Cidades

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Capital abrirá 80 vagas para táxi e mototáxi

Capital abrirá 80 vagas para táxi e mototáxi

Redação

24/03/2010 - 23h49
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Cerca de 12 anos depois, Prefeitura de Campo Grande prevê ampliação de 80 novas vagas para táxi e mototáxi, sendo 40 alvarás para cada categoria. De acordo com o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Espíndola Trindade Júnior, a previsão é de que o processo de licitação esteja concluído em 60 dias. Rudel explicou que com base nas informações fornecidas pelos sindicatos das categorias, equipe da Agetran está fazendo levantamento dos pontos em Campo Grande onde devem atuar os trabalhadores que conseguirem o alvará. O edital de licitação está em fase final de elaboração e será encaminhado para análise do prefeito Nelsinho Trad nas próximas três semanas. “Essa é uma quantidade suficiente porque não adianta abrir muita vaga e ficar com veículo parado porque cria um desequilíbrio econômico para o trabalhador”, justificou. Atualmente, a quantidade de táxis e mototáxis na Capital é a mesma, ou seja, 438 veículos em cada categoria. Segundo o diretor, o aumento no número de alvarás é uma reivindicação dos sindicatos, que sugeriram locais onde podem ser instalados novos pontos para permanência dos profissionais. Pré-requisito Qualquer pessoa pode participar da licitação – com exceção de empresários –, no entanto, terão prioridade aqueles que apresentarem carros com itens de conforto e segurança, como grande capacidade do bagageiro, quatro portas, freio ABS e air bag. Também é pré-requisito comprovar tempo de exercício na profissão, o que favorece as pessoas que hoje atuam como auxiliares dos taxistas e mototaxistas. “Quem já tem alvará não consegue outro”, garantiu Rudel, explicando que após a publicação do edital o interessado precisa adquirir o documento – que não deverá custar mais que R$ 30 –, preencher formulário e aguardar a abertura das propostas dos candidatos. Com base nas informações fornecidas, uma comissão de licitação irá definir os vencedores. Novos pontos Alguns profissionais serão distribuídos em pontos já existentes, enquanto outros passarão a atuar em pontos de táxi e mototáxi, que serão abertos pela Agetran. O diretor explicou que está prevista a criação de quatro locais de permanência para cada categoria. Segundo ele, os sindicatos apontaram regiões onde aumentou a demanda de passageiros em função da inauguração de comércios. Rudel disse que existe sugestão para abertura de ponto de táxi, com vaga para três veículos, nas proximidades da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), outro com capacidade para quatro vagas, no Supermercado Comper, loca l izado na Avenida Eduardo Elias Zahran e no Shopping Norte- Sul Plaza. Foram sugeridos ainda pontos de mototáxi próximo ao Hospital El Kadri, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian e também na Rua Gerônimo de Albuquerque, que fica no Bairro Nova Lima. “Curiangos” Embora qualquer pessoa possa participar do processo de licitação, a comprovação de tempo de exercício da profissão beneficia os auxiliares dos taxistas e mototaxistas, também conhecidos como “curiangos”. De acordo com o presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Dorvair Boaventura, atualmente 402 pessoas trabalham como auxiliares em Campo Grande e, algumas delas esperam há 12 anos a oportunidade de conseguir um alvará. Dorvair contou que quando da criação da categoria na Capital, em 1997, 1.500 candidatos prestaram concurso público para disputar 350 vagas. Todos passaram por fases eliminatórias, como teste psicológico e capacitação para transportar pessoas. Cerca de um ano depois, a prefeitura liberou mais 88 alvarás para quem ficou na l ista de espera. Já o presidente do Sindicato dos Taxistas, João Santana, disse que mais de 600 pessoas atuam como auxiliares de taxistas, sendo que algumas há 25 anos exercem o cargo. Ele explicou que a última concessão de alvará por parte da administração municipal foi há 13 anos, quando abriu 32 novas vagas.

pregão eletrônico

Prefeitura publica licitação para recapeamento da Avenida Ernesto Geisel

A estimativa orçamentária é de R$ 5,4 milhões e as propostas podem ser enviadas até o dia 05 de maio

16/04/2026 17h30

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (16) o ato licitatório para contratação de empresa para a recuperação do pavimento asfáltico da avenida Presidente Ernesto Geisel. 

O orçamento previsto para a obra é de R$ 5,4 milhões e contará com um investimento federal realizado pela senadora Tereza Cristina (PP) através de emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões. 

De acordo com o Diário Oficial do Município (Diogrande), os trechos previstos para o recapeamento vão da Rua do Aquário até a Avenida Manoel da Costa Lima (do lado direito do Córrego) e da Rua do Aquário até a Rua Pirituba (do lado esquerdo do Córrego) e são considerados os mais críticos da Avenida. 

A obra prevê, além do recapeamento da via, os serviços complementares de infraestrutura como adequações de acessibilidade, a implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios. 

A licitação será realizada na forma de pregão eletrônico, do tipo menor preço. Ou seja, as empresas darão seus lances e o menor preço oferecido deverá ser acatado pela Prefeitura da cidade. 

As propostas podem ser enviadas até às 7h44 do dia 05 de maio e a abertura da sessão de disputa de preços será no mesmo dia, às 7h45, o portal eletrônico de compras do município (clique aqui).

Programa de recapeamento

Em 2024, a prefeitura lançou um programa de recapeamento que com recursos próprios conseguiu requalificar algumas vias. Uma das obras de maior impacto talvez tenha sido a Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, em que foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões.

A avenida também recebeu recapeamento em outro trecho, entre a Avenida Afonso Pena e o Shopping Norte Sul Plaza, totalizando 1,5 quilômetro ao longo de cada margem do Córrego Segredo e do Rio Anhanduí.

Esse trecho da obra foi feita pela empreiteira AR Pavimentação e Sinalização pelo valor de R$ 5.180.249,98, conforme licitação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2024 e 2025, dos 35,1 km de recapeamentos entregues em Campo Grande, 12,7 km foram feitos por meio da secretaria. O programa beneficiou, ao todo, 20 trechos de vias da Capital.

Foram recapeadas as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Avenida Ezequiel Ferreira Lima, Rua Campo Nobre, Avenida Souza Lima, Avenida Pedro Paulo Soares de Oliveira, Avenida Marginal Bálsamo, Rua Camocim, Rua Anacá, Rua Palmácia, Rua Minas Novas, Rua Ariti, Rua Jerônimo Paes Benjamin, Avenida Ernesto Geisel (as duas pistas, entre a Avenida Mato Grosso e Shopping Norte Sul), Rua 15 de Novembro, Rua Eduardo Santos Pereira e Rua Caconde.

Além dessas obras feitas pelo Município, a concessionária de abastecimento e tratamento de água de Campo Grande, a Águas Guariroba, também realizou o serviço de recapeamento em vias que sofreram algum tipo de serviço na rede.

Ao todo, foram 13 km revitalizados pela concessionária nas seguintes vias de Campo Grande: Rua Américo Carlos da Costa (3 trechos), Rua Santa Adélia, Rua São Cosme e Damião (3 trechos), Rua Aristóteles (2 trechos), Avenida Tiradentes (3 trechos), Rua Sebastião Lima (3 trechos), Rua da Liberdade (4 trechos), Rua 15 de Novembro (3 trechos), Rua 25 de Dezembro, Rua João Pedro de Souza (4 trechos), Rua Rio Negro e Avenida Centáurea (2 trechos).

Condenação

"Irmãs" do PCC são condenadas por sequestro, tortura e assassinato em MS

Mulheres foram condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do Estado; penas passam de 20 anos

16/04/2026 17h00

Mulheres são condenadas por assassinato após

Mulheres são condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do estado; penas passam de 20 anos Divulgação

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Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (15), quatro mulheres acusadas de participação no sequestro, tortura e assassinato de Erika Rodrigues Ribeiro. O crime ocorreu em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada por volta das 20h40.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi motivado por acusações de supostos abusos sexuais atribuídas à vítima, que teriam sido levadas a integrantes de uma facção criminosa.

Erika acabou submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, e posteriormente executada. O Ministério Público destaca que não há comprovação de que a vítima tenha cometido os crimes dos quais era acusada.

As investigações apontam que Erika foi retirada à força de sua residência, localizada no bairro Jardim Novo Aeroporto, e levada até um imóvel no bairro Guanabara. Nesse local, segundo a acusação, ocorreu o julgamento informal conduzido por integrantes da facção. Na sequência, a vítima foi transportada até uma área conhecida como “cascalheira”, na região norte de Três Lagoas, onde foi morta com golpes de faca.

Ainda conforme o processo, a decisão pela execução não foi isolada, mas resultado de reuniões entre membros da organização criminosa, incluindo a participação remota de outros envolvidos. A dinâmica evidencia a atuação estruturada da facção, com divisão de funções e hierarquia definida, segundo sustentou a acusação durante o julgamento.

O júri reconheceu que as rés tiveram participação direta no crime, seja na condução do chamado tribunal, seja na execução da vítima. Elas foram condenadas por homicídio qualificado por motivo torpe, quando há razão considerada moralmente reprovável e também por integrarem organização criminosa.

As penas estabelecidas foram as seguintes:

  • Elma Virgínia da Silva Prado: 24 anos de prisão, sendo 19 anos e 2 meses por homicídio e 5 anos e 3 meses por organização criminosa;
  • Juliana da Silva Matos: 16 anos de prisão, sendo 12 anos por homicídio e 4 anos por organização criminosa, com possibilidade de progressão de regime por ser ré primária;
  • Daniela Garcia Gomes: 18 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa, em regime inicialmente fechado. A Justiça também decretou sua prisão após ela não comparecer ao julgamento e romper a tornozeleira eletrônica;
  • Andreia Paloma Mendes de Souza: 20 anos e 10 meses de prisão, sendo 16 anos e 4 meses por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa.


A acusada Adelícia Aparecida Queiroz Honorato não foi julgada nesta sessão. O julgamento foi adiado após solicitação da defesa, aceita pelo juiz responsável, e deverá ser incluído em uma das próximas sessões do júri relacionadas ao caso.

O caso teve forte repercussão à época do crime, sobretudo pela brutalidade e pela forma como a vítima foi submetida a um julgamento paralelo, sem qualquer garantia de defesa.

A decisão do júri reforça o entendimento das autoridades sobre a atuação de facções criminosas na região e a prática dos chamados “tribunais do crime”, utilizados como forma de impor controle e punições dentro desses grupos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou, durante o julgamento, a importância da responsabilização penal como forma de enfrentamento à violência organizada e de garantia de justiça à vítima e seus familiares.

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