Cidades

IGREJA CATÓLICA

De crianças a idosos, celebração de Corpus Christi é marcada pela presença de famílias

Milhares de católicos participaram da missa e procissão nesta quinta, em Campo Grande

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Milhares de católicos participaram da tradicional missa e procissão pelos tapetes de Corpus Christi, celebradas na tarde desta quinta-feira (8) em Campo Grande.

No segundo ano em que a procissão voltou às ruas no pós-pandemia, as solenidades foram marcadas pela forte presença de famílias, desde pais que levaram filhos de 1 mês até mulher que levou a irmã de 93 anos para celebrar a fé.

O arquiteto Érico Ferreira Riquelme, 32 anos, participa da celebração de Corpus Christi há 15 anos e estava acompanhado das filhas, uma de 1 ano e uma de um mês.

"A importância [de levar as crianças] primeiro é dar testemunho da fé e também mostrar para elas que a igreja é viva, que a igreja é una e que esse dia é um dia muito importante, porque é um dia em que Cristo instituiu a Eucaristia, que logo após na sexta-feira ele deu sua vida por nós, e esse dia é um dia importante, a gente celebra esse sacramento de salvação, para nós é um sacramento de salvação", disse.

Alan Cruz, 26 anos, também foi com a família para a celebração. Ele estava com cinco crianças, de 6 meses, 5 anos, 6, 9 e 10 anos, e com a bisavó, e também ressaltou a importância da família caminhar junta na igreja.

"Como o padre Paulo Ricardo diz, uma semente tem que ser plantada na criança desde cedo para que se frutifique, então a igreja, ela vai crescer, vai regar e um dia vai ter um fruto que é se manter na fé, ou pelo menos conhecer pelos pais o caminho da fé", ressalta.

Alan conta ainda que quando criança também participava das festividades da igreja acompanhado dos pais e, mesmo ficando um tempo afastado, retornou e já participa do Corpus Christi há dois anos.

"Deus me alcançou novamente e eu acabei me convertendo. Como sei que é uma coisa boa, as crianças têm que estar juntas [com a família".

Rosângela Kirsche, 44 anos, faz parte de um grupo de oração na Igreja São Judas Tadeu e, além das colegas do grupo, estava com as duas filhas, que a acompanham desde quando eram bebês.

"É como a gente sempre diz, o falar ensina, mas o exemplo arrasta, então se você leva o seu filho a igreja, se você vai com o seu filho a igreja, é natural para ele estar nesses dias, nessas celebrações e eles vão tomando gosto pelo sagrado, pela igreja e colhe os frutos quando cresce", afirmou.

Rafaela Harumi, 12 anos, confirma as alegações das famílias, dizendo que "é muito bom" participar desde cedo. "Eu gosto de vir para igreja, participar bastante, é legal para mim, eu gosto de estar aqui", disse a adolescente.

Além das crianças, também há famílias que participam juntas há vários anos. Marli Rodrigues, 79 anos, estava com a irmã, de 93 anos, e disse que ambas vão às missa e procissões de Corpus Christi há tanto tempo, que nem se recorda desde quando. "Nos outros anos era lá em cima [Avenida Mato Grosso com 14 de Julho], e eu sempre fui", relata.

Neste ano, as celebrações de Corpus Christi começaram pela manhã, com a confecção de tapetes. A missa celebrada pelo arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa começou às 15h, seguida pela procissão sobre os tapetes até a Fernando Côrrea da Costa, onde haverá encerramento com benção e show do Missionário Shalom.

O público da missa foi estimado em 6 mil pessoas. Já para a procissão, a expectativa era 40 mil pessoas.

Corpus Christi

Na religião católica, no dia de Corpus Christi é celebrado o Mistério da Eucaristia e o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. 

A celebração é uma referência à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição da Eucaristia, durante a Última Ceia de Jesus Cristo com os Apóstolos.

É uma homenagem à eucaristia. Esse sacramento do catolicismo é realizado como uma forma de relembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

Neste sacramento, o pão que é consumido representa o corpo de Cristo, e o vinho ingerido simboliza o sangue de Cristo.

A realização da eucaristia é uma referência à Última Ceia, realizada por Cristo com seus discípulos durante a Semana Santa, e à ordem de Cristo (conforme a simbologia citada) de consumir o pão e o vinho em sua memória.  

Ainda dentro da teologia católica, acredita-se que na eucaristia ocorre algo conhecido como transubstanciação, no qual os elementos (hóstia e vinho), após serem consagrados, transformam-se, em essência, na carne e no sangue de Cristo.

Em 2020 e 2021, a tradicional celebração do Corpus Christi foi adaptada, devido à pandemia de Covid-19.

Em 2020, não houve procissões e confecção de tapetes e as missas foram realizadas on-line, com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Já em 2021, os tapetes foram confeccionados pelas pastorais, dentro do pátio das Igrejas e não nas ruas. As celebrações foram realizadas presencial e à distância e as procissões foram apenas em carreata.

Já no ano passado, a missa e a procissão voltaram às ruas, mas com mudança de local. Tradicionalmente, a missa era realizada na rua 14 de Julho, esquina com a Mato Grosso, e a procissão sobre os tapetes percorria a 14 de Julho até a Fernando Côrrea da Costa.

Desde o ano passado, a missa passou a ser realizada na Praça do Rádio Clube, com procissão, neste anos, percorrendo trecho da Afonso Pena e rua 13 de Junho, até a Fernando Côrrea da Costa, onde há benção e show.

Crime Organizado

Líderes do Comando Vermelho que ordenavam homicídios em MS vão para presídio federal

Mesmo presos em Cuiabá, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como mandantes de ataques em Três Lagoas; dupla foi transferida para penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró.

07/08/2026 18h31

Presos apontados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró.

Presos apontados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró. Foto: Divulgação

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Mesmo atrás das grades na Penitenciária Central de Cuiabá, em Mato Grosso, dois presos apontados como lideranças do Comando Vermelho (CV) continuavam exercendo poder sobre integrantes da facção e ordenando ataques e homicídios em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul. A descoberta levou à transferência dos dois para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como integrantes de posição de comando na estrutura da organização criminosa e suspeitos de determinar pelo menos três ataques registrados nos últimos meses em Três Lagoas, em meio à disputa territorial entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Três Lagoas indicaram que a prisão no sistema penitenciário de Mato Grosso não havia interrompido a atuação dos investigados. Mesmo custodiados, eles teriam mantido influência sobre integrantes da organização que estavam fora das unidades prisionais.

Conforme os elementos reunidos durante a investigação, os dois recebiam e transmitiam ordens, articulavam ações criminosas e continuavam coordenando homicídios qualificados.

A suspeita é de que as determinações repassadas de dentro da prisão estivessem diretamente relacionadas à recente escalada da violência provocada pela disputa entre facções em Três Lagoas.

No mês de maio em apenas três dias, a cidade registrou uma sequência de atentados, incluindo mortes, que passaram a ser investigados dentro do contexto da rivalidade entre CV e PCC.

Transferência para presídio federal

Diante dos indícios de que os presos continuavam exercendo funções de comando, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, determinou a adoção de medidas para retirar os dois do sistema penitenciário estadual.

A Polícia Civil então representou à Justiça pela inclusão emergencial de Bruno Rafael e Bruno Jorge no Sistema Penitenciário Federal. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e posteriormente foi deferido pela Justiça Federal.

Com a autorização, os dois foram retirados da Penitenciária Central de Cuiabá e transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró, unidade de segurança máxima destinada, entre outros perfis, a presos considerados de alta periculosidade e integrantes de posições estratégicas de organizações criminosas.

Na decisão, a Justiça considerou a elevada periculosidade atribuída aos investigados e os indícios de que ambos exerciam funções de comando dentro da organização criminosa.

Também foi considerado que a permanência deles no sistema penitenciário estadual não estava sendo suficiente para impedir a continuidade das atividades ilícitas.

A atuação atribuída aos dois presos também teria contribuído para a intensificação da violência registrada recentemente em Três Lagoas, justamente pela capacidade de manter contato e influência sobre integrantes da facção mesmo durante o cumprimento da pena.

Medida é inédita em Mato Grosso do Sul

A transferência representa um precedente para a segurança pública sul-mato-grossense. Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), esta é a primeira vez que uma solicitação feita por Mato Grosso do Sul resulta na transferência de presos que estavam custodiados pelo sistema penitenciário de outro Estado diretamente para uma unidade do Sistema Penitenciário Federal.

O pedido foi fundamentado nos reflexos que as ordens atribuídas aos investigados estavam provocando em território sul-mato-grossense, apesar de ambos estarem fisicamente presos em Mato Grosso.

Com o envio para Mossoró, as autoridades buscam dificultar a comunicação dos investigados com integrantes da organização criminosa e interromper a cadeia de comando responsável pela articulação dos ataques.

Estado endurece estratégia contra chefes de facções

A operação também deverá servir como modelo para situações semelhantes. Por determinação de Antonio Carlos Videira, a transferência para o sistema federal passará a integrar a estratégia das forças de segurança estaduais contra integrantes de organizações criminosas que continuarem comandando crimes com reflexos em Mato Grosso do Sul mesmo estando presos em outros Estados.

A diretriz estabelece que, quando as investigações identificarem presos ordenando homicídios, atentados ou outras ações criminosas que atinjam Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil deverá adotar as medidas judiciais cabíveis para solicitar a inclusão dos envolvidos no Sistema Penitenciário Federal.

A estratégia busca atingir diretamente a estrutura de comando das facções e impedir que lideranças utilizem unidades prisionais estaduais para manter influência sobre integrantes em liberdade.

No caso de Três Lagoas, a medida ocorre em meio ao acirramento da disputa entre Comando Vermelho e PCC e à sequência de episódios violentos investigados pelas forças de segurança.

Agora em Mossoró, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva ficarão submetidos às regras de uma unidade federal de segurança máxima, enquanto as investigações sobre os ataques e os demais integrantes envolvidos na disputa entre as facções continuam.

Revisão dos Protocolos

Polícia Militar de MS revisa protocolos de abordagem, uso da força e mortes em ações

MS já soma 96 mortes decorrentes de intervenção policial neste ano; corporação criou comissões para revisar abordagens, buscas, uso da força e procedimentos em ocorrências fatais.

07/08/2026 17h28

PM de MS iniciou revisão de protocolos que orientam abordagens e o uso da força pelos policiais.

PM de MS iniciou revisão de protocolos que orientam abordagens e o uso da força pelos policiais. Foto: Divulgação

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul iniciou uma ampla revisão dos procedimentos que orientam a atuação dos policiais nas ruas, incluindo regras para abordagens, buscas pessoais e domiciliares, emprego da força e procedimentos adotados em ocorrências que terminam com pessoas feridas ou mortas durante intervenções policiais.

Um conjunto de sete portarias, assinado pelo comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, e publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (7), cria comissões específicas para analisar e propor mudanças nos protocolos operacionais da corporação. Os atos foram assinados na quinta-feira (6). 

A reformulação alcança diferentes etapas da atividade policial. Entre os assuntos que passarão por análise estão abordagem policial, busca pessoal, abordagem veicular e busca domiciliar; técnicas de mãos livres; instrumentos de menor potencial ofensivo; gerenciamento de crises; ocorrências com lesão corporal ou morte decorrente de intervenção policial; e a própria base doutrinária do chamado Uso Diferenciado da Força (UDF).

Também será elaborado um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Na fundamentação das portarias, a Polícia Militar afirma que a medida busca modernizar as normas internas relacionadas ao uso da força, adequar os procedimentos às diretrizes nacionais e padronizar os protocolos empregados nos diferentes níveis de intervenção policial.

A corporação também cita entre os objetivos o fortalecimento da segurança jurídica das ações dos militares, o aprimoramento dos mecanismos de controle, supervisão e responsabilização e a incorporação de boas práticas contemporâneas de segurança pública. 

Abordagens e buscas serão revistas

Uma das mudanças potencialmente mais perceptíveis para a população está prevista na Portaria nº 033. O documento cria uma comissão exclusivamente para revisar os procedimentos relacionados à abordagem policial, busca pessoal, abordagem de veículos e busca domiciliar. 

Na prática, o grupo deverá analisar as regras internas que norteiam desde a abordagem de uma pessoa em via pública até situações em que policiais realizam buscas em veículos ou imóveis.

A portaria não estabelece, neste momento, quais regras serão alteradas. O trabalho das comissões é justamente revisar os atos normativos existentes e apresentar propostas de atualização.

Portanto, a publicação desta sexta-feira não modifica imediatamente a forma como as abordagens são realizadas, mas abre o processo interno que poderá resultar em novos procedimentos.

O movimento faz parte de uma revisão mais abrangente da doutrina operacional da PM. A corporação afirma que pretende uniformizar procedimentos e adequá-los às diretrizes nacionais relacionadas ao uso da força. 

Mortes durante intervenções entram na revisão

Outro ponto de maior repercussão está na Portaria nº 037, que criou uma comissão especificamente para analisar os procedimentos adotados em ocorrências com lesão corporal ou morte decorrente de intervenção policial. 

O tema ganha relevância diante dos índices recentes de letalidade policial registrados em Mato Grosso do Sul.

Até 7 de agosto deste ano, o Estado contabiliza 96 mortes decorrentes de intervenção policial, conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) levantados anteriormente pelo Correio do Estado. Desde o início da série histórica, iniciada em 2016, foram contabilizadas 730 mortes desse tipo em MS. 

Em média, neste ano, uma pessoa é morta em decorrência de intervenção policial a cada 60 horas. No ano passado, essa média era de uma morte a cada 120 horas.

Em números gerais, este ano é o 2° ano mais letal da série histórica, contabilizada desde 2016, abaixo apenas do ano de 2023, que registrou 131 mortes deste tipo. 

No período ampliado, entre 2016 e 2026, três policiais perderam a vida durante o serviço, evidenciando que os confrontos armados representam riscos tanto para os suspeitos envolvidos nas ocorrências quanto para os próprios profissionais das forças de segurança.

A portaria publicada agora, porém, não relaciona diretamente a criação da comissão ao aumento ou ao número de mortes registrado em 2026.

A justificativa apresentada pela PM é mais ampla e menciona a necessidade de modernização normativa, adequação às diretrizes nacionais, padronização dos protocolos e aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilização.

A comissão deverá examinar justamente os procedimentos utilizados quando uma ocorrência policial resulta em ferimento ou morte e apresentar propostas para atualização e consolidação das normas internas.

Uso de armas menos letais também será analisado

A revisão alcançará ainda os chamados Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO). A Portaria nº 035 criou uma comissão destinada exclusivamente à atualização dos procedimentos relacionados ao emprego desses instrumentos. 

O documento mantém como fundamentos a necessidade de modernizar os normativos relacionados ao uso da força e adequá-los às diretrizes nacionais, além de reforçar mecanismos de controle, supervisão e responsabilização.

Outra comissão, instituída pela Portaria nº 034, ficará responsável pelas chamadas técnicas de mãos livres, empregadas em intervenções policiais sem a utilização direta de armamentos. 

Com isso, a revisão abrange diferentes níveis da atuação operacional, desde técnicas de contato e contenção física até instrumentos de menor potencial ofensivo e situações de maior gravidade.

Gerenciamento de crises também passa por reformulação

A Portaria nº 036 concentra-se em outro ponto sensível da atividade policial: o gerenciamento de crises, especialmente a atuação do chamado primeiro interventor o policial ou equipe que inicialmente chega a uma ocorrência crítica.

A comissão criada pelo comando da PM terá a missão de revisar, atualizar e consolidar os procedimentos relacionados a essas situações. 

Esse trabalho integra o mesmo processo de padronização adotado nas demais áreas e deverá resultar em propostas de novos procedimentos operacionais.

Doutrina sobre uso da força será revisada

Fechando o pacote de mudanças, a Portaria nº 038 estabelece uma revisão da própria base doutrinária de Uso Diferenciado da Força (UDF) da Polícia Militar.

A medida é mais abrangente porque trata dos fundamentos que orientam a aplicação dos diferentes níveis de força pelos policiais militares. A comissão deverá apresentar propostas para atualização, adequação e consolidação dessa doutrina. 

Entre as razões apresentadas pela corporação estão o alinhamento ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, a modernização dos normativos internos e a adoção de boas práticas e diretrizes contemporâneas de segurança pública. 

Protocolo específico para pessoas com autismo

O conjunto de medidas traz ainda uma frente distinta das demais. A Portaria nº 032 determina a elaboração de um Procedimento Operacional Padrão para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Nesse caso, a iniciativa ocorre após recomendação do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), que encaminhou à corporação, em maio, um ofício recomendando a criação de protocolo operacional específico para esse tipo de atendimento. 

A PM menciona ainda a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

O objetivo declarado é padronizar a atuação dos militares, oferecer maior segurança jurídica e incorporar boas práticas de atendimento especializado, observando princípios como necessidade, proporcionalidade, razoabilidade e respeito à dignidade humana. 

Com as sete frentes abertas simultaneamente, a Polícia Militar coloca em revisão uma parcela significativa dos protocolos que orientam sua atuação operacional.

As portarias, entretanto, representam o início do processo: caberá às comissões analisar as normas atuais e elaborar propostas antes que eventuais novos procedimentos sejam efetivamente incorporados à rotina dos policiais militares.

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