Cidades

ALEGRIA

Cão terapeuta retorna a hospital e emociona pacientes

A cadelinha terapeuta da raça shitzu mini faz parte de um projeto universitário destinado a animar a rotina dos pacientes, especialmente crianças

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Para a alegria do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), Zili está de volta! Vestida com uma gravatinha e chapéu caipira, o cão terapeuta da raça shitzu mini faz parte de um projeto universitário destinado a animar a rotina dos pacientes, especialmente crianças. 

Em 2022, a cadelinha teve que se despedir temporariamente do hospital para continuar suas atividades na Santa Casa de Campo Grande.

Após o término do projeto anterior, a tutora de Zili, Keila Oliveira - estudante de psicologia, decidiu continuar o trabalho terapêutico com cães. Junto com Titto Reis, estudante de veterinária, ela fundou o grupo “Terapia com Patas”. 

Recentemente, eles retornaram as visitas na Santa Casa de Campo Grande, contando com a ajuda de 10 voluntários que se revezam nas atividades.

Além de Zili, o grupo de “terapeutas animais” inclui Flik - um galgo inglês, Lola - uma cocker spaniel e Caiçara - veadeiro-pampeano. A presença destes cães tem criado um ambiente de bem-estar e conforto tanto para os pacientes, quanto para os funcionários do hospital.

É importante informar que os cães do projeto são cuidadosamente selecionados e treinados, com todas as vacinas em dia e exames de saúde realizados regularmente. Além de estarem sempre acompanhados por tutores e membros do projeto durantes as visitas, antes de irem ao hospital, os cães são banhados e, após as visitas, passam por um processo de higienização.

O projeto conta com o apoio das veterinárias Gabriela Freitas e Letícia Mônaco. Como forma de reconhecimento, o Humap-UFMS homenageou a cadelinha com uma pintura na parede da sala de hemodiálise infantil quando ele se despediu em setembro de 2022.

A obra foi criada voluntariamente pela artista plástica Luana Fumagalli, após uma votação entre os pacientes pediátricos que escolheram o desenho.

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande Whatsapp/Correio do Estado

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.

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