Cidades

ALERTA

Chuva durante a noite deixa estragos em toda Campo Grande

Final de semana na capital começou com precipitação entre 60 e 98 mm, resultando em quedas de árvores, bairros alagados e outros prejuízos à cidade

Continue lendo...

Como reportado pelo Correio do Estado nesta manhã, as chuvas foram intensas durante a madrugada em quase todo o Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, a precipitação “chegou com tudo” neste sábado (19), ocasionando estragos em toda a cidade.

Na Avenida Engenheiro Amélio Carvalho de Bais com a rua Yokohama, próximo ao Jardim Panamá, onde a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 98 mm de volume de chuva, uma árvore caiu e fechou os dois sentidos da avenida. Funcionários da Defesa Civil já estão no local para retirar o obstáculo ambiental.

Na Avenida Gunter Hans, próximo à obra do corredor de ônibus, o barro invadiu a pista molhada, o que, além de indicar que o local estaria “alagado” mais cedo, pode ser muito perigoso para motoqueiros, ciclistas e pedestres que passam pela região.

Nas redes sociais, moradores do bairro Vila Popular, onde a chuva atingiu cerca de 60 mm de volume, filmaram a situação do local após as fortes chuvas, com a água entrando nas residências e deixando a população “à deriva”. Veja:

Já no Jardim Centenário, a água trouxe muito barro e lixo para o asfalto, dificultando a transitação de veículos e pedestres, situação semelhante ao encontrado em outros bairros em Campo Grande com as chuvas intensas desta madrugada

Na Rua do Rezendes, no Jardim Monte Alegre,  parte do asfalto foi "arracandada" e pedras entraram no caminho. Na Avenida Guaicurus, também há resquícios de alagemento, com muito barro invadindo a pista.

A forte chuva também causou transtornos para quem transita e mora em torno da ponte da Avenida Cafezais, na região dos bairros Canguru e Centro Oeste. O local frequentemente é alvo de reclamações dos moradores da região, tendo em vista que o fluxo de carros é intenso, e sempre que chove, a água do córrgo transborda, dificultando o trânsito e colocando em risco pessoas que passam pela região.

No Lago do Amor, região de muita polêmica após a última chuva forte na cidade, a água transbordou novamente e prejudicou os reparos que estavam sendo feitos no local, o que deve atrasar a conclusão dos trabalhos.

VOLUME

Em Campo Grande, as estações meteorológicas marcaram volumes de água diferentes, sendo 59,8 mm na Vila Popular, 71,4 mm no Centro, 85,8 mm na Vila Santa Luzia e 98,8 mm no Jardim Panamá, precipitações acima do esperado.

Em Dourados, as chuvas variaram de 48,2 mm a 68,4 mm, enquanto em Três Lagoas chegaram aos 85,2 mm na região central do município. Nas cidades fronteiriças, começando por Corumbá, não houve um alto volume durante esta madrugada, mas em Ponta Porã foi registrado cerca de 71,6 mm.

Rio Brilhante, com 97,2 mm, Itaporã, com 79,6 mm, Sete Quedas, com 71,4mm, Fátima do Sul, com 64,6 mm, Santa Rita do Pardo, com 73,2 mm, e Laguna Carapã, com 62,6 mm, são outras cidades do interior que registraram um número alto de precipitação durante esta madrugada. Confira o volume em outros municípios:

  • Aral Moreira - 25,2 mm
  • Caarapó - 38,2 mm
  • Bataguassu - 20,6 mm
  • Bandeirantes - 29 mm
  • Aquidauana - 33,2 mm
  • Nova Andradina do Sul - 31,8 mm
  • Ivinhema - 21,4 mm
  • Nova Alvorada do Sul - 20,1 mm

*Fonte: Inmet e Natalio Abrahão

Segundo o meteorologista Natalio Abrahão, as chuvas devem diminuir à tarde e se afastar para o norte do estado, mas não está descartado chuvisco e nevoeiro no centro-sul de Mato Grosso do Sul, entre a noite e manhã deste domingo (20).

Assine o Correio do Estado

MATO GROSSO DO SUL

Ponte 'gangorra' será totalmente interditada na próxima semana

Travessia ficará totalmente bloqueada entre a tarde de segunda-feira (15) e a manhã de terça-feira (16) para concretagem de reforços estruturais

11/06/2026 09h30

Ponte sobre o Rio Miranda passa por recuperação estrutural com investimento superior a R$ 3,3 milhões do Governo do Estado

Ponte sobre o Rio Miranda passa por recuperação estrutural com investimento superior a R$ 3,3 milhões do Governo do Estado Divulgação

Continue Lendo...

A ponte sobre o Rio Miranda, localizada na rodovia estadual MS-345, ficará totalmente interditada entre as 13h de segunda-feira (15) e as 7h de terça-feira (16) para a execução de mais uma etapa da obra de recuperação estrutural da travessia.

A interrupção temporária do tráfego será necessária para a realização da concretagem dos reforços estruturais da ponte. Segundo o Governo do Estado, o bloqueio total é indispensável para garantir a segurança dos usuários e permitir a cura e estabilização do concreto, procedimento que exige a paralisação completa da circulação de veículos durante o período.

Com a interdição, motoristas que seguem de Campo Grande para Bonito ou circulam pela região de Águas do Miranda deverão programar os deslocamentos com antecedência. A rota alternativa indicada é pela rodovia MS-178, com acesso por Guia Lopes da Laguna.

A recuperação estrutural da ponte é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vinculada ao Governo do Estado, com investimento de R$ 3.309.408,68.

A intervenção contempla o recondicionamento de pontos estratégicos da estrutura, reforços estruturais e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia. A travessia é considerada estratégica para a mobilidade regional, atendendo moradores, produtores rurais e o fluxo turístico com destino a Bonito.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra foi planejada para recuperar integralmente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região.

“É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou.

Após a liberação da ponte, prevista para a manhã de terça-feira, o tráfego continuará operando sob as restrições já adotadas no trecho. A circulação seguirá em sistema pare e siga, com passagem em meia pista e limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de 10 toneladas, sendo permitida a travessia de apenas um veículo por vez.

Interdição anterior

Esta é a segunda vez em um mês que acontece a interrupção total da ponte durante as obras de recuperação. Em maio deste ano, a estrutura já havia sido interditada por oito horas para a execução de serviços relacionados à substituição de apoios de neoprene, peças de borracha utilizadas em pontos estratégicos da ponte para absorver cargas e movimentações da estrutura.

Na ocasião, a travessia permaneceu fechada das 6h às 14h para o avanço da reforma, sendo posteriormente reaberta com as mesmas restrições de tráfego que permanecem em vigor atualmente.

A Agesul orienta motoristas, transportadores e moradores da região a acompanharem os comunicados oficiais e planejarem os deslocamentos com antecedência para evitar transtornos durante o período de bloqueio.

Histórico de problemas

Idealizada para reduzir em cerca de 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, a ponte sobre o Rio Miranda foi construída em 1967, antes mesmo da pavimentação da rodovia. Ao longo das décadas, porém, a estrutura passou a sofrer com o aumento do fluxo de veículos pesados, especialmente caminhões que utilizam a rota para o escoamento da produção.

Nos últimos anos, a travessia ficou conhecida como “ponte gangorra” entre moradores e usuários da estrada. O apelido surgiu porque, quando caminhões passavam sobre a estrutura, uma das extremidades da ponte cedia em direção ao lado mais pesado, formando um desnível na outra ponta.

Em setembro de 2024, o Correio do Estado mostrou que a ponte precisou ser parcialmente interditada após apresentar sinais de comprometimento estrutural. Na época, moradores relataram a formação de um “degrau” que chegava a quase meio metro de altura quando veículos pesados acessavam a travessia. Em alguns momentos, a elevação registrada foi de até 48 centímetros, gerando preocupação quanto à segurança dos motoristas.

Diante do agravamento da situação, o Governo do Estado iniciou as obras de recuperação estrutural da ponte, com investimento de R$ 3,3 milhões. A intervenção prevê o reforço da estrutura, o recondicionamento de pontos estratégicos e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade e a segurança da travessia.

Assine o Correio do Estado

TEMPESTADE

Governo decreta situação de emergência em Ivinhema após chuva com granizo

Inmet registrou 98,6 milímetros de chuva, no dia 16 de maio. O decreto do governador tem um prazo de 180 dias

11/06/2026 09h00

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema

Pedras de gelo atingiram residências de Ivinhema Reprodução: redes sociais

Continue Lendo...

O governador Eduardo Riedel (PP) reconheceu a “Situação de Emergência” em Ivinhema, após fortes chuvas com granizo atingirem o município. Em 19 de maio, o prefeito Juliano Ferro (PSDB) já havia decretado a medida, pois aas áreas urbana e rural foram afetadas pela tempestade. A publicação do Governo de Mato Grosso do Sul foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (11).

O decreto do governador Riedel tem um prazo de 180 dias. Com isso, os órgãos estaduais estão autorizadas para atuarem sob a coordenação da CEPDEC/MS, nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

No dia 16 de maio, chuvas intensas acompanhadas de granizo atingiram o município de Ivinhema, causando danos e destruição nas áreas rural e urbana. Diversas famílias foram severamente atingidas, com danos expressivos em residências e com perdas materiais, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. 

De acordo com o levantamento feito pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nas últimas 24 horas daquele dia, o município registrou 98,6 milímetros de chuva. 

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil emitiu parecer técnico, no dia 3 de junho de 2026, manifestando-se favoravelmente ao reconhecimento da “Situação de Emergência” no município.

Em casos de emergência ou de calamidade pública, fica dispensado o processo de licitação para aquisição dos bens necessários ao atendimento da população, serviços e contratação de obras.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).