Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Chuva reaparece e ultrapassa 25 mm em alguns municípios de MS durante a madrugada

Campo Grande registrou volume acima dos 30 mm em três estações diferentes, precipitação que também foi observada no interior e deve seguir pelo final de semana

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Seguindo a tendência dos últimos 30 dias, Mato Grosso do Sul voltou a registrar chuvas fortes em alguns municípios, com destaque para as regiões sul e centro do estado, que foram marcados por alta precipitação durante esta madrugada e manhã deste sábado (10).

Em Campo Grande, três estações diferentes ultrapassaram a marca dos 30 mm: Vila Santa Luzia, com 36,4 mm; Embrapa, com 30,6 mm; e Jardim Panamá, com 39,4 mm. Esse volume também marca o retorno das chuvas fortes na cidade, após dias de trégua muito aguardada pelo executivo, a fim de reparar os estragos causados pelo alto volume de chuva nas últimas semanas.

No interior, Dois Irmãos de Buriti, Bonito, Laguna Carapã, Aral Moreira, Caarapó, Bandeirantes e Aquidauana foram aqueles municípios que registraram mais de 20 mm. Outras cidades também observaram um bom volume de chuva, como:

  • Amambai – 19,2 mm
  • Sidrolândia – 16,8 mm
  • Dourados – 16,6 mm (Aeroporto) e 14,6 mm (Centro)
  • Sete Quedas – 15,6 mm
  • Coxim – 12,8 mm
  • Iguatemi – 12,2 mm
  • Rio Brilhante – 11,4 mm
  • Itaporã – 10,8 mm
  • Ivinhema – 9,8 mm e 8,4 mm (Cemaden)
  • Ribas do Rio Pardo – 8,8 mm
  • Nova Alvorada do Sul – 7,2 mm
  • Itaquiraí – 6,6 mm

*Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

Municípios não citados não registraram, demonstraram falha nas estações meteorológicas ou apresentaram números inexpressivos de chuva nas últimas 8 horas, como é o caso de Três Lagoas e Corumbá, duas das maiores cidades do interior.

Aviso

O Inmet adicionou um alerta, que vai durar pelas próximas 24 horas, de perigo potencial para chuvas intensas. Ao todo, 32 municípios de Mato Grosso do Sul fazem parte do aviso, que coloca risco de chuva = entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos (40-60 km/h). Por isso, o órgão orienta para:

  • Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)

Abril fora da curva

Segundo o meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) Vinicius Sperling, essas chuvas fora de época em abril estão atreladas a escalas meteorológicas de tempo.

"As chuvas de abril estão associadas à passagem de sistemas meteorológicos que estão muito ativos, e isso é uma coisa atípica. As configurações de vento ao norte estão trazendo muita umidade para Campo Grande, situação que é fora do comum para esta época do ano", declarou Sperling.

Questionado se essas chuvas podem estar atreladas à mudança climáticas, o meteorologista não descartou tal possibilidade.

"A mudança climática pode sim influenciar que esses sistemas meteorológicos fiquem mais ativos em uma época em que não deveriam ocorrer. Mas não temos certeza se esse será o novo normal daqui para frente", analisou o meteorologista.

O balanço do Cemtec-MS mostra que, entre 1º e 23 de abril, o acumulado de chuvas chegou a 192,2 mm na Capital, quando a média histórica para todo o mês é de 89,4 mm, com base nos dados do Cemtec-MS.

A diferença entre o que foi registrado nesse período e a média esperada para o mês é de 115% acima da expectativa. Em todo o Estado, o maior volume registrado foi em Dourados (283,4 mm), bem acima do esperado (106 mm).

O padrão de precipitação para Campo Grande é, geralmente, registrar nos primeiros três meses do ano os maiores volumes de chuvas. Entretanto, desde o ano passado, abril se tornou o mais chuvoso na Capital, estendendo esse período.

*Colaborou Judson Marinho

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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