Cidades

Carnaval 2025

Carnaval vai durar 1 mês em Campo Grande; confira programação

Prefeitura estendeu o cronograma; pré-Carnaval começa ainda antes, já neste fim de semana

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A Prefeitura de Campo Grande estendeu em três dias o Carnaval de rua da Capital, que agora terá seu primeiro grito oficial no dia 15 de fevereiro e encerramento no dia 9 de março.

Além da programação do Município, também serão feitos os famosos "esquentas" de Carnaval, nos dias 7 e 8 de fevereiro, ou seja: considerando o pré-Carnaval, a festividade terá duração de mais de um mês em Campo Grande.

Ao todo, mais de 20 blocos comandarão a festa este ano, espalhados por diversos pontos da Capital e atraindo milhares de foliões.

Dentre os blocos tradicionais, estão As Depravadas, Cordão Valú, Capivara Blasé, Evoé Baco, Calcinha Molhada e Laricas Cultural, que farão a festa da multidão somados ao blocos Farofa com Dendê, Reggae, Só Love, Nada Sobre Nós Sem Nós, Ipa Lelê, Forrozeiros, Tá Dando Pinta, Quebra Ossos, Eita!, Estação Hip-Hop e Cabeça Feita. Haverá ainda a participação de blocos estreantes: Arrastão Secult, Tá Dando Onda, Cia. Barra da Saia e Voroopi.

Na manhã desta quinta-feira (6), o secretário-executivo de Cultura de Campo Grande, Valdir Gomes, se reuniu com representantes dos blocos para alinhar a estrutura e o apoio logístico que será oferecido pela Prefeitura Municipal, que é correalizadora do evento.

A festa contará com infraestrutura completa, incluindo gradis, trio elétrico, sistema de som, banheiros químicos, tendas e postos de atendimento ao público. Além disso, serviços de zeladoria e manutenção dos espaços estão garantidos, bem como o apoio da Guarda Civil Metropolitana, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e de agentes da Agencia Municipal de Trânsito (Agetran) para segurança e organização do trânsito.

Esquenta

Nesta sexta-feira (7), a partir das 18h, acontece na Praça do Rádio o esquenta de Carnaval do Cordão Valú, bloco tradicional em Campo Grande.

O evento contará com seis atrações musicais e um tributo ao Grupo TEZ – Trabalho e Estudos Zumbi e ao Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro da Bahia, que completa 50 anos em 2025.

Já no sábado (8), acontece na Esplanada Ferroviária o esquenta do bloco Capivara Blasé, que terá início às 17h.

Programação do Carnaval 2025 em Campo Grande:

15 de fevereiro (sábado)

  • Bloco Tá Dando Pinta – Praça Cuiabá, das 15h às 00h.
  • Esquenta Capivara Blasé - Esplanada Ferroviária, a partir das 17h.

21 de fevereiro (sexta-feira)

  • Bloco Cabeça Feita – Esplanada Ferroviária (entre Rua Gal. Mello entre Rua 14 de julho e Av. Calógeras), das 15h às 23h.
  • Bloco Grito de Evoé  – Rua Antônio Maria Coelho, na altura do número 1.189, das 17h às 23h.

22 de fevereiro (sábado)

  • Bloco As Depravadas – Rua Barão do Rio Branco, esquina com Rua 14 de julho, das 9h às 13h.
  • Bloco Farofa com Dendê – Esplanada Ferroviária, em frente ao monumento Maria Fumaça, das 14h às 23h.
  • Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (entre as ruas Barão do Rio Branco e Dom Aquino), das 16h às 23h.

23 de fevereiro (domingo)

  • Bloco Arrastão Secult – Esplanada Ferroviária, em frente ao monumento Maria Fumaça, a partir das 14h.
  • Bloco Laricas Cultural – Orla Ferroviária (Av. Noroeste esquina com Av. Afonso Pena, em frente à Morada dos Baís), das 15h30 às 23h.

26 e 27 de fevereiro (quarta e quinta-feira)

  • Ensaios técnicos das escolas de samba – Praça do Papa, a partir das 19h.

27 de fevereiro (quinta-feira)

  • Bloco Evoé Baco – Central de Comercialização da Economia Solidária (Av. Cândido Mariano, 1.500), das 17h às 23h.

28 de fevereiro (sexta-feira)

  • Bloco Reggae – Esplanada Ferroviária, das 16h às 00h.
  • Farofolia – Esplanada Ferroviária, a partir das 17h.
  • Bloco Só Love – Rua General Melo, das 16h às 21h.
  • Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Teatro de Arena do Horto Florestal, das 16h às 21h.

01 de março (sábado)

  • Bloco Reggae – Esplanada Ferroviária, das 15h às 00h.
  • Bloco Cordão Valú – Esplanada Ferroviária, das 15h às 00h.
  • Bloco Ipa Lelê – Avenida Mato Grosso, das 16h às 00h.

02 de março (domingo)

  • Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária, das 14h às 00h.

03 de março (segunda-feira)

  • Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária, das 14h às 00h.
  • Bloco Cia. Barra da Saia – Teatro da Orla Morena, das 15h às 23h.
  • Desfile das Escolas de Samba – Praça do Papa, das 19h às 00h.

04 de março (terça-feira)

  • Cordão da Valú – Esplanada Ferroviária, das 15h às 00h.
  • Desfile das Escolas de Samba – Praça do Papa, das 19h às 00h.

05 de março (quarta-feira)

  • Apuração das notas das Escolas de Samba – Armazém Cultural / Esplanada Ferroviária, a partir das 19h.

07 de março (sexta-feira)

  • Premiação do Desfile das Escolas de Samba – Armazém Cultural / Esplanada Ferroviária, a partir das 19h.

08 de março (sábado)

  • Bloco Quebra Osso – Esplanada Ferroviária / Rua Gal. Mello entre Rua 14 de julho e Av. Calógeras, das 16h às 23h.
  • Bloco Eita! – Esplanada Ferroviária / Monumento Maria Fumaça, das 14h às 23h.
  • Bloco Forrozeiros – Esplanada Ferroviária / Rua Dr. Temistocles, das 18h às 22h.

09 de março (domingo)

  • Bloco Techno na Rua –  Esplanada Ferroviária / Monumento Maria Fumaça, das 13h às 21h.

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polêmico

Servidores protestam contra terceirização da saúde e Câmara marca audiência pública

Plano para privatizar duas Unidades de Saúde 24 horas da Capital tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Munic

26/03/2026 12h01

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública Foto: Câmara Municipal

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O plano da Prefeitura de Campo Grande para privatizar duas unidades de saúde com atendimento 24 horas gerou protesto de servidores da área da saúde na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (26). Para ampliar o debate sobre o tema e ouvir todos os envolvidos, será realizada uma audiência pública no dia 9 de abril, às 14h, na Casa de Leis.

A audiência foi definida durante reunião entre a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande com o Conselho Municipal de Saúde, com objetivo de dar continuidade às discussões sobre o projeto que prevê a transferência da gestão de duas unidades de saúde da Capital para Organizações Sociais (OSs). 

O tema tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Municipal de Saúde e manifestação dos servidores na sessão ordinária desta quinta-feira.

Para intermediar o debate, a Câmara irá realizar a audiência "buscando garantir diálogo, transparência e participação popular antes de qualquer deliberação sobre o tema".

“Com o conselho participando do debate, a população também está representada. Existe uma posição contrária inicial, mas esse é um tema que precisa ser discutido com profundidade. O que fizemos hoje foi uma conversa preliminar, reforçando que não há motivo para pânico. O método da Câmara é claro: dialogar passo a passo, realizar audiência pública e garantir que a população entenda o que está sendo proposto. Só depois disso é que qualquer projeto será analisado. Nada será feito de forma apressada”, afirmou o presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy.

A audiência pública deve reunir representantes do Executivo, trabalhadores da saúde, entidades de classe e a população, consolidando o compromisso da Câmara Municipal com um debate amplo antes de qualquer encaminhamento legislativo.

Terceirização

Conforme reportagem do Correio do Estado, a proposta é de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para a OSSs, sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, diz o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a Comissão Permanente de Saúde da Câmara, receceu o plano na tarde de ontem e esclareceu que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

As OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

HABITAÇÃO

Minha Casa, Minha Vida entrega 23 mil residências no Mato Grosso do Sul desde 2023

Em todo o país, 1,4 milhão de unidades foram concluídas desde a retomada do programa na atual gestão do Governo do Brasil

26/03/2026 11h30

Ricardo Stuckert

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Com média superior a 7,4 mil entregas anuais em Mato Grosso do Sul desde o início da atual gestão do Governo do Brasil, o Minha Casa, Minha Vida concluiu 23 mil habitações no estado entre 2023 e o início deste ano. 

As informações do Ministério das Cidades indicam que, no recorte anual no estado do Mato Grosso do Sul, houve aumento constante durante os últimos três anos. A previsão é que o ritmo de entregas se mantenha em 2026.

No histórico dos três últimos anos, foram 5,9 mil unidades concluídas em 2023, 8 mil em 2024 e 8,3 mil em 2025. Até o momento, neste ano foram finalizadas 723 unidades e todas entregues no início de 2026.

Em todo o país, são 1,4 milhão de unidades finalizadas e entregues pelo programa habitacional desde 2023. 

O presidente Lula ressaltou durante a entrega de unidades em Maceió (AL), em janeiro deste ano, o principal objetivo do programa para ele, e relembrou ainda que é "uma política que garante cuidado e dignidade para as famílias".

“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa neste país” 

Contratos

Paralelamente às entregas, o Governo do Brasil tinha como compromisso a contratação de duas milhões de novas unidades na atual gestão, com a retomada da política habitacional.

No entanto, a meta foi alcançada com um ano de antecedência, no fim de 2025. Com isso o objetivo passou a ser trabalhar com o horizonte de 3 milhões de contratações até o fim de 2026.

No estado vizinho, em Mato Grosso, foram contratadas 32,6 mil unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e início de 2026, que resultou de um investimento total de R$ 4,9 bilhões. 

Aquecimento

Segundo o Ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho, o programa habitacional é responsável não apenas pela realização do sonho da casa própria dos beneficiários, mas pelo aquecimento do mercado da construção civil no país.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (ABRAINC-FIPE), 85% de todos os lançamentos construídos no Brasil são do programa.

Retomada

Com retorno em 2023, a iniciativa consolida um marco legal moderno, em que amplia o acesso à moradia digna, além de fortalecer a sustentabilidade urbana e recolocar a habitação no foco da agenda de desenvolvimento social.

Naquele ano, a então Medida Provisória nº 1.162, que marcou a retomada do programa, foi convertida na Lei nº 14.620, em 13 de julho, com adoção de novas práticas para a política. 

Impacto e faixas

Ao considerar todas as modalidades, o Governo impactou 4.911 municípios de todas as regiões do país, o que significa cerca de 88% das cidades brasileiras.

Entre as famílias apoiadas, foram priorizadas aquelas em situação de vulnerabilidade, com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1), com subsídio de até 95% do valor da unidade. A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.

No ano passado, o programa criou a Faixa Classe Média, para aqueles com renda de R$ 8.600,01 a R$ 12.000. Com esse pacote, a política movimenta a cadeia da construção civil e gera milhares de empregos.

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