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fatalidade

Casal e filho morrem em acidente com anta em rodovia de MS

Este é o 2º acidente grave com anta nesta semana e que resulta em mortes

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Com a chegada do fim do ano, o fluxo de veículos nas estradas aumenta e mais acidentes podem acontecer. De ontem (21) para hoje (22), seis pessoas morreram em rodovias de Mato Grosso do Sul. Em um dos acidentes, um casal e uma criança foram a óbito na BR-262, em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme apuração do jornal local Notícias do Cerrado, o acidente aconteceu por volta das 21h, após o veículo bater em um anta, perder o controle e colidir com um caminhão. 

As vítimas foram identificadas como Rodrigo Sotto, de 34 anos, que conduzia o carro sentido Campo Grande, um veículo Fiat Pálio de cor azul. Também estava a esposa Maristela da Silva, de 33 anos, e o filho Rafael Oliveira, de 8 anos. 

A colisão ocorreu na altura do km 250 da estrada. O choque foi intenso o suficiente para que a família morresse na hora. O carro ficou destruído. 

No caminhão, havia duas pessoas, o condutor Aparecido Donisete e o acompanhante Carlos Rafael. Ambos não sofreram ferimentos graves. 

Após o acidente, foi acionado socorro e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e as forças de segurança compareceram ao local. 

Depois da perícia chegar já no início da madrugada, o Corpo de Bombeiros fez o trabalho de desencarceramento e o local foi liberado para retirada dos veículos. 

Acidentes com anta 

Este foi o 2º acidente grave com anta nesta semana e que resultou em mortes. Com as últimas três vítimas, sobe para quatro o número de óbitos em decorrência de colisão com anta em MS. 

O outro acidente aconteceu na última sexta-feira (15), na MS-040, próximo a Campo Grande. O motorista de um carro morreu e o passageiro, de 35 anos, ficou ferido.

Conforme informações do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMR), o motorista conduzia uma picape e na altura do quilômetro 62, sentido Santa Rita do Pardo, foi surpreendido pelo animal. 

Operação de natal nas estradas 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou nesta sexta-feira (22) a Operação Natal 2023, nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul, seguindo até a segunda-feira (25).

No Estado, 600 policiais rodoviários federais estarão distribuídos em 9 Delegacias e 23 Unidades Operacionais da PRF e reforçarão a fiscalização.

A PRF irá manter o reforço de fiscalização, principalmente com foco na alcoolemia ao volante, velocidade e ultrapassagem, sendo realizadas ações com a utilização de câmeras de videomonitoramento, com o apoio da CCR.

Também serão alvos de fiscalizações a falta de uso do capacete, o não cumprimento de intervalos mínimos de tempo de descanso, a utilização do telefone celular durante a condução de veículos, além do não uso de dispositivos de segurança, como o cinto de segurança e transporte de crianças. 

Em 2022, ocorreram 25 acidentes, sendo 5 graves. Durante a operação, 22 pessoas ficaram feridas e nenhuma morte foi registrada. (Colaborou João Gabriel Vilalba). 

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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