Cidades

Saúde pública

"Chamei a enfermeira e ela riu de mim", conta filho de mãe que morreu em posto

Alda Pereira morreu no início da noite desta sexta, no posto de saúde do bairro Guanandi

ALINY MARY DIAS

14/11/2015 - 17h41
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Se já não bastasse a dor de perder uma mãe aos 55 anos, o publicitário André Luiz Pereira, de 32, e toda a família vivem neste sábado (14) a revolta de um atendimento público mal prestado que, na visão de parentes, pode ter contribuído para a morte de Alda Pereira, na noite de ontem.

Alda tinha 55 anos e desde os 18 convivia com a esquizofrenia, doença que ela tratava regularmente e a possibilitava a ter uma vida normal. Ela trabalhou como auxiliar de serviços gerais e teve três filhos. Alda deixou mais dois além de André, um com 28 anos e outro adolescente, de 16 anos. Estes dois moravam com Alda.

André é o porta-voz da família neste momento de dor e foi quem encontrou a mãe praticamente morta em uma sala de observação do Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Guanandi, na tarde de sexta-feira.

Depois da reportagem publicada pelo Portal Correio do Estado na tarde deste sábado com base em dados do boletim de ocorrência, André ligou na redação para reforçar que a história contada na matéria tem traços ainda mais revoltantes.

Confira abaixo o relato feito por André, que enquanto contava cada detalhe das últimas horas por telefone, interrompia a ligação para agradecer aos amigos e parentes que foram se despedir de Alda. O relato abaixo foi feito de um velório, aquele que André jamais esperava ter de participar, o de sua própria mãe:

“Nas últimas três semanas ela estava com muita sonolência, levamos ela no posto do Guanandi e o médico falou para levar ela no psiquiatra porque poderia ser algum dos remédios que ela toma. Ela foi no especialista e o médico mandou tirar um dos remédios. Ela continuou com muita sonolência e de tanto passar por isso, começou a ter muito inchaço nas pernas e começou a apresentar mais crises da esquizofrenia. Ontem de manhã meu irmão resolveu levar ela no posto de novo, por volta das 9 horas. Ela foi internada e ele ficou com ela até às 10h30. Ele saiu e voltou ao meio-dia, quando deu almoço para ela e foi embora por volta das 14 horas. Eu cheguei lá por volta das 18 horas e encontrei minha mãe gelada, deitada em uma maca na sala de observação sem ninguém perto. Eu vi que ela mal respirava, mas achei que estivesse em um sono profundo. Resolvi chamar a enfermeira e ela riu de mim porque eu disse que minha mãe não estava respirando. Ela me respondeu que se ela não estivesse respirando, deveria estar morta. Ela acabou indo ver minha mãe e se desesperou quando viu que ela estava sem pulso. Toda a equipe médica foi chamada e levaram minha mãe para a emergência. Naquele momento eu já pressentia que minha mãe tinha morrido. Eu saí da sala e fui atrás da assistente social para denunciar o descaso com que trataram minha mãe, mas tinha outra pessoa na sala e a assistente pediu para eu esperar. Enquanto isso, um médico apareceu e eu perguntei para ele se sabia de uma paciente chamada Alda, ele perguntou se era aquela que o coração tinha parado. Eu assustei, e ele falou que minha mãe estava sendo reanimada, ali eu tive a certeza que ela não voltaria. Eu contei para o médico que a enfermeira tinha rido da minha cara e ele falou que isso acontece. Passou um pouco de tempo e a assistente social, acompanhada de outras pessoas, me chamou e disse que minha mãe tinha morrido. Nessa hora eu falei para todos que eles deveriam pensar duas vezes antes de entrar nessa área. Uma área em que a pessoa tem que ter um trabalho psicológico e gostar de cuidar de pessoas. Foi uma coisa de outro planeta, acho que nem um bicho deveria ser tratado assim”.

Baixa adesão

Chikungunya: prefeitura vacinou apenas 3,7% do público-alvo em Dourados

Município registra 10 mortes e alto incidência da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti

09/05/2026 18h15

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com imunização iniciada no último dia 27, a procura pela vacina contra a chinkungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causou 10 mortes e já contagiou mais de 3 mil pessoas em Dourados segue aquém do esperado pela administração municipal, que vacinou apenas 3,7 % do público-alvo. 

Ao longo da primeira semana de campanha, apenas 1607 pessoas (3,7%) das 43 mil pessoas consideradas público-alvo procuraram a rede pública para tomar a vacina na área urbana de Dourados. No mesmo período, somente 200 doses foram aplicadas em área de reserva indígena.

Na busca por maior adesão à vacina, a prefeitura criou uma Unidade Móvel de Vacinação, que percorre bairros e estaciona em pontos de maior incidência de focos do mosquito transmissor da arbovirose. A modalidade de vacinação é responsável por 405 das 1,6 mil doses já aplicadas, imunização realizada na manhã do feriado de 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, no pátio do Centro Administrativo Municipal (CAM).

Ampliação 

Com o avanço da chikungunya, presente em 76 dos 79 municípios do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da coordenadoria de Imunização, vai ampliar a estratégia de vacinação contra a doença no Estado,  vacinação que se estenderá às cidades deAmambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.

Para essa nova etapa, estão previstas a disponibilização de 14,4 mil doses, distribuição será feita proporcional à população de cada cidade. Os imunizantes ficarão armazenados no Núcleo Regional de Saúde de Dourados, de onde serão retirados pelas respectivas equipes municipais. A entrega ocorrerá de forma gradual, conforme a utilização das doses, assegurando maior controle e eficiência na aplicação.

A definição dos municípios contemplados nesta etapa foi feita pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, do Ministério da Saúde, com base em critérios técnicos e epidemiológicos.

Cabe destacar que a vacinação contra a chikungunya em Mato Grosso do Sul teve início após o Estado receber 20 mil doses do imunizante (IXCHIQ), enviadas pelo Ministério da Saúde. Inicialmente, a estratégia foi direcionada aos municípios de Dourados e Itaporã.

O imunizante é aplicado em esquema de dose única, indicado para pessoas entre 18 a 59 anos.

Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, é contraindicada para gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula. 

Saiba*

Novo boletim epidemiológico e atualização sobre o número de doses aplicadas devem ser divulgados nesta semana. 

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Campo Grande

Ladrões arrombam e furtam casa de presidente do TRE-MS

Criminosos invadiram residência no bairro Itanhangá, reviraram cômodos e levaram bijuterias

09/05/2026 18h00

Foto: Divulgação

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A casa do desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) foi alvo de furto qualificado na noite desta sexta-feira (8), no bairro Itanhangá, em Campo Grande. Magistrado encontrou casa com sinais de arrombamento.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens chegaram a pé à residência, localizada na Rua das Rosas Pires, e forçaram o portão social, possivelmente com o uso de uma chave de fenda. Em seguida, os suspeitos tentaram arrombar uma porta lateral, mas não conseguiram acesso. 

Os autores contornaram o imóvel e entraram pela janela de vidro da cozinha. Já dentro da casa, reviraram ao menos um dos quartos e levaram duas caixas com abotoaduras de gravata, que aparentavam ser de ouro, mas, segundo a vítima, eram bijuterias.

Diante da situação, uma sargento da Polícia Militar que acompanhava o desembargador percebeu o arrombamento ao chegar ao local e realizou uma varredura na residência e nos fundos do imóvel, mas nenhum suspeito foi encontrado.

Equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram acionadas para os procedimentos iniciais. A perícia técnica e papiloscópica também esteve na casa para coletar vestígios que possam ajudar na identificação dos autores.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação dos suspeitos e foram anexadas à ocorrência. O caso foi registrado como furto qualificado com rompimento de obstáculo e concurso de pessoas. Até o momento, ninguém foi preso.

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