Um homem de 33 anos, apontado como um dos chefes do PCC no Acre, foi morto na manhã desta segunda-feira (08) por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Homicídio, no Jardim Inápolis, em Campo Grande. Com mais este caso, subiu para 57 o número de suspeitos mortos em confrontos com policiais em 42 ocorrências desde o começo do ano no Estado.
Conforme nota da Polícia Civil, agentes foram a um apartamento no Jardim Inápolis, na região oeste de Campo Grande, para cumprir mandado de prisão do integrante do PCC acusado de homicídio, mas ao chegar ao apartamento indicado, ele não estava.
A namorada dele, uma mulher de 29 anos, estava sozinha no local, mas com base em documentos e relato de moradores, os agentes descobriram que o alvo da operação estava num apartamento num bloco ao lado.
E “na incursão realizada no imóvel os policiais depararam-se com o suspeito próximo a um revólver, buscando-o para reagir, tendo sido necessário a realização de disparos, que o acertaram. Foi socorrido para a UPA da Vila Almeida, mas não resistiu e faleceu”, diz a nota emitida pela Secretaria Justiça e Segurança Pública
A nota diz ainda que nos “dois imóveis havia maconha preparada para venda e pronta para o preparo, bem como petrechos usados na preparação do entorpecente. A mulher de 29 anos foi presa em flagrante por tráfico de droga e será encaminhada para audiência de custódia”, conclui o informe da polícia.
O homem morto foi identificado como Anderson da Silva Chagas e usava documentos falsos em Campo Grande. Policiais informaram que ele estava com duas armas, sendo um revólver e uma pistola, que foram apreendidos na operação.
ESTATÍSTICAS
Dados disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul revelam que 56 pessoas haviam morrido em decorrência da ações policiais desde o começo do ano no Estado. Com a ocorrência de hoje, o número subiu para 57, resultado de 42 operações.
No ano passado inteiro, ainda conforme os números da Sejusp, as ações policiais resultaram em 52 mortes, o que equivale a uma morte a cada sete dias. Em 2023, um suspeito é morto num intervalo de cada 2,25 dias.
O recorde de mortes em decorrência de intervenção policial ocorreu em 2016, quando 84 pessoas foram mortas, o que equivale a uma morta a dada 4,3 dias. Naquele ano, conforme a Sejusp, os óbitos ocorreram em apenas 25 ocorrências.



