Cidades

JAPORÃ

Fogo destrói casa de reza em aldeia indígena de MS

Ainda não se sabe as causas do incêndio, mas é possível que tenha sido incendiada criminalmente

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Casa de reza foi destruída pelo fogo, na noite desta quarta-feira (19), na aldeia indígena Porto Lindo, em Japorã, município localizado a 451 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a estrutura do espaço, composta por capim sapé, foi destruída pelas chamas em poucas horas.

Populares notaram o início das chamas/fumaça e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar via 193. Os militares compareceram no local e utilizaram milhares de litros d’água para conter o fogo, mas não foi possível salvar o espaço.

Ainda não se sabe as causas do incêndio, mas é possível que tenha sido incendiada criminalmente.

A casa de reza é um espaço espiritual e sagrado para indígenas da região, onde ocorrem atividades culturais, educacionais e religiosas, com prática de rezas, cantos e danças.

O local cumpre a função de assegurar a preservação da memória, tradição e saberes indígenas do Povo Guarani Kaiowá.

Geralmente, o espaço sofre intolerância, preconceito e violência dos moradores da região. Não é a primeira vez que uma casa de reza é incendiada em aldeias de Mato Grosso do Sul. A casa de reza Gwyra Nhe’engatu Amba, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, foi atacada, queimada e destruída três vezes.

Oportunidades

Funsat encerra a semana com mais de 1.300 vagas de empregos na Capital

Maioria das oportunidades são para o perfil aberto, que não necessitam de experiência

27/03/2026 09h00

Fundação Social do Trabalho (Funsat) abriu nesta sexta-feira (27) 1.351 oportunidades de emprego em Campo Grande

Fundação Social do Trabalho (Funsat) abriu nesta sexta-feira (27) 1.351 oportunidades de emprego em Campo Grande Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

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A Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu a sexta-feira (27) com 1.351 oportunidades de emprego em Campo Grande. Um dos critérios para participar do processo seletivo, é ter o cadastro atualizado no Sine. 

Entres os cargos disponíveis no quadro geral de vagas, estão à disposição atendente de lojas (12), auxiliar administrativo (14), auxiliar de manutenção predial (2), consultor de vendas (18), engenheiro civil (8), fiscal de caixa (2), guarda de vigilância (10), operador de caixa (91), padeiro (15) e perfumista (5). 

Para o perfil aberto, são ao todo 911 vagas que não necessitam de treinamento prévio, nessa categoria, se destacam funções como auxiliar de cozinha (18), copeira (2), frentista (5), repositor de supermercados (35) e servente de pedreiro (9), entre outras funções.

Já para pessoa com deficiência (PCD) foram reservados 17 vagas distribuídas em repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, empacotador à mão, auxiliar de linha de produção, porteiro, motorista de caminhão e auxiliar de limpeza.

Para quem tiver o interesse em se candidatar às vagas, os atendimentos ocorrem na Agência de Empregos da Funsat, na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699. 
 

HOMICÍDIO

Bernal atira quatro segundos após entrar na casa; veja o vídeo

Imagens de câmera de segurança contradizem o depoimento de Bernal e reforçam a versão do chaveiro; fiscal tributário foi morto cinco minutos depois de acessar a casa

27/03/2026 08h25

Momento em que Bernal efetua o primeiro disparo

Momento em que Bernal efetua o primeiro disparo DIVULGAÇÃO

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Imagens de câmera de segurança, que flagraram a movimentação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal e o fiscal tributário do governo de MS, Roberto Mazzini foram divulgadas na noite desta quinta-feira (26), dois dias após o crime.

A defesa esperava as imagens para juntar ao processo, inocentar o ex-prefeito e tirá-lo da cadeia.. Mas, agora, o próprio videomonitoramento pode vir a condenar Bernal. As imagens devem ajudar a polícia a esclarecer o crime.

As imagens mostram que o chaveiro abre a fechadura às 13:39:24, e, logo em seguida, o fiscal tributário entra às 13:39:38.

Bernal chegou e entrou na casa, pelo portão social, às 13:44:37, já com a arma na mão.

Quatro segundos depois, às 13:44:41, ele efetuou o primeiro disparo e foi em direção a entrada da casa.

Isso mostra que ele atirou quatro segundos depois de entrar em sua residência e aproximadamente cinco minutos depois do fiscal acessar a casa. A câmera não flagrou Bernal e Mazzini juntos e o momento em que os disparos acertaram o fiscal.

Às 13:44:54, o chaveiro se rendeu, colocou as mãos para cima, e logo em seguida, correu em direção ao portão social e foi embora.

Às 13:45:26, Bernal sai da casa e permanece na calçada por alguns instantes. Às 13:46:14, acessa a residência novamente e mexe no celular. Às 13:46:41 sai novamente, deixa o portão aberto e sai com o carro

Às 13:48:20, uma quarta pessoa acessa a casa falando com alguém pelo celular. Às 13:48:32, mais duas pessoas entram na casa.

As imagens de câmera de segurança contradizem o depoimento de Bernal e reforçam a versão do chaveiro.

Veja o vídeo na íntegra:

O ASSASSINATO

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (2013-2014), matou a tiros o fiscal tributário do governo do Estado, Roberto Carlos Mazzini, em 24 de março de 2026, na avenida Antônio Maria Coelho, bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Bernal disparou duas vezes contra Mazzini, no abdômen e costela, após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

Bernal flagrou, por meio de imagens de câmeras de segurança, o momento em que Mazzini entrou na casa, com auxílio de um chaveiro. Em seguida, foi até o local e matou o homem. A arma utilizada no crime foi um revólver calibre 38.

Momento em que Bernal efetua o primeiro disparoAssassinato de Roberto Mazzini. Foto: Gerson Oliveira

Após o crime, se entregou na Delegacia de Polícia Civil  e permaneceu preso no Presídio Militar. Em 25 de março, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.

A disputa pelo imóvel começou em 2023, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou. Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão.

Mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais.

A MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse.

A mansão, pivô do assassinato, é alvo de polêmicas há uma década.

O imbróglio envolvendo a casa situada no Jardim dos Estados está ligado a compra de um apartamento adquirido por Bernal em março de 2013. 

A ligação entre a casa e a compra do apartamento surge inicialmente em um relatório do Ministério Público Estadual (MPE) que apurou enriquecimento ilícito de Bernal enquanto prefeito de Campo Grande, processo no qual ele foi inocentado há três anos. 

À época, o mote das investigações mostravam a desproporcionalidade entre o valor da compra dos imóveis à evolução do patrimônio declarado pelo então prefeito. Para o Ministério Público, Bernal obteve evolução patrimonial de 141% em pouco tempo, visto que o valor da compra do imóvel não era condizente com os vencimentos dele. 

Outro ponto destacado no documento foram as declarações de bens feitas à Justiça Eleitoral. Na eleição de 2010, ele informou ter somente um imóvel residencial no Jardim Paulista, avaliado em R$  R$ 103.676. Dois anos depois, quando disputou a Prefeitura de Campo Grande o mesmo imóvel foi listado no valor de R$ 700 mil.

Na ocasião, ele teria realizado a compra do apartamento no Condomínio Edifício Parque das Nações por R$ 1,6 milhão, sendo que o valor de mercado do imóvel seria aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Apesar de adquirir o apartamento, ele teria pago somente R$ 300 mil à vista, além de outras duas parcelas de R$ 100 mil a Arlindo Suki Nakazone, que alegava calote de outros R$ 642 mil sobre o imóvel. 

Momento em que Bernal efetua o primeiro disparoMansão localizada na rua Antônio Maria Coelho. Foto: Divulgação

Diante da situação, a mansão comprada por Bernal em 2016 por R$ 1.669.422,87, foi colocada como garantia em um financiamento junto à Caixa Econômica Federal, título de crédito de R$ 858 mil, valor atrelado ao pagamento do apartamento adquirido há 10 anos.

Em meio a toda a situação judicial, em outubro de 2017, houve o registro de indisponibilidade de 50% do imóvel por decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.

Em 3 de novembro de 2021, a mesma vara determinou a indisponibilidade da posse direta do imóvel,  imbróglio que se estendeu ao longo dos anos, culminando na penhora da casa em abril de 2024, ação encabeçada pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, que penhorou a casa no valor de R$ 2.946.981,62.

Em junho do ano passado,  a Prefeitura de Campo Grande realizou o arresto da casa, bloqueando o imóvel por conta de uma dívida de  R$ 80 mil. No mês seguinte, assumiu a propriedade da casa por falta de pagamento da dívida por parte de Bernal, fator que culminou no leilão do imóvel. 

Avaliada em R$ 3,7 milhões, a mansão foi levada a leilão com lance inicial de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. 

* Colaborou Alison Silva

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