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Candidatos do Enem na Capital começam a fazer fila esperando abertura dos portões

Candidatos do Enem na Capital começam a fazer fila esperando abertura dos portões

LAURA HOLSBACK COM REDAÇÃO

26/10/2013 - 10h00
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Mais de 50 pessoas já estão aguardando a abertura dos portões na Universidade Anhanguera, um dos locais em Campo Grande onde será realizada a prova neste primeiro dia do Enem.

As provas serão aplicadas a partir do meio-dia em Mato Grosso do Sul.

Neste sábado, o exame vai avaliar o conhecimento em Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. O encerramento das provas será às 16h30min.

Suspeita de Feminicídio

Mãe encontra filha morta em casa e polícia apura feminicídio em Campo Grande

Mulher de 34 anos apresentava marcas no pescoço e foi localizada após a mãe estranhar a falta de contato; homem de 46 anos é apontado inicialmente como suspeito.

29/08/2026 15h40

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande.

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada sem vida dentro de casa, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no início da tarde deste sábado (29). A própria mãe localizou o corpo após estranhar a falta de contato com a filha. Marcas encontradas no pescoço da vítima levaram a polícia a apurar as circunstâncias da morte, tratada inicialmente como suspeita de feminicídio.

O corpo foi localizado em uma casa na Rua Brasil Central, nas proximidades da Avenida Júlio de Castilho. A mulher morava nos fundos de outra residência e teria sido encontrada depois que familiares não conseguiram contato com ela.

Conforme as informações disponíveis até o momento, preocupada com a falta de respostas às mensagens enviadas à filha, a mãe foi até o endereço. Para conseguir entrar no imóvel, teria utilizado uma escada para transpor o muro. Ao chegar a casa, encontrou a filha já sem vida em um dos cômodos.

A Polícia Militar foi acionada e equipes seguiram para o local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no endereço e constatou o óbito.

As circunstâncias da morte ainda serão esclarecidas pela investigação. Entretanto, hematomas encontrados na região do pescoço levantaram a possibilidade de que a mulher tenha sido esganada. A confirmação da causa da morte dependerá dos exames periciais.

A suspeita inicial é de que a vítima estivesse morta desde a noite de sexta-feira (28). Uma das estimativas levantadas no local indica que a morte pode ter ocorrido por volta das 22h, mais de 12 horas antes da localização do corpo. O horário, contudo, ainda deverá ser confirmado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Uma equipe que realiza captação de córneas chegou a comparecer ao endereço, mas o procedimento não pôde ser realizado em razão do período transcorrido desde a morte.

Relacionamento é investigado

Um homem de 46 anos que mantinha um relacionamento com a vítima há aproximadamente quatro anos aparece, nas informações iniciais, como suspeito. O relacionamento seria marcado por períodos de separação e reconciliação.

Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a autoria nem sobre a dinâmica da morte. A eventual responsabilidade do homem deverá ser apurada pela Polícia Civil, assim como a existência de elementos que permitam enquadrar o caso como feminicídio.

Equipes da Polícia Militar permaneceram no imóvel durante os primeiros procedimentos. Também era aguardada a presença da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), responsável pela investigação de crimes praticados contra mulheres na Capital.

A mãe da vítima permaneceu no endereço enquanto os trabalhos eram realizados. O local deverá passar por perícia para auxiliar na identificação das circunstâncias em que ocorreu a morte.

Caso a investigação confirme que a mulher foi assassinada em contexto de violência de gênero, o episódio será contabilizado como o 25º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Obra Mais Cara

Reforma da 'ponte-gangorra' fica R$ 650 mil mais cara e chega a R$ 4 milhões

Obra na MS-345, entre Anastácio e Bonito, começou após anos de problemas e reclamações; estrutura chegou a apresentar desnível de até 48 centímetros

29/08/2026 15h05

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, passa por recuperação estrutural e teve o custo da obra elevado para R$ 4,06 milhões.

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, passa por recuperação estrutural e teve o custo da obra elevado para R$ 4,06 milhões. Foto: Arquivo Correio do Estado.

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A recuperação da ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, conhecida como “ponte-gangorra” e localizada em uma das principais rotas de acesso a Bonito, ficou R$ 650 mil mais cara. Com o novo acréscimo autorizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, o contrato da obra passou de R$ 3,411 milhões para R$ 4,061 milhões.

O reajuste consta no Diário Oficial do Estado publicado nesta sexta-feira (28). A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) firmou o segundo termo aditivo do contrato nº 107/2025 com a Águia Construtora Ltda., responsável pela recuperação e pelo recondicionamento da estrutura sobre o Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda, na divisa entre Anastácio e Bonito.

Conforme a publicação, foram acrescentados exatamente R$ 650.199,53 ao contrato. O valor até então atualizado, de R$ 3.411.406,62, passou para R$ 4.061.606,15, aumento de aproximadamente 19% nesta nova alteração. O termo foi assinado em 25 de agosto.

Na comparação com o investimento de R$ 3.309.408,68 anuniado pelo governo quando os trabalhos começaram, em fevereiro, a recuperação já está cerca de R$ 752 mil acima daquele montante, diferença de aproximadamente 22,7%.

O Diário Oficial não detalha quais serviços específicos respondem pelos R$ 650 mil adicionais. A publicação informa que a mudança está amparada pela Lei Federal nº 14.133/2021 e por uma justificativa técnica anexada ao processo administrativo nº 79.010.156/2025, documento que não foi reproduzido na edição do Diário.

A ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, ganhou notoriedade justamente pelos problemas estruturais apresentados após o aumento do fluxo de veículos na região.

A situação se tornou ainda mais sensível depois da pavimentação da MS-345, que transformou a chamada Estrada do 21 em uma alternativa para quem viaja entre Campo Grande e Bonito.

A pavimentação criou uma rota capaz de reduzir em aproximadamente 40 quilômetros o caminho entre a Capital e o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul.

O novo corredor, entretanto, aumentou a circulação pela antiga ponte sobre o Rio Miranda, que não havia sido construída para o atual volume e perfil do tráfego.

De “gangorra” a acidentes

Os problemas na estrutura antecedem a atual reforma. Em setembro de 2024, o Correio do Estado mostrou que a ponte precisou ser parcialmente interditada depois de apresentar movimentação anormal durante a passagem de veículos pesados.

Moradores do distrito de Águas do Miranda relataram que, quando caminhões chegavam a uma das extremidades, a estrutura se movimentava e formava uma espécie de degrau no lado oposto.

As medições feitas por moradores indicavam que o desnível poderia chegar a 48 centímetros, situação que rendeu à travessia o apelido de “ponte-gangorra”.

O problema chegou a provocar prejuízo a motoristas. Um morador da região registrou em vídeo uma picape que teve os quatro pneus furados ao atingir o desnível. Com a violência do impacto, os airbags do veículo chegaram a ser acionados.

À época, uma moradora ouvida pelo Correio do Estado afirmou que os primeiros sinais do efeito “gangorra” haviam surgido ainda em 2023 e que a situação piorou com o crescimento do tráfego. Segundo ela, reclamações foram feitas repetidamente antes da adoção de medidas mais efetivas.

Diante do risco, a Agesul realizou intervenções emergenciais, reforçou a sinalização e impôs restrições à circulação.

Também foi contratada uma inspeção especial para avaliar a estrutura e elaborar o projeto executivo de recuperação. Esse estudo, conforme informações divulgadas à época, custou R$ 415,3 mil.

Licitação teve pouca disputa

A recuperação definitiva, porém, demorou a sair do papel. Somente em outubro de 2025, mais de um ano após a interdição parcial noticiada pelo Correio do Estado, a Agesul lançou a licitação para recuperar a ponte. O valor máximo previsto inicialmente era de aproximadamente R$ 3,31 milhões.

O processo licitatório também chamou atenção. Reportagem do Correio do Estado publicada em novembro daquele ano mostrou que apenas duas empresas demonstraram interesse inicialmente e uma delas não avançou na disputa por não apresentar a documentação exigida dentro do prazo.

Com isso, a Águia Construtora ficou sozinha na fase decisiva. A proposta inicial foi apenas 20 centavos inferior ao teto estabelecido pela Agesul e, depois de negociação, o desconto obtido ficou em cerca de R$ 3,3 mil.

A empresa acabou contratada e as obras começaram efetivamente em fevereiro deste ano. Na ocasião, o Governo do Estado anunciou investimento de R$ 3.309.408,68 e informou que os trabalhos envolveriam recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequações técnicas para recuperar a estabilidade da ponte.

Interdições durante a reforma

Desde o início das intervenções, a travessia passou por uma série de bloqueios e restrições. Em diferentes etapas, o tráfego ficou limitado a veículos leves e caminhões de pequeno porte, com circulação em meia pista, sistema de pare e siga e passagem de um veículo por vez.

Em maio e junho, novas interdições foram realizadas para serviços como substituição de aparelhos de apoio e concretagem dos reforços estruturais.

O Correio do Estado noticiou sucessivamente os bloqueios, que obrigaram motoristas com destino a Bonito a utilizar rotas alternativas.

Em julho, uma interdição que inicialmente deveria durar cerca de 24 horas acabou se prolongando, e a travessia foi liberada somente na manhã do dia 9, ainda com restrições de tráfego.

Mais recentemente, em agosto, a ponte voltou a ser fechada por 48 horas para continuidade dos serviços de recuperação. Até então, as informações oficiais ainda apresentavam a intervenção como uma obra de aproximadamente R$ 3,3 milhões.

Agora, o segundo termo aditivo revela que o custo atualizado ultrapassou a barreira dos R$ 4milhões. O novo acréscimo ocorre em uma estrutura considerada estratégica tanto para moradores e produtores da região quanto para o turismo.

A MS-345 passou a desempenhar papel ainda mais relevante após a pavimentação do corredor entre Anastácio e Bonito, aumentando o fluxo justamente sobre uma ponte construída há quase seis décadas.

 

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