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BR-163/MS

CCR Via agora é Motiva Pantanal em MS e marca nova fase com R$9,3 bi em investimentos

A mudança de nome marca um novo período da concessionária, que retoma obras e investimentos visando modernização e melhoria das vias da BR-163/MS

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A concessionária CCR Via, responsável pela administração e operações da BR-163 em Mato Grosso do Sul passa a se chamar Motiva Pantanal.

Essa mudança de nome marca uma nova fase da via, com retomada de obras e R$9,3 bilhões em investimentos voltados à tecnologia e modernização da rodovia. 

O novo contrato otimizado de concessão foi assinado pela empresa juntamente com a Agência Nacional de Trânsito (Agetran) na última sexta-feira (1) e publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (5).

As obras já foram iniciadas. A implantação de faixa adicional na BR-163 no município de Mundo Novo, entre os kms 7,760 e 9,530; entre os kms 11,080 e 11,540; e entre os kms 28,700 e 31,240 já está em andamento, bem como as duplicações em Campo Grande, entre os kms 454 e 452 e entre os km 454 e 460. Também estão sendo duplicados trechos em Jaraguari, no km 510. 

Ao todo, serão investidos mais de R$9,3 bilhões em melhorias, especialmente para os 203 quilômetros de duplicações, 147 quilômetros de faixas adicionais, 23 quilômetros de marginais, cinco contornos urbanos, passarelas para animais, sinal de rede 4G em toda a extensão da rodovia e a criação de três Pontos de Parada e Descanso para caminhoneiros, além de vários dispositivos como rotatórias, trevos, acessos, entre outros. 

De acordo com a assessoria, os motoristas poderão perceber as mudanças de forma faseada nos próximos meses. 

“A nova marca estará visível de forma faseada, nas bases operacionais, praças de pedágio, sede, viaturas, entre outros pontos”, afirmou em nota. 

A empresa manteve a atuação como CCR Via por 11 anos com serviços operacionais e de atendimento na BR-163/MS. Agora, com a nova marca e novo contrato, serão 29 anos de prazo remanescente e retomada imediata dos investimentos. 

Benefícios aos motoristas

Uma das mudanças será percebida na estrutura tarifária da rodovia. Os motociclistas passarão a ter isenção nos valores de tarifas e veículos que utilizam cabines automáticas e possuem TAG, terão 5% de desconto imediato na tarifa. 

Através do Desconto de Usuário Frequente (DUF), motoristas que utilizam a rodovia regularmente  podem obter uma redução de até 93%, tornando as viagens mais acessíveis. 

Gratuidades

Outra novidade é que, a cada 50 quilômetros do trecho em Mato Grosso do Sul da BR, a empresa mantém uma Base Operacional, equipada com banheiros, fraldários, estacionamentos e totens informativos, para trazer conforto e apoio aos usuários. 

No total, são 17 bases, com serviço 24 horas por dia, oferecendo, também, socorro médico e mecânico ao longo de toda a extensão da via. 

Também são executados diariamente serviços de roçada, capina, manutenção da sinalização e conservação do pavimento, trazendo um ambiente seguro e agradável para os que utilizam os corredores da BR-163 dentro do Estado. 

Virtualmente, a empresa mantém um canal direto de atendimento ao cliente, através do telefone 0800 648 0163, atendendo, também, pelo WhatsApp. Também é disponibilizado o Centro de Controle Operacional, que monitora toda a rodovia através de 477 câmeras de monitoramento e painéis eletrônicos de mensagens. 

Motiva Pantanal 

A nova marca da concessionária foi escolhida para trazer identidade regional e reforçar o compromisso sustentável, homenageando um dos biomas mais importantes do planeta, nosso Pantanal. 

“Nossa trajetória foi marcada por compromisso, superação e serviço contínuo. Agora, como Motiva Pantanal, damos um passo adiante com foco em entregar obras relevantes, impulsionar a economia local e melhorar a experiência de quem utiliza a BR-163/MS. Esta concessão otimizada é resultado de um acordo feito a várias mãos, que traz benefícios imediatos para a população e com mais segurança para todos”, alega Nelson Soares Neto, diretor da Motiva Pantanal. 

A Motiva Pantanal administra toda a extensão da BR-163/MS, com 854,4 quilômetros. Cruza todo o estado de Mato Grosso do Sul, desde a divisa com o Paraná, ao sul, na cidade de Mundo Novo, até a divisa com o Mato Grosso, ao norte, na cidade de Sonora. 

A rodovia passa por 21 municípios, entre eles Campo Grande. Mais de 1,6 milhão de habitantes são servidos pela rodovia, que tem papel importante na logística e transporte da agroindústria, no comércio e no turismo. 

Motiva

Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. 

A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de vias, realizando em torno de 3,6 mil atendimentos diariamente. 

Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende em média 43 milhões de clientes anualmente. 

É a primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado e está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3. 
 

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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