeitura na cobrança do IPTU.

A entidade também pretendia restabelecer o regime de descontos praticado em 2025, incluindo o abatimento de 20% que havia sido questionado após as alterações nas condições de pagamento. Entretanto, o pedido foi rejeitado.

No entendimento do magistrado, a redução dos descontos oferecidos aos contribuintes não representa, por si só, um aumento ilegal do imposto.

A Justiça diferenciou a atualização do valor do tributo dos benefícios concedidos pela administração municipal para incentivar o pagamento dentro dos prazos estabelecidos.

Com isso, permanece sem determinação judicial de restabelecimento o desconto de 20% pretendido pela OAB-MS.

A sentença também não altera, por si só, os critérios de cobrança da taxa do lixo, que foi outro ponto de controvérsia durante as discussões sobre os carnês municipais.

Disputa começou no início do ano

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a OAB-MS ingressou na Justiça em 8 de janeiro de 2026, questionando a legalidade dos aumentos do IPTU e as mudanças nas condições de pagamento.

Na ocasião, a entidade apontou problemas na forma como a administração municipal havia implementado os novos critérios de cobrança e pediu que os aumentos fossem limitados à atualização monetária de 5,32%.

Em 6 de fevereiro, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa concedeu uma decisão provisória favorável a parte dos pedidos da OAB-MS, determinando a revisão dos valores atingidos pelas mudanças contestadas.

A Prefeitura tentou derrubar a medida no Tribunal de Justiça, mas não conseguiu.

Em março, a administração municipal publicou um novo decreto e refez os cálculos do IPTU de aproximadamente 15 mil imóveis que haviam sido atingidos pelo chamado "tarifaço dos terrenos", conforme levantamento publicado pelo Correio do Estado.

Posteriormente, em julho, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a decisão que impedia os aumentos considerados irregulares, reforçando que alterações na cobrança acima da inflação deveriam respeitar as exigências legais.

Agora, ao analisar o pedido principal da ação e decidir sobre a legalidade da cobrança, a Justiça de primeira instância confirmou que o aumento do IPTU deve ser limitado nos imóveis atingidos pelas irregularidades identificadas.

Prefeitura ainda pode recorrer

Apesar da nova decisão desfavorável ao município, a disputa judicial ainda não está definitivamente encerrada.

A sentença está sujeita ao chamado reexame necessário, procedimento pelo qual determinadas decisões contra o poder público precisam ser analisadas pelo Tribunal de Justiça, mesmo quando nenhuma das partes apresenta recurso.

Dessa forma, o processo deverá ser encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que poderá confirmar ou modificar o entendimento adotado em primeira instância.

Até que haja decisão definitiva, a sentença representa mais um capítulo da disputa entre a Prefeitura de Campo Grande e a OAB-MS sobre a legalidade dos aumentos do IPTU de 2026. 

transtornos

Chuva causa alagamentos e transbordamento de córregos em Campo Grande

Volumes expressivos de chuva foram registrados nesta quarta e quinta-feira e previsão aponta mais precipitações para sexta

15/10/2026 17h21

Rotatória da Euler de Azevedo registrou alagamento

Rotatória da Euler de Azevedo registrou alagamento Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O grande acumulado de chuvas em Campo Grande, devido as precipitações que começaram na noite dessa quarta-feira (14) e continuam ao longo desta quinta-feira (15), deixaram vários bairros e pontos da Capital com alagamentos, com o transbordamento de lagos e córregos.

Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), apenas nesta quinta, até às 16h30, foram registrados 67,6 milímetros de chuva em Campo Grande.

A Avenida Rachid Neder, que é considerada um ponto crítico sempre que chove na Capital, voltou a registrar transtorno.

Na região, o Córrego Segredo transbordou e a avenida virou um rio, com a água invadindo um grande trecho da via.

Na região da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), próximo ao Moreninho e da Rotatória da Coca-Cola, o Córrego Bandeira transbordou, deixando parte da rua intransitável. O Bandeira é um dos córregos que formam e abastecem o Lago do Amor, que também transbordou nesta quinta.

Rotatória da Euler de Azevedo registrou alagamentoNa Ernesto Geisel, Córrego atingiu o limite (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Também considerado ponto crítico, o transbordamento do Lago do Amor causou alagamento na Avenida Filinto Muller. Alguns motoristas se arriscaram a passar pelo trecho e tiveram problemas, com o carro afogando no meio da via. (Veja vídeo abaixo).

Outro lago que transbordou foi o do Parque das Nações Indígenas. 

Na região, a Avenida Nelly Martins, conhecida como Via Park, ficou intransitável, com água tomando conta de longo trecho.

A Avenida Gunter Hans e a Avenida Guaicurus também registraram pontos de alagamento, com carros ilhados ao tentarem passar pelos locais.

Na Avenida Ernesto Geisel, o Córrego Segredo e o Rio Anhanduí subiram muito o nível, mas não chegaram a transbordar até a publicação desta reportagem.

Relatos feitos nas redes sociais apontam ainda que houve alagamento em trechos da Avenida Calógeras, ruas dos bairros Jardim Centro Oeste, Caiobá, Jardim Canguru, Los Angeles, Aero Rancho, dentre outros diversos pontos em várias regiões de Campo Grande.

O temporal já estava previsto para Campo Grande, conforme divulgado pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil Municipal, que emitiu um alerta na quarta-feira pela possibilidade de chuvas fortes, associadas a ventos intensos e granizo. 

Mais chuva

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), ainda há previsão de chuvas para esta sexta-feira (16), em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul, onde podem ocorrer chuvas mais intensas com acumulados significativos, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

Já nas regiões sul e sudoeste, são esperadas chuvas de fraca intensidade, não se descartando a ocorrência de neblina e nevoeiros em alguns pontos.

Em razão dos elevados acumulados de chuva registrados nos últimos dias, especialmente em algumas regiões, permanece o risco de alagamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

Em Campo Grande, caso seja atingido por alguma intempérie, a pessoa pode acionar a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

Naqueles casos em que a queda total ou parcial da árvore aconteceu sobre a fiação e há riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193. 

O alerta de perigo para tempestade continua vigente para a sexta-feira.

Uma mudança nas condições do tempo deve ocorrer no fim de semana, com redução gradual das instabilidades e temperaturas mais amenas para esta época do ano.

O destaque, segundo o órgão, fica para a trégua nas chuvas a partir de sábado (17) e queda nas temperaturas, com possibilidade de mínimas de10°C na região sul do Estado. Em Campo Grande, a mínima deve ser de 18°C.

Recorde para o mês

Conforme reportagem do Correio do Estado, em apenas 15 dias, Campo Grande já registrou mais chuva do que a média histórica para todo o mês de outubro.

Levantamento realizado a partir de um arquivo de registros meteorológicos extraído do sistema do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um acumulado de 207,6 milímetros até as 16h desta quinta-feira (15), volume aproximadamente 38% superior à referência histórica mensal de 150,6 milímetros utilizada pelo instituto.

A diferença chega a 57 milímetros, mesmo faltando 16 dias para o encerramento de outubro. 

Segundo o Inmet, a média histórica de chuva em Campo Grande durante o mês de outubro é de 150,6 milímetros. O cálculo considera os registros feitos entre 1981 e 2024 e é utilizado pelo instituto como referência para comparar os volumes de chuva registrados na Capital.

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