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Cerca de 5 mil candidatos fazem prova do Exame de Seleção 2026 do IFMS neste domingo

Ao todo, 4.936 candidatos estão inscritos, o maior número já registrado na história da instituição

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) realiza neste domingo, 26 de outubro, a prova do Exame de Seleção 2026, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados ao ensino médio. Ao todo, 4.936 candidatos estão inscritos, o maior número já registrado na história da instituição.

A lista final de inscrições homologadas, os locais de prova, os nomes dos candidatos com atendimento diferenciado e daqueles dispensados da avaliação foram divulgados na quarta-feira (22), na Central de Seleção do IFMS.

Entre os cursos mais disputados, o técnico em Administração, ofertado pelo Campus Campo Grande no turno matutino, lidera a concorrência com 9,93 candidatos por vaga. Em seguida aparecem os cursos técnicos em Informática, também em Campo Grande, com 6,90 candidatos por vaga no turno matutino e 5,70 no vespertino.

As provas serão aplicadas simultaneamente nos dez municípios onde o IFMS possui campus: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

Em Campo Grande, a maioria dos candidatos fará o exame nos Complexos Multiuso I e II da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), conforme o mapa divulgado pela comissão organizadora.

Já os participantes que solicitaram atendimento diferenciado devem comparecer ao campus do IFMS, na Rua Taquari, 831, Bairro Santo Antônio, onde a prova será aplicada no Bloco F.

As salas estarão abertas a partir das 7h30 e serão fechadas impreterivelmente às 8h30, horário de Mato Grosso do Sul. Depois desse horário, não será mais permitida a entrada de candidatos.

É obrigatório apresentar um documento oficial de identificação com foto, como o RG, ou outro previsto no edital. Também serão aceitos documentos digitais, desde que exibidos nos aplicativos oficiais.

A diretora de Educação Básica do IFMS, Glaucia Vasconcelos, reforça que candidatos sem documento com foto devem chegar cedo para regularizar a situação.

Caso o candidato não tenha um documento oficial com foto, a orientação é que ele chegue cedo ao local de prova e procure a coordenação do Exame de Seleção com a certidão de nascimento. Então será feita a coleta da digital e o candidato será autorizado a fazer a prova.

Ela também orienta quem pagou a taxa de inscrição, mas não aparece na lista final. Se o candidato pagou a taxa de inscrição até o dia 9 de outubro e o nome dele não está na lista, deve chegar cedo ao local de prova e apresentar à coordenação o documento de identificação, o comprovante de inscrição e o comprovante de pagamento da taxa de R$ 20.

Durante a prova, poderão permanecer sobre a mesa apenas caneta azul ou preta de tubo transparente, lápis e borracha. Também serão permitidos pequenos lanches e garrafa de água transparente e sem rótulo.

O Exame de Seleção é composto por 30 questões objetivas nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais. A duração máxima será de quatro horas. Candidatos poderão deixar a sala após uma hora do início da prova, mas só poderão levar o caderno de questões consigo após uma hora e meia.

Neste ano, o IFMS oferece 1.840 vagas em cursos técnicos integrados ao ensino médio gratuitos, distribuídos entre os campi de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas. As aulas terão início no primeiro semestre de 2026.

Serviço

Dúvidas sobre o processo seletivo podem ser enviadas para o e-mail [email protected].

Data da prova: domingo, 26 de outubro
Abertura dos portões: 7h30
Fechamento dos portões: 8h30
Locais: campi do IFMS e Complexos Multiuso I e II da UFMS (Campo Grande)
Contato: [email protected]

Estelionato

Mulher é presa por se passar por assistente social e aplicar golpe em idosos

Criminosos prometiam cestas básicas para coletar documentos e aplicar fraudes financeiras em idosos

26/03/2026 16h22

Divulgação PMMS

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A Polícia Militar prendeu uma mulher, de 28 anos, na tarde desta quarta-feira (25), após um idoso desconfiar de um suposto cadastro para recebimento de cesta básica, no bairro Jardim Montevidéu, em Campo Grande.

A equipe apurou que a golpista se apresentava como assistente social para obter dados das vítimas. Natural do Rio de Janeiro, ela é suspeita de integrar uma associação criminosa.

O caso veio à tona quando a vítima desconfiou da oferta do benefício social e acionou a polícia. No momento em que estava na casa do idoso, a mulher foi flagrada e chegou a tentar sustentar o golpe, alegando ser assistente social.

Aos policiais, ela relatou que estava fazendo cadastro de pessoas para entrega de cestas básicas. Ao perceber que havia sido descoberta, acabou confessando a atividade criminosa.

O golpe era aplicado com a promessa de entrega de cesta básica para obter dados de documentos e assinaturas dos idosos, alvos da quadrilha.

Assim que conseguiam as informações, os suspeitos faziam empréstimos consignados em nome das vítimas. A mulher, presa em flagrante, informou que recebia “bonificações” por cada cadastro realizado.

O grupo, bem estruturado, utilizava carros alugados e apartamentos temporários para executar a ação. Também contava com apoio de comparsas responsáveis pela logística e pela seleção de potenciais vítimas.

No momento da prisão, a equipe apreendeu uma cesta básica, aparelhos celulares e documentos. A mulher foi encaminhada à delegacia e irá responder pelos crimes de estelionato contra idoso e usurpação de função pública.

A investigação continua para identificar e prender outros integrantes da quadrilha.

Orientações

A polícia orienta que as pessoas evitem fornecer dados pessoais e assinaturas.

 Em caso de dúvida, a recomendação é acionar as autoridades. Também pede que possíveis vítimas, especialmente idosos, procurem uma delegacia para registrar ocorrência.

 

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imbróglio

Palco de assassinato, mansão de Bernal é alvo de polêmicas há uma década

Imbróglio envolvendo a casa situada no Jardim dos Estados está ligado a compra de um apartamento adquirido por Bernal em março de 2013

26/03/2026 15h45

Foto: Divulgação

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Palco de assassinato na tarde desta terça-feira (24), a mansão em que o ex-prefeito de Campo Grande Alcides de Jesus Bernal atirou duas vezes contra o fiscal tributário da Secretaria Estadual de Fazenda, Roberto Carlos Mazzini, é alvo de polêmicas há uma década. 

O imbróglio envolvendo a casa situada no Jardim dos Estados está ligado a compra de um apartamento adquirido por Bernal em março de 2013. 

A ligação entre a casa e a compra do apartamento surge inicialmente em um relatório do Ministério Público Estadual (MPE) que apurou enriquecimento ilícito de Bernal enquanto prefeito de Campo Grande, processo no qual ele foi inocentado há três anos. 

À época, o mote das investigações mostravam a desproporcionalidade entre o valor da compra dos imóveis à evolução do patrimônio declarado pelo então prefeito. Para o Ministério Público, Bernal obteve evolução patrimonial de 141% em pouco tempo, visto que o valor da compra do imóvel não era condizente com os vencimentos dele. 

Outro ponto destacado no documento foram as declarações de bens feitas à Justiça Eleitoral. Na eleição de 2010, ele informou ter somente um imóvel residencial no Jardim Paulista, avaliado em R$  R$ 103.676. Dois anos depois, quando disputou a Prefeitura de Campo Grande o mesmo imóvel foi listado no valor de R$ 700 mil.

Na ocasião, ele teria realizado a compra do apartamento no Condomínio Edifício Parque das Nações por R$ 1,6 milhão, sendo que o valor de mercado do imóvel seria aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Apesar de adquirir o apartamento, ele teria pago somente R$ 300 mil à vista, além de outras duas parcelas de R$ 100 mil a Arlindo Suki Nakazone, que alegava calote de outros R$ 642 mil sobre o imóvel. 

Diante da situação, a mansão comprada por Bernal em 2016 por R$ 1.669.422,87, foi colocada como garantia em um financiamento junto à Caixa Econômica Federal, título de crédito de R$ 858 mil, valor atrelado ao pagamento do apartamento adquirido há 10 anos.

Em meio a toda a situação judicial, em outubro de 2017, houve o registro de indisponibilidade de 50% do imóvel por decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.

Em 3 de novembro de 2021, a mesma vara determinou a indisponibilidade da posse direta do imóvel,  imb´rglio que se estendeu ao longo dos anos, culminando na penhora da casa em abril de 2024, ação encabeçada pelo Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, que penhorou a casa no valor de R$ 2.946.981,62.

Em junho do ano passado,  a Prefeitura de Campo Grande realizou o arresto da casa, bloqueando o imóvel por conta de uma dívida de  R$ 80 mil. No mês seguinte, assumiu a propriedade da casa por falta de pagamento da dívida por parte de Bernal, fator que culminou no leilão do imóvel. 

Avaliada em R$ 3,7 milhões, a mansão foi levada a leilão com lance inicial de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. 

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