Cidades

SAÚDE

Cardiologistas alertam sobre problemas provocados pelo colesterol alto

Colesterol apresenta sintomas, somente quando situação é grave, diz especialista

AGÊNCIA BRASIL

08/08/2015 - 09h25
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Considerado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como grave problema de saúde pública, o colesterol alto não tem sintomas, a menos que a situação seja grave. Hoje (8), quando é promovido o Dia de Combate ao Colesterol Elevado, voluntários da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Associação de Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar estarão entre as 8h e as 16h no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, fazendo a medição da dosagem de colesterol e dando orientações sobre alimentação.

A campanha é voltada especialmente para quem tem hipercolesterolemia familiar, ou seja, quem tem o problema de colesterol alto por origem genética. Segundo a cardiologista Tânia Martinez, a doença faz com que os membros da família estejam sujeitos ao infarto precoce, que ocorre antes dos 30 anos e, em alguns casos, até na adolescência.

A especialista explica que, embora não haja estatísticas, a estimativa é que uma em cada 250 pessoas apresenta o problema que, se não identificado e tratado, provoca um número muito grande de mortes evitáveis, e principalmente entre os jovens.

Segundo a SBC, a boa notícia é que o tratamento de hipercolesterolemia familiar é fácil e muito eficiente e a identificação das famílias com a tendência genética também. Se em uma família há registro de duas ou mais pessoas que tiveram infarto, principalmente antes dos 40 anos, e se o pai e amãe de uma criança têm colesterol elevado e precisam de tratamento, é recomendável o acompanhamento do nível de colesterol dos filhos. Em muitos casos, é possível identificar o problema antes dos 10 anos.

“É muito importante que as pessoas com parentes que tenham tido infarto ou derrame em idade precoce e quem apresentam algum outro fator de risco, como pressão alta, tabagismo, que seja diabético, tenham o colesterol dosado”, aconselha Tânia. Se a doença for tratada precocemente, a pessoa tem grandes chances de levar uma vida normal e evitar infarto.

A médica esclarece que, embora a dieta possa ajudar, quando o problema é familiar geralmente é necessário tratamento com remédios. A preocupação com o consumo de  alimento como verduras, frutas, legumes e fibras e a recomendação de atividade física intensa sempre é importante.

O colesterol é um lipídio que auxilia no bom funcionamento do organismo, mas, em excesso, torna-se perigoso, sobretudo para os maiores de 60 anos, e pode causar doenças cardiovasculares, como infarto.

“Só quando o colesterol passa de uma concentração ideal é que começa a se depositar nas artérias. Começa a fazer umas estrias gordurosas e depois umas placas de gordura e ai as placas, dependendo da área do corpo, coração ou cérebro, promoverão eventos como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, angina”, explica Tânia.

Há dois tipos de colesterol: o “bom” (HDL) e o “ruim” (LDL). O consumo de fibra solúvel ajuda a reduzir a absorção de colesterol na corrente sanguínea. Esse tipo de fibra é encontrado na aveia, maçã, pera, ameixa e no feijão.

Peixes como truta, sardinha, atum, salmão, linguado, entre outros, são aliados contra o colesterol alto, pois contêm altos níveis de ômega-3, os ácidos gordos, que podem reduzir a pressão arterial e o risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Outros alimentos que ajudam a manter o bom colesterol e a evitar o mau são azeite e castanhas, iogurtes e suco de laranja.

campo grande

Posto de combustíveis é interditado após teto ceder parcialmente durante chuva

Estrutura ficou torta e o local ficará fechado até que os reparos sejam feitos; não houve feridos

27/04/2026 12h44

Parte do teto do posto de combustíveis cedeu durante chuva

Parte do teto do posto de combustíveis cedeu durante chuva Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Parte do telhado de um posto de combustíveis cedeu durante as chuvas que caem desde a madrugada desta segunda-feira (27), em Campo Grande. Com a estrutura danificada e apresentando riscos, o local foi interditado até que sejam feitos os reparos.

O posto está localizado na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, na esquina com a Dr. Arlindo de Andrade, no bairro Amambai.

O Correio do Estado esteve no local, mas os funcionários presentes não quiseram dar declarações sobre as circunstâncias do incidente.

Informações apuradas pela reportagem apontam que o telhado cedeu parcialmente, ficando com a estrutura torta, logo nas primeiras horas da manhã. O Corpo de Bombeiros foi acionado e fez a interdição do posto.

Havia funcionários no local, mas ninguém ficou ferido, já que não houve a queda da estrutura. Os reparos devem ser iniciados ainda nesta semana.

Chuvas

As chuvas que caíram em Campo Grande já estavam previstas, provocadas pela chegada de uma frente fria.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que, até o meio-dia, a Capital registrou acumulado de 50,2 mm nesta segunda-feira.

Apesar do acumulado significativo, as precipitações foram calmas  não foram acompanhadas de rajadas fortes de vento, não sendo registrados maiores estragos.

No interior do Estado, há municípios que também registraram chuvas significativas, como Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a instabilidade começou entre a tarde e noite de domingo (26) e deve continuar ao longo desta segunda e terça-feira (28), com possibilidade de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente nas regiões sul e oeste do Estado.

A condição meteorológica é causada pela combinação da frente fria com transporte de calor e umidade, além da atuação de cavados na atmosfera.

Há também expectativa de queda nas temperaturas, especialmente no sul do estado, onde os termômetros podem marcar entre 16°C e 18°C. Outro fenômeno previsto é a chamada “mínima invertida”, quando a menor temperatura do dia ocorre entre a tarde e a noite, devido à entrada de ar frio.

A partir de quarta (29), o tempo começa a abrir gradualmente, com elevação das temperaturas, que podem chegar a 35°C até sexta-feira (1º).

SAÚDE PÚBLICA

Hospital do Câncer inaugura nova ala com 32 leitos

Investimento é de R$ 1,2 milhão; os responsáveis por custear a obra foram 25 famílias do agronegócio de Mato Grosso do Sul, sendo que cada uma doou R$ 50 mil

27/04/2026 12h00

Leitos estão equipados com maca, televisão, ar-condicionado, poltronas, bancos, suporte de soro/internação/respiração, armários, mesas e pias

Leitos estão equipados com maca, televisão, ar-condicionado, poltronas, bancos, suporte de soro/internação/respiração, armários, mesas e pias MARCELO VICTOR

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Quinto andar – ala Famílias do Agro, com 32 novos leitos, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (27), no Hospital do Câncer Alfredo Abrão de Campo Grande (HCAA), localizado na rua Marechal Rondon, número 1053, em Campo Grande.

O investimento é de R$ 1,2 milhão. Os responsáveis por custear a obra foram 25 famílias do agronegócio de Mato Grosso do Sul, sendo que cada uma doou R$ 50 mil.

Os leitos são de enfermaria, destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Modernos, oferecem conforto, dignidade e atendimento humanizado à pacientes da rede pública. Além disso, estão equipados com:

  • Duas macas
  • Ar-condicionado
  • Televisão
  • Suporte para televisão
  • Duas mesas
  • Duas poltronas
  • Armário
  • Pia
  • Vácuo
  • Oxigênio
  • Ar comprimido
  • Suporte de soro/internação/respiração

O prédio do HCAA está 70% pronto. Ao todo, 96 leitos em 3 andares já foram entregues desde o ano passado, sendo:

  • 32 leitos no 3° andar: HCAA foi responsável pela construção, com investimento de R$ 1,2 milhão em dezembro de 2024
  • 32 leitos no 4° andar: Governo de MS foi o responsável pela construção, com investimento de R$ 1,2 milhão em setembro de 2024
  • 32 leitos no 5° andar: Famílias do agronegócio de MS foram responsáveis por custear a construção, com investimento de R$ 1,2 milhão em abril de 2026 – 25 famílias doaram; cada família doou R$ 50 mil
  • * Extra: 20 leitos no 2° andar: Sicredi é o responsável pela construção de 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI); a previsão é que seja inaugurado em maio

O número total de leitos no hospital chega a 96 e a expectativa é alcançar 116 leitos até o mês que vem.

Leitos estão equipados com maca, televisão, ar-condicionado, poltronas, bancos, suporte de soro/internação/respiração, armários, mesas e pias25 famílias do Agronegócio de MS que ajudaram financeiramente a construir o 5° andar do HCAA

Em setembro de 2025, 4° andar, com 32 novos leitos, foi inaugurado. Em dezembro de 2024, outros 32 leitos também foram inaugurados no 3° andar.

De acordo com a presidente do HCAA, Sueli Lopes Teles, os novos leitos de enfermaria chegam para somar e agilizar procedimentos hospitalares.

“São novos 32 leitos, né? Então isso amplia o atendimento, cirurgias, internações, quimioterapia, radioterapia, todos precisam de internações, tanto a rádio quanto a química, quanto as cirurgias, e isso amplia o tratamento oncológico", disse a presidente.
 

Segundo o governador de MS, Eduardo Riedel, o Estado repassa R$ 35 milhões ao hospital por meio de contratualização.

“Isso (R$ 35 milhões) é o custeio do hospital que a gente tem passado. Às vezes a gente tem como aportar recurso para a construção, mas esse é mais difícil. O custeio que a gente garante de forma contratualizada com a direção do hospital e representa isso que a gente está vendo aqui: pessoas, um saguão cheio de pessoas a serem atendidas, a grande maioria pacientes do SUS, de maneira gratuita, numa estrutura de primeiríssima qualidade”, detalhou o governador.

De acordo com o produtor rural e representante das Famílias do Agro, Rui Fachini Filho, as famílias se uniram por uma causa maior: saúde pública.

“Um hospital dessa proporção teria situação melhor do que temos nossos produtores ajudando a construir esse hospital. Então, esse quinto andar vem no momento de luta, de desafio, de propósito. E foi muito bacana, porque em 30 dias, nós já tínhamos as 25 famílias. Agora eu brinco que essas 25 famílias, é o PIB do Estado estar aqui hoje, e não é de dinheiro não, é de generosidade”, pontuou Fachini.

As autoridades presentes no evento de inauguração são:

  • Eduardo Riedel – governador de MS
  • Mônica Riedel – primeira-dama de MS
  • Adriane Lopes – prefeita de Campo Grande
  • Sueli Lopes Teles – presidente do HCAA
  • Maurício Simões – secretário estadual de saúde de MS
  • Marcelo Vilela – secretário municipal de saúde de MS
  • Lídio Lopes – deputado estadual de MS
  • Geraldo Resende – deputado federal de MS
  • Ulisses Rocha - secretário municipal de Governo de Campo Grande

O HCAA atende 17 mil pacientes por mês e 600 pacientes por dia.

 

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