Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Chefões do Comando Vermelho presos no RJ devem vir para MS na próxima semana

Governo do Rio pediu para que sejam transferidos 10 membros da facção e Campo Grande pode ser um dos destinos

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Campo Grande deve ser o destino de ao menos um dos chefões do Comando Vermelho (CV) que estavam presos no Rio de Janeiro e que ainda comandavam a facção, mesmo detidos no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.

O pedido da transferência para o sistema penitenciário federal foi solicitado pelo governador carioca, Cláudio Castro (PL) após megaoperação realizada esta semana na capital fluminense, que resultou em 121 mortes. O pedido foi aceito pelo governo federal.

De acordo com informações de fontes do Correio do Estado, a Penitenciária Federal de Campo Grande foi consultada a respeito da transferência, o que mostra que ao menos um dos membros do Comando Vermelho, considerados lideranças dentro da facção criminosa, deverá desembarcar em Mato Grosso do Sul.

“Está tudo alinhado para acontecer. Qualquer coisa ao contrário disso é porque tivemos algum problema de última hora”, afirmou uma fonte que prefere não se identificar.

Como o comunicado foi feito na quarta-feira, a probabilidade é de que o faccionado chegue em Campo Grande até a próxima semana. 

Por medida de segurança, as transferências para presídios federais são feitas sob muito sigilo, por isso, conforme fontes da reportagem, a data da transferência do preso, ou presos, e identificação são passadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) apenas quando o preso já está a caminho.

Segundo a Senappen, a medida só depende de autorização judicial da Justiça do Rio de Janeiro e “será atendida assim que os trâmites legais forem concluídos”.

A operação feita na terça-feira pela polícia do Rio de Janeiro resultou em 121 mortos, conforme confirmou governo do estado, na quarta-feira, nos complexos do Alemão e da Penha. Dessas mortes, 4 eram policiais, e 117, suspeitos, segundo o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

CHEFÕES

De acordo com o jornal Metrópoles, os 10 presos a serem transferidos do presídio de Bangu, no Rio de Janeiro, são: Wagner Teixeira Carlos, conhecido como Waguinho de Cabo Frio; Rian Maurício Tavares Mota, conhecido como Da Marinha; Roberto de Souza Brito, conhecido como Irmão Metralha; Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho; Alexander de Jesus Carlos, conhecido como Choque ou Coroa; Marco Antônio Pereira Firmino, conhecido como My Thor; Fabrício de Melo de Jesus, conhecido como Bicinho; Leonardo Farinazzo Pampuri, conhecido como Léo Barrão; Carlos Vinícius Lírio da Silva, conhecido como Cabeça de Sabão; e Eliezer Miranda Joaquim, conhecido como Criam.

Desses nomes, sete são integrantes da Comissão do Comando Vermelho, o que seria a cúpula da facção criminosa, são eles: Wagner Teixeira Carlos, Rian Maurício Tavares Mota, Roberto de Souza Brito, Arnaldo da Silva Dias, Alexander de Jesus Carlos, Marco Antônio Pereira Firmino e Fabrício de Melo de Jesus.

MUDANÇAS NA LEI

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que cria duas novas modalidades de crime para combater organizações criminosas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor imediatamente.

O texto visa, entre outras coisas: punir quem ordenar, prometer ou oferecer vantagem para que alguém pratique violência ou ameaça contra autoridades, advogados, jurados, testemunhas, peritos ou colaboradores, com o objetivo de impedir, atrapalhar ou retaliar investigações e processos ligados a organizações criminosas; punir quem fizer um acordo entre duas ou mais pessoas para planejar atos de violência ou ameaça com o mesmo fim de dificultar ou retaliar ações contra facções, mesmo que o plano não se concretize.

A mudança também determina que nesses casos, os presos sejam encaminhados para presídios federais do Brasil.

Por causa dessas mudanças, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS), Renan Gomes da Fonseca, pede que a categoria seja incluída no projeto de emenda à constituição (PEC) da Segurança Pública.

Segundo ele, a medida seria “para a segurança jurídica necessária para o desempenho de nossas atribuições, sobretudo em momentos de crise como agora”, declarou Fonseca ao Correio do Estado.

*SAIBA

Caso os presos do Comando Vermelho sejam mesmo transferidos para a Penitenciária Federal de Campo Grande, eles farão “companhia” a um dos principais líderes da facção, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está em MS desde janeiro de 2024.

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Após chuvas

Buracos obrigam motoristas a "jogar xadrez" para tentar não cair em Campo Grande

Em cruzamento com mais de 10 buracos, o condutor precisa fazer "malabarismo" para desviar ou escolher qual buraco é menos prejudicial ao veículo

04/02/2026 17h33

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueira Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após a semana iniciar com chuvas, a situação dos buracos nas vias ficou mais crítica em Campo Grande, exigindo perícia dos condutores, que em alguns casos não têm muita escolha a não ser decidir qual deles será menos prejudicial ao veículo.

Durante a tarde desta quarta-feira (04), a reportagem circulou pela região central de Campo Grande em diversos pontos, entre eles a Rua Visconde de Taunay, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, em frente à Casa de Ensaio.

Tanto os motoristas que seguem pela Avenida Afonso Pena quanto os que precisam fazer a conversão à direita devem redobrar a atenção para não serem pegos de surpresa por um buraco logo na faixa de pedestres.

 

 

Em outro ponto, na Avenida América com a Rua Santos Dumont, o desafio durante o fluxo é que muitos veículos acabam circulando na contramão para desviar da buraqueira. No local são cerca de 12 buracos.

 

 

Moradores da região, que preferiram não se identificar, comentaram que o problema é antigo. Segundo eles, começou com a temporada de chuvas de dezembro e, com as de janeiro, a situação foi se agravando.

 

 

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueiraCrédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Transtornos

Na Rua Cerro Corá, no bairro Jardim Paulista, a situação é diferente, uma vez que o buraco se abriu tomando quase toda a extensão da via, não restando outra alternativa a não ser atravessar o percalço.

O empresário do Bar em Bar Coquetelaria, Carlos Magno, enfrenta o problema diariamente, já que a cratera está localizada em frente ao estabelecimento. O que começou no fim de novembro como uma pequena fissura acabou se expandindo.

“Começou a minar água ali. Na verdade, isso começou a rachar por causa da mina d’água e, com o tempo, foi aumentando. A vizinha aqui do lado mandou mensagem, eu liguei para a concessionária de água, mas eles não atendiam”, explicou Carlos.

Tentando resolver a situação, o empresário enviou fotos e, em dezembro, abriu dois protocolos, acreditando que o problema tivesse sido causado por um vazamento.

A preocupação é com a velocidade dos veículos que trafegam pela via e que, muitas vezes, acabam atingindo o buraco.

“A galera passa aqui, desce estourando e bate ali o pneu, enfim”, relatou.

Segundo o empresário, também é comum que, na tentativa de desviar do buraco, motoristas entrem na contramão, colocando em risco o tráfego na região.

Moradora da rua, a aposentada Sueli Miranda reforçou que a situação não teve início com a chuva, mas sim devido a um vazamento de água, sendo que as precipitações apenas potencializaram o problema.

“Aqui tinha um buraco enorme. Minha filha ligou dez vezes até eles virem, porque estava jorrando água além do buraco. Eles vieram e arrumaram aqui. A minha filha falou: ‘tem mais quatro’, e o funcionário respondeu que só poderia resolver se outros moradores ligassem. A cidade inteira está tomada por buracos”, afirmou Sueli.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Campo Grande para questionar quando o serviço de tapa-buracos na região central será realizado. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

 

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preso em CG

Irmão de Marcinho VP, chefão do Comando Vermelho, é afastado da presidência do PSDB

O mandato iria até 31 de dezembro e presidente do diretório regional do partido disse que não sabia do parentesco com Marcinho VP, preso em Campo Grande

04/02/2026 17h01

Cristiano Santos é irmão do traficante Marcinho VP

Cristiano Santos é irmão do traficante Marcinho VP Foto: Arquivo

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O ex-vereador Cristiano Santos Hermogens, irmão do traficante e chefão do Comando Vermelho Marcinho VP, foi afastado da presidência do PSDB no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. A decisão foi do diretório estadual do partido.

Hermogens assumiu a presidência do diretório em 26 de janeiro e o mandato iria até 31 de dezembro.

De acordo com informações do Uol, o presidente do diretório estadual, Luciano Vieira, ao levar Hermogens para o partido, ele não sabia do parentesco dele com Marcinho VP. ,

"Ele foi presidente do PL aqui de Belford Roxo, foi vereador na cidade, então não enxerguei nenhum tipo de problema", disse o parlamentar ao Uol.

Hermogens foi eleito suplente de deputado estadual em 2022, pelo PL, concorreu a deputado estadual pelo RJ em 2010 pelo antigo PRP, a vereador de Belford Roxo em 2016 pelo PTB, a deputado estadual em 2018 pelo PHS e a prefeito de Belford Roxo pelo PL, em 2020.

Ele é irmão de Marcinho VP por parte de mãe e chegou a ser preso em 2006, suspeito de ser o substituto do irmão na chefia do tráfico no Complexo ao Alemão. Ele também é rio do rapper Oruam.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro do ano passado nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Marcinho VP é pai do rapper Oruam, que já fez manifestações públicas pedindo a liberdade do pai, sendo a mais polêmicas a apresentação no Lollapalooza 2024, onde vestiu uma camiseta que pedia a liberdade de Marcinho VP.

 

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