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Capes lança programa de pesquisa de combate à epidemias

Iniciativa estratégica destinará mais de R$200 para pesquisas

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou hoje (2) o Programa Combate às Epidemias. A ação vai destinar R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos para projetos de pesquisa e formação de profissionais voltados ao enfrentamento da pandemia de covid-19 e temas relacionados às endemias e epidemias típicas no país.

A medida já havia sido anunciada na semana passada. De acordo com a autarquia vinculada ao ministério da Educação, serão concedidas 2,6 mil bolsas de estudo, além do quantitativo já previsto pelo modelo de concessão de bolsas, e recursos de custeio e de capital de até R$ 345 mil, por projeto, para até 30 pesquisas selecionadas.

Em comunicado, o presidente da Capes, Benedito Aguiar, afirmou que o potencial das universidades brasileiras precisa ser aproveitado e valorizado. “É um programa estratégico emergencial que poderá contribuir de forma imediata à mitigação dos problemas ocasionados pela atual pandemia e contribuir para prevenção e combate de endemias e epidemias que assolam o país há anos", destacou.

A autarquia quer incentivar pesquisas focadas em estudos inovadores de prevenção, diagnóstico e estratégias terapêuticas, além de um melhor entendimento de doenças infecciosas, agentes e vetores. Os demais objetivos do programa são voltados ao desenvolvimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para profissionais de saúde e de tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias.

Ações emergenciais

De acordo com a Capes, o programa está estruturado em três ações emergenciais e o investimento previsto para este ano é de R$ 30,8 milhões.

Na primeira delas, já iniciada, serão concedidas 900 bolsas de mestrado e doutorado para os programas com nota 5, 6 e 7 da área de saúde. As bolsas serão concedidas por 36 meses que podem ser prorrogados por mais 12. Em 2020, o investimento será de R$ 14,5 milhões.

Na segunda ação, a Capes lançou um edital para selecionar até 30 projetos nas áreas abrangidas pelo programa, que são: epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática. As inscrições vão de 6 a 30 de abril por meio do Sicap [https://inscricao.capes.gov.br/individual].

Serão concedidas 900 bolsas de doutorado e pós-doutorado destinadas à execução dos projetos de pesquisa selecionados. Cada projeto receberá 30 bolsas – 18 de pós-doutorado, com duração de 12 meses, e 12 de doutorado, com 36 meses de duração – renováveis por um ano. As iniciativas receberão R$ 345 mil de verba de custeio, sendo R$ 95 mil para a aquisição de bens. Em 2020, o investimento será de R$ 16,3 milhões.

A terceira ação, última etapa do programa, terá início nos próximos meses e vai conceder mais 800 bolsas de pesquisa para cursos das áreas de exatas e saúde. Para a Capes, ambas as áreas são fundamentais no desenvolvimento conjunto de insumos para enfrentar crises como a atual.

Realocação de recursos

Os recursos alocados este ano no programa de combate às epidemias seriam destinados a outros editais da Capes, suspensos devido à pandemia. Do Programa Brafitec, cooperação internacional com a França para alunos de graduação, serão aplicados R$ 18,5 milhões. Outros R$ 6,6 milhões vieram do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) e pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado no País (PNPD) foram aportados R$ 3 milhões.

Sobre o PNPD, a Capes informou que ele está sendo reformulado para atuar em programas estratégicos de ações induzidas, como o Capes Entre Mares e o Combate às Epidemias.

*Com informações da Capes

Cidades

MS registra aumento de 16% nos transplantes pelo SUS em 2025

Segundo dados da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul, em 2025 o Estado registrou 368 procedimentos, contra 318 no ano anterior

23/01/2026 16h22

Crédito: Central de Transplantes

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A Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET-MS) indicou um aumento de 16% no total de procedimentos, além da manutenção de transplantes de alta complexidade realizados no Estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2025, foram realizados 70 transplantes de órgãos sólidos e 298 transplantes de córnea. Considerando órgãos e tecidos, o total chegou a 368 procedimentos ao longo do ano.

A coordenadora da CET-MS, Claire Miozo, pontuou que o resultado ocorreu devido ao fortalecimento da rede e à organização dos processos.

“Foi um ano marcado pela atuação integrada entre hospitais, equipes assistenciais e a Central, com avanços importantes na captação e no acompanhamento dos processos de doação e transplante”, afirmou Claire.

Os transplantes mais realizados foram: 49 de fígado, 21 de rim, dois de medula óssea autólogo e cinco de ossos, evidenciando a diversidade de procedimentos ofertados pela rede estadual.

Ano anterior

Em 2024, Mato Grosso do Sul registrou 40 transplantes de órgãos sólidos e 278 transplantes de córnea, totalizando 318 procedimentos. Em comparação com 2025, houve um aumento de 16% no volume de transplantes em relação ao ano anterior.

Rede estadual

Os transplantes são realizados em hospitais que integram a rede estadual, habilitados e com profissionais capacitados para atender à demanda, como:

  • Santa Casa de Campo Grande: transplantes de rim e córnea;
  • Hospital Unimed: transplantes de rim;
  • Hospital Cassems: transplantes de medula óssea autólogo;

Hospital Adventista do Pênfigo: transplantes de fígado, rim, pâncreas, córnea e tecido musculoesquelético.

Cabe ressaltar que, em 2025, o Hospital Adventista do Pênfigo passou a atuar também nos transplantes de rim, pâncreas e tecido musculoesquelético, ampliando a oferta desses procedimentos no Estado.

“Essa ampliação representa mais oportunidades para os pacientes que aguardam na fila e fortalece a capacidade transplantadora de Mato Grosso do Sul”, afirmou a coordenadora da CET-MS.

Doações e fila de espera

No período, foram contabilizados 63 doadores efetivos de órgãos e 238 doadores de córnea. Também houve oferta de órgãos para transplantes em outros estados, sendo:

  • 85 rins;
  • oito fígados;
  • oito corações.

Apesar do aumento nos procedimentos, a fila de espera no Estado ainda conta com 428 pessoas que aguardam por transplante de córnea, 236 por rim e 10 por fígado.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), pasta vinculada ao Governo do Estado, reforça que, para a realização dos transplantes, é necessária a autorização da família. Já a pessoa que deseja ser doadora de órgãos e tecidos deve comunicar sua decisão aos familiares.
 

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Nova conexão

Azul lança voo direto entre Campo Grande e Belo Horizonte a partir de abril

Passagens podem ser compradas já a partir desta sexta-feira (23) nos guichês virtuais da companhia aérea

23/01/2026 16h15

Foto: Divulgação

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A partir de 1° de abril, a Azul Linhas Aéreas terá voo direto entre Campo Grande e Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, cerca de 1,2 mil km distante. 

O anúncio foi feito pela companhia nesta sexta-feira (23), e amplia, via Aeroporto de Confins, a malha aérea sul-mato-grossense, que já possui voos diretos para São Paulo (Capital, Guarulhos e Campinas)  além de Brasília, no Distrito Federal. 

Segundo a companhia aérea, os voos serão operados diariamente, em ambos os sentidos, com aeronaves Embraer 195-E2, com capacidade para até 136 passageiros, e Airbus A320, que comportam até 174 passageiros.

O horário previsto pela Azul de partida do voo em Confins será 8h15, com chegada à capital sul-mato-grossense às 9h25, horal local.

No sentido inverso, o voo parte de Campo Grande às 10h05, com pouso em solo mineiro previsto para 13h15, horário de Brasília. Em média, cada voo terá duração de 2h10.  

"Estamos muito felizes com esse voo conectando a capital mineira ao nosso Estado. Foi um trabalho de anos da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, por meio do Programa Decola MS, em parceria com a Azul, para recuperar essa operação que existia durante a pandemia e havia sido suspensa", destacou o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling.

Conforme o Governo do Estado, a criação da rota é parte da expansão do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que opera sob concessão para a empresa Aena. 

"O lançamento do voo direto entre Confins e Campo Grande reforça o compromisso da Azul com a ampliação da conectividade aérea no país e contribui para o desenvolvimento regional por meio da aviação. A nova operação facilita o acesso de Mato Grosso do Sul a um de nossos principais hubs, o aeroporto de Confins, ampliando as possibilidades de conexão para diversos destinos no Brasil e no exterior", afirma a gerente sênior de Planejamento de Malha da Azul, Beatriz Barbi.

Crescimento

Desde 2023, o Plano Aeroviário Estadual orienta as ações do Governo do Estado, com investimento estimado de R$ 250 milhões até 2026 em obras de construção, restauração e ampliação de aeroportos e aeródromos estratégicos. Mais de R$ 100 milhões já foram aplicados em obras concluídas, fortalecendo a conectividade entre municípios e ampliando o acesso aos mercados nacionais e internacionais.

Entre os principais projetos em execução está a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com acréscimo de 500 metros, além da implantação de novos sistemas de segurança e navegação aérea, como PAPI (sistema de luzes que orientam o pouso dos aviões), além de estação meteorológica. 

Já no Pantanal, será implantada uma pista no Porto São Pedro, inicialmente voltada ao combate a incêndios florestais, com potencial de uso futuro para turismo e logística regional. No interior, o plano contempla a construção de nova pista asfaltada em Nova Alvorada do Sul, a pavimentação de uma pista de 1,5mil metros em Aquidauana, a implantação do Aeroporto de Inocência, a restauração de aeródromos em Paranaíba, Camapuã e Cassilândia, além da ampliação do aeródromo de Naviraí.

Outro investimento estratégico é o Aeroporto Regional de Dourados – Francisco de Matos Pereira, que receberá um novo terminal de passageiros e cargas, com investimento estimado em R$ 39 milhões, já aprovado pela Secretaria de Aviação Civil e com licitação prevista para o primeiro semestre de 2025.

O planejamento prevê ainda novas licitações para os aeródromos de Água Clara e Maracaju, estudos para implantação em Mundo Novo e Amambai, além da ampliação do aeródromo de Nova Andradina e do aeroporto de Três Lagoas.

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