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Chikungunya: Ministério da Saúde cria força-tarefa após 7 mortes e 1,7 mil casos em MS

Dourados é considera epicentro da arbovirose; outras duas mortes estão sob investigação

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Com cinco mortes e 1,7 mil casos confirmados, Dourados é epicentro de casos de chikungunya em todo o país, e conta com uma força-tarefa por parte do Ministério da Saúde para frear o ritmo alarmante de casos da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Nesta segunda-feira (6), outras duas mortes entraram para a lista de investigação. O Estado concentra sete das 15 mortes por chicungunya em todo o país. 

Entre os óbitos em investigação, as vítimas são um adolescente de 12 anos e um indígena de 55 anos. Ambos morreram no dia 3 de abril e têm a doença como principal suspeita da causa.

O município conta com cinco mortes em decorrência da arbovirose, ao passo que outras duas pessoas morreram em Bonito e Jardim respectivamente. 

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão no município para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos, neste momento centrados nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde pretende instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya.  Ao todo, 300 unidades foram enviadas ao Estado, 160 já instaladas em Dourados. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. 

Visita ministerial 

Recém empossado, o sul-mato-grossense Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de emergência em Dourados. 

Durante visita à cidade nesta sexta-feira (3), o ministro afirmou que o enfrentamento da crise não será pautado pela busca de culpados.

"Quando se trata de saúde, vidas humanas, a responsabilidade é até global, né? Então nós não estamos aqui para dizer: 'ah, a responsabilidade era do município, ou do governo do estado, ou do governo federal'. Nós estamos aqui para reconhecer essa situação crítica, portanto nós não temos uma posição negacionista, e vamos enfrentar."

Diante do avanço da doença, o governo federal anunciou uma série de medidas para conter a proliferação do mosquito, interromper a transmissão e reforçar o atendimento à população.

Entre as ações, enviou cerca de R$ 3,1 milhões ao município. Do total, R$ 1,3 milhão será destinado a ações de socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil vão financiar limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada do lixo e R$ 855,3 mil serão usados em ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

Saiba*

Empossado no último dia 31, Eloy Terena nasceu em Aquidauna, interior do estado. Ele ocupa cargo deixado por Sônia Guajajara, que disputará uma vaga na Câmara Federal por São Paulo. 

alerta fake

Após invasão hacker, Defesa Civil diz que está trabalhando em plataforma mais segura

Segundo as investigações, foram disparados pelo menos 10 alertas diferentes em cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande na madrugada de sexta (19) para sábado (20)

21/06/2026 12h30

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20)

Alerta chegou aos celulares de Campo Grande pouco antes da 1 hora da manhã de sábado (20) Reprodução

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Após um ataque hacker emitir um alerta sonoro para aparelhos celulares em vários estados brasileiros na madrugada do último sábado (20), a Defesa Civil afirmou que uma  nova versão da plataforma de alertas já está em desenvolvimento para aprimorar o sistema de segurança do sistema. 

Em coletiva na manhã de ontem (20), o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wonlei Wolff, explicou que ainda não se sabe ao certo quantos celulares receberam as mensagens e que, em breve, a perícia irá revelar como aconteceu a invasão. 

"Após a péricia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta", afirmou.

"Estamos tratando o caso com o máximo rigor técnico. Nosso compromisso é assegurar que os sistemas de alerta funcionem com total confiabilidade, garantindo a proteção da população brasileira”, completou o secretário.

A Polícia Federal já está trabalhando nas apurações sobre o acesso indedivo à plataforma. A partir do diagnóstico, serão implementadas medida para reforçar a segurança do sistema. 

A plataforma foi bloqueada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e suspendeu as contas dos usuários envolvidas no incidente. As informações de login e senha das contas foram entregues à perícia. 

O caso 

No início da madrugada deste sábado (20) moradores de diversos estados brasileiros receberam um Alerta Extremo enviado supostamente pelas pastas locais com a palavra misantropia, que quer dizer "horror à humanidade ou aversão à natureza humana".

A Defesa Civil Nacional tirou a plataforma de envio de alertas do ar após o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil ser invadido.Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A notificação chegou a celulares localizados no Distrito Federal, no Paraná, no Rio de Janeiro, São Paulo , Bahia e Mato Grosso do Sul. Neste último estado, o alerta chegou exatamente à meia noite, quanto o tempo estava chuvoso, o que fez com que o alerta fosse levado a sério por muita gente.

Os alertas

O Defesa Civil Alerta é um sistema de notificação de desastres enviado via telefone celular que envia mensagens de texto estilo pop-up na tela do celular, sobrepostas ao conteúdo sendo acessado naquele momento, a todos os aparelhos compatíveis conectados às redes móveis 4G e 5G, localizados nas regiões com risco de desastres naturais ou outras situações emergenciais.

Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

Não há necessidade de cadastro prévio ou quaisquer providências adicionais para recebimento das notificações via Defesa Civil Alerta.

Nesta tecnologia, há dois tipos de alertas: extremo e severo. O primeiro é o nível máximo de alerta, caracterizado por severidade muito alta, nível de confiança observada ou provável e urgência imediata. Já o segundo se diferencia por ter urgência esperada, representando um tempo maior para que a população adote as orientações de autoproteção. 

No caso do alerta extremo a mensagem acionará um sinal sonoro no celular, semelhante a uma sirene, ainda que o aparelho esteja no modo silencioso, o que vai permitir maior eficiência do alerta nas situações de risco. Foi esse alerta que apitou durante a madrugada de sábado e assustou várias pessoas.

No caso do alerta severo, o sinal sonoro será um “beep” similar ao do SMS e não irá soar no modo silencioso. 

nova estação

Inverno chega com sensação de 0,3ºC em MS

As temperaturas chegaram a 6,5ºC na região Sul do Estado nesta madrugada; em Campo Grande, a sensação térmica chegou a 5,5ºC

21/06/2026 10h00

Na Capital, domingo amanheceu com céu azul, sol e temperaturas baixas

Na Capital, domingo amanheceu com céu azul, sol e temperaturas baixas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O inverno oficialmente chegou ao Brasil e derrubou as temperaturas durante a madrugada deste domingo (21) em Mato Grosso do Sul. 

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que a sensação térmica em algumas cidades do Estado se aproximaram de 0ºC, especialmente no sul e na fronteira. 

Em Ponta Porã, os termômetros registraram 7,4ºC, mas a sensação térmica chegou a apenas 0,3ºC, a menor do Estado. Em Iguatemi, a temperatura chegou a 8,3ºC com sensação de 1,3ºC. 

Em Caarapó, os termômetros marcaram 9,6ºC, com sensação de 8,7ºC. Em Campo Grande, a madrugada chegou a 11,4ºC com sensação térmica de 5,5ºC. 

A menor temperatura registrada no Estado foi em Sete Quedas, de 6,5ºC durante esta madrugada. Nas regiões mais ao norte de Mato Grosso do Sul, também fez frio. Em Corumbá, a mínima foi de 10,6ºC, enquanto Três Lagoas registrou 12,3ºC. 

Ao longo deste domingo, as temperaturas tendem a subir, chegando a 25ºC em Campo Grande, 23ºC em Dourados e 28ºC em Coxim. 

Previsão da semana

A partir de segunda-feira (22), uma nova frente fria avança por todo o Estado. Em Campo Grande, as máximas não passam de 17ºC e as mínimas podem chegar a 7ºC. 

Em Ponta Porã e região extremo sul do Estado, as mínimas chegam a 4ºC e as máximas não passam de 17ºC, acompanhadas de nevoeiro, sol e variação de nebulosidade. 

Em Corumbá e região, há risco de chuva irregular durante a semana, derrubando as máximas para 23ºC. As mínimas chegam a 9ºC entre quinta-feira e sexta-feira que vem. 

Em Coxim, também há chances de chuva entre a próxima terça-feira e quarta-feira. As máximas esperadas não passam de 21ºC até quinta-feira e as mínimas chegam a 11ºC. 

De acordo com o Inmet, todo o Estado está em alerta amarelo para chuvas intensas e declínio de temperatura a partir de terça-feira (23). Isso significa que há chances de grandes acumulados de chuva (até 50 milímetros por dia) acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas. 

Além disso, o alerta indica uma queda brusca de temperatura, entre 3ºC e 5ºC, que pode causar impactos na saúde, começando já na madrugada desta segunda-feira (22). 

Inverno 2026

Inverno 2026

O inverno de 2026 se iniciou às 4h24 (horário de MS) deste domingo (21) e se estende até às 20h05 de 22 de setembro, dia e hora do equinócio da primavera, no Hemisfério Sul. 

A última madrugada, entra os dias 20 e 21, foi a mais longa do ano. 

De acordo com o Climatempo, o inverno de 2026 terá características especiais e atípicas em várias regiões do Brasil, devido ao rápido fortalecimento do fenômeno El Niño, que teve início oficial na primeira semana de junho de 2026.

A temperatura da água do oceano Pacífico Equatorial, entre a costa do Peru e a Indonésia, deve continuar em rápido aquecimento no decorrer do inverno no Hemisfério Sul (verão no Hemisfério Norte), confirmando o fortalecimento do El Niño. 

O máximo do El Niño deve ocorrer durante a primavera e o verão de 2026, mas os primeiros impactos no clima no Brasil já serão sentidos ao longo do inverno.

Durante a estação, são esperadas duas frentes frias: uma na próxima semana e outra em julho, com previsão para uma possível terceira frente fria no final do mês. Mesmo assim, a previsão para o inverno deste ano é de uma estação quente, com ondas de calor e chuvas irregulares, condições consideradas os primeiros impactos do El Niño no clima do País. 

 

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