Cidades

Em clima de Copa

Chilenos e colombianos fazem a festa na fronteira em Corumbá

Chilenos e colombianos fazem a festa na fronteira em Corumbá

DIÁRIO ONLINE

10/06/2014 - 19h00
Continue lendo...

Desde a manhã desta terça-feira (10), o posto da Polícia Federal na fronteira de Corumbá com a Bolívia ficou repleto de imigrantes. Todos em busca do visto para ingressar em solo brasileiro e seguir viagem, com um só objetivo: acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. São pessoas vindas em caravanas do Chile, da Colômbia, Austrália, Japão e Estados Unidos.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Eles pretendem seguir viagem e chegar a tempo de assistir aos jogos de estreia de suas seleções no mundial de futebol. Animados, os torcedores, independentes do país em que nasceram, se uniram na fronteira de Corumbá com a Bolívia num momento de descontração e chegaram a entoar os gritos de guerra para os dias dos jogos.

“Somos um grupo de 800 carros. Saímos de Santiago, no Chile, rumo ao Brasil via Argentina, com mais de 3.200 pessoas. Estou representando a caravana Arica-Brasil 2014 que vai até Cuiabá com 15 carros e 30 pessoas. Estamos indo por conta própria, pois estamos com a expectativa que o Chile ganhe esse Mundial, desde que não jogue com o Brasil. O Brasil é um obstáculo para o Chile em todos os mundiais. Nesta Copa, estamos no grupo da morte e queremos sair em primeiro para não jogar contra o Brasil. Alguns de nós já têm as entradas dos jogos, mas alguns vão adquirir lá na hora”, disse ao Diário Corumbaense Omar Henry, chileno que vai assistir ao jogo Chile x Austrália, na Arena Pantanal.

“Estamos muito felizes de participar desta Copa do Mundo, porque faz 16 anos que a Colômbia não participa do mundial. E agora no Brasil me sinto em casa, pois toda a América Latina faz parte do mundial. Comigo vêm mais quatro pessoas para assistir aos jogos, tudo por nossa conta, para sentir a emoção de participar desta Copa. Espero que a Colômbia seja campeã, mesmo sem nosso melhor jogador [Falcão Garcia, que lesionado não participará da competição] temos uma boa equipe e podemos ganhar da Grécia em Belo Horizonte”, afirmou Andres Gualteros, entusiasmado torcedor da seleção da Colômbia. As 50 pessoas, dessa caravana, seguem viagem ainda nesta terça-feira para Cuiabá.

 

O jogo de estreia do Chile será no dia 13 de junho contra a Austrália, na Arena Pantanal em Cuiabá. A Colômbia irá estrear no dia 14 contra a seleção da Grécia, no Mineirão, em Belo Horizonte. O Japão enfrenta a Costa do Marfim, na Arena Pernambuco. Os EUA fazem o primeiro jogo no dia 16, contra Gana em Natal.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

Continue Lendo...

Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

Continue Lendo...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).