Cidades

POLÍCIA

Casal é praticamente degolado em duplo homicídio em Campo Grande

Corpos foram encontrados em residência onde supostamente funcionaria uma "boca de fumo", conhecida por ser ponto de "brigas generalizadas"

Continue lendo...

Neste domingo (26) dois corpos foram encontrados praticamente degolados, no interior de uma residência que leva a fama de ser um local em que ocorrem "brigas generalizadas", localizada no bairro Colibri em Campo Grande. 

Informações do Boletim de Ocorrência (B.O) apontam que o caso está sendo investigado como "homicídio qualificado por motivo fútil" e "com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso". 

Isso porque, conforme descrito no B.O, os corpos do casal foram praticamente degolados, em um golpe característico identificado como "esgorjamento". 

Pelo menos três pessoas foram inicialmente conduzidas para prestar esclarecimentos, já que a dinâmica do ocorrido num primeiro momento levantam mais dúvidas do que trazem explicações, sendo: uma testemunha local; um segundo que brigou com uma das vítimas horas antes, além da esposa de um terceiro indivíduo. 

Entenda

Conforme narrado em B.O, a primeira pessoa a entrar na história é o senhor identificado como Sílvio Mattos, que se apresentou como testemunha à polícia militar ainda num primeiro momento da chegada dos agentes. 

No local a PM encontrou dois corpos, que Silvio informou serem de pessoas conhecidas apenas como "Cláudio e Rosemeire", os quais ele não soube precisar os sobrenomes. 

Silvio alegou aos policiais que o endereço em questão, na altura do número 45 da rua Paiaguás do bairro Jardim Colibri, costuma ser palco de festas frequentes, que por diversas vezes "terminam em brigas generalizadas". 

Ainda no início da madrugada de domingo, por volta de 00h00, Silvio informou aos policiais que chegou a ouvir gritos e barulhos de discussão. Já ao acordar deu de cara com a presença de demais agentes policiais, o que lhe deu a proporção do que poderia ter acontecido. 

No local compareceram membros da Unidade de Resgate e Suporte Avançado, a chamada URSA do Corpo de Bombeiros, além de agentes da Perícia Oficial e do delegado de plantão Dr. Rossato. 

Dos demais conduzidos, Maycon de Souza alega ter se envolvido em uma briga com uma das vítimas no dia anterior, ainda por volta de 20h de sábado (25). 

Já Érica Perussi aparece na história ligada a Matheus Ortega, de quem é esposa e alegando apenas que seu marido teria saído para trabalhar no momento dos fatos. 

Ela alega que seu esposo teria retornado em seguida, apresentando um comportamento nervoso, saindo em seguida com um destino que ela não soube precisar. 

Duplo homicídio

Segundo informações da equipe de perícia científica, ambas as vítimas foram lesionadas pelo emprego de arma branca, com a lesão definida como "esgorjamento", que aparentemente teria sido iniciada da esquerda para a direita. 

Além disso, a equipe da polícia civil em diligências também teria encontrado na residência alguns objetos que supostamente podem ter sido usados no crime. 

A vítima do sexo feminino foi encontrada caída ao lado esquerdo de uma cama de casal, com esses característicos golpes no pescoço e lesões sempre na parte frontal, com marcas compatíveis de defesa em ambos os membros superiores. 

Apesar de os peritos terem encontrado uma carteira de trabalho, em nome de Martha Jaciara de Oliveira Quaresma, com o rosto desfigurado e marcas de hematomas no olho, foi impossível precisar se a foto no documento realmente se tratava do corpo em questão. 

Por esse motivo: "foi deliberado a requisição de exame necropapiloscópico para sua identificação correta, sendo a vítima qualificada em um primeiro momento como 'desconhecida', expõe o boletim de ocorrência. 

Já o corpo masculino estava apoiado na cama ao lado oposto ao da mulher, com a mesma ferida de "esgorjamento", além de lesões compatíveis com atos de defesa em ambos os membros superiores. 

Nesse caso o corpo da vítima também foi primeiramente qualificado como "desconhecido", sendo solicitado exame necropapiloscópico, uma vez que nenhum tipo de documento foi encontrado nem qualquer testemunha soube identificar a identidade real do corpo. 

Os policiais recolheram uma faca de cozinha, com uma lâmina prateada que media 18 cm e um cabo na cor marrom, que estaria em uma bainha na varanda da frente do imóvel, sem marcas visuais de sangue. O caso segue sob investigação. 

 

Assine o Correio do Estado

Meio ambiente

Comunidades criam soluções para mitigar efeitos da crise climática

Indígenas, quilombolas, periféricos e rurais são os que mais sofrem

31/07/2026 21h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

As populações que mais sofrem com os eventos extremos da crise climática no Brasil são aquelas que encontram mais dificuldades para acessar políticas públicas e recursos de adaptação e prevenção. As comunidades vulnerabilizadas, no entanto, passaram a criar soluções para as mudanças do clima.

A conclusão é do relatório As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais estão entre as mais expostas a enchentes, secas e ondas de calor. Muitas delas, no entanto, já têm desenvolvido soluções próprias para enfrentar os impactos da crise climática. O Greenpeace defende que as comunidades ocupem posição central no desenvolvimento das políticas de adaptação.

A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforça a necessidade de incorporar a justiça climática e o combate ao racismo ambiental às políticas de adaptação.

“Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, disse, em nota.

A organização cita que, em Recife (PE), por exemplo, comunidades como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha enfrentaram alagamentos severos nos últimos anos. Em Belém (PA) e na Ilha do Marajó (PA), a combinação de enchentes, marés altas, falta de drenagem e saneamento tem afetado principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as temperaturas internas das moradias podem chegar a até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, afetando especialmente crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem, que afetam cultivos de milho, feijão e mandioca.

Experiências locais

Em uma região afetada pela falta de saneamento básico, o Coletivo Utopia Negra se juntou à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum, na área rural de Macapá (AP), para instalar uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, de baixo custo e adaptável para áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e evita a contaminação do solo e da água.

Na comunidade do Horto, no Rio de Janeiro, as ações lideradas pelo projeto Horto Natureza, que foi fundado por um morador, incluem limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. Cercada pela Mata Atlântica e atravessada pelo Rio dos Macacos, a comunidade garantiu coleta regular de lixo, acesso a saneamento básico e a despoluição do rio.

“A limpeza contínua do rio e a gestão adequada de resíduos — realizadas em parceria com autoridades públicas — são resultado de um longo processo de organização comunitária que garantiu direitos fundamentais. Esses esforços ajudam a prevenir enchentes e danos relacionados à água, além de assegurar uma melhor qualidade de vida”, avalia o Greenpeace.

A comunidade de Vila Arraes, em Recife (PE), elaborou um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação dos efeitos das chuvas, coordenado pelo Espaço GRIS Solidário, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Houve ainda formações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência durante enchentes do Rio Capibaribe e riscos de eletrocussão.

Falta de recursos

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades é a dificuldade de acesso aos recursos destinados à agenda climática. Segundo o Greenpeace, a maior parte dos recursos é distribuída por meio de instrumentos de crédito, o que dificulta o acesso por comunidades e organizações locais. O relatório também chama atenção para a burocracia envolvida na elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

“Ampliar a adaptação climática exige, portanto, não apenas aumentar o volume de recursos, mas mudar a forma como eles são distribuídos, garantindo acesso direto às comunidades e fortalecendo iniciativas que já funcionam nos territórios”, afirmou o porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Rodrigo acrescenta que as comunidades que vivem diariamente os efeitos da crise climática já acumulam conhecimento, práticas e soluções capazes de orientar políticas públicas mais eficazes e justas. “O desafio, agora, é reconhecer esse protagonismo, garantir recursos e transformar experiências locais em políticas de escala nacional”, finalizou.

Indústria

Fiems recebe ministros e bancada federal para discutir indústria de MS

Encontro reuniu ministros da Fazenda e dos Transportes, empresários e integrantes da bancada federal em Campo Grande para discutir competitividade, infraestrutura e investimentos no setor produtivo.

31/07/2026 18h22

Coletiva de Imprensa: senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara, secretário Flávio César, presidente Sérgio Longen e ministros Dario Durigan e George Santoro.

Coletiva de Imprensa: senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara, secretário Flávio César, presidente Sérgio Longen e ministros Dario Durigan e George Santoro. Foto: Fiems.

Continue Lendo...

A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) reuniu, na última quinta-feira (30), representantes do Governo Federal, empresários e integrantes da bancada federal sul-mato-grossense em uma agenda voltada à discussão dos principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento da indústria no Estado.

O encontro ocorreu na Casa da Indústria, em Campo Grande, e teve como foco temas estratégicos, como reforma tributária, logística, infraestrutura e ampliação da competitividade do setor produtivo.

Participaram da programação o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, o ministro dos Transportes, George Santoro, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, e o presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) e do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César de Oliveira.

Também acompanharam a agenda empresários e representantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul, entre eles a senadora Soraya Thronicke e a deputada federal Camila Jara.

Na ocasião, participaram da apresentação das principais medidas discutidas durante a agenda e dos esclarecimentos prestados sobre os temas tratados ao longo do encontro.A primeira agenda foi realizada no gabinete da Presidência da Fiems, antes do Encontro Empresarial.

Coletiva de Imprensa: senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara, secretário Flávio César, presidente Sérgio Longen e ministros Dario Durigan e George Santoro.Deputada federal Camila Jara, de jaqueta preta, durante fala do secretário Flávio César. Foto: Fiems.

Em reunião reservada, a entidade apresentou aos ministros uma pauta considerada prioritária para o fortalecimento da indústria sul-mato-grossense, reunindo reivindicações relacionadas à melhoria da infraestrutura logística, ao ambiente de negócios, à segurança jurídica e aos impactos da reforma tributária sobre o setor produtivo.

Durante o encontro, a senadora Soraya Thronicke destacou a necessidade de garantir recursos para a conclusão da Rota Bioceânica, empreendimento considerado estratégico para ampliar a integração logística de Mato Grosso do Sul com os países da América do Sul e reduzir custos de transporte para a produção estadual.

Já a deputada federal Camila Jara defendeu a criação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria sul-mato-grossense, com incentivo à competitividade, atração de investimentos e geração de empregos.

Encerrada a reunião, Soraya Thronicke e Camila Jara acompanharam a entrevista coletiva concedida pelos ministros à imprensa.

Na ocasião, participaram da apresentação das principais medidas debatidas durante a agenda e dos esclarecimentos sobre os temas discutidos ao longo do encontro.

Na sequência, a deputada Camila Jara permaneceu no auditório durante todo o Encontro Empresarial promovido pela Fiems.

Sentada na primeira fila, acompanhou os debates sobre reforma tributária, segurança jurídica, infraestrutura logística, qualificação profissional e modernização da indústria brasileira, ao lado de empresários, lideranças industriais e autoridades.

O evento reuniu representantes do setor produtivo e do poder público para discutir os impactos da reforma tributária, os desafios da infraestrutura nacional, a necessidade de ampliar a segurança jurídica para novos investimentos e as perspectivas para a modernização da indústria brasileira.

Segundo a Fiems, a iniciativa reforça a articulação entre o setor produtivo, o Congresso Nacional e o Governo Federal em defesa de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.

A entidade avalia que investimentos em logística, aperfeiçoamentos no sistema tributário e políticas voltadas ao ambiente de negócios são fundamentais para ampliar a competitividade da indústria estadual e atrair novos empreendimentos ao Estado.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).