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RECORDE

Chuva desta quinta-feira foi a maior do mês de outubro em Campo Grande

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital, superando a média de 164,2mm

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A chuva que atingiu Campo Grande durante toda esta quinta-feira (15) teve o maior volume da história de outubro em um só dia. Das 6h às 20h, choveu 143,1 mm, segundo os dados do meteorologista Natálio Abrahão. A média histórica do mês, analisada entre os anos de 1980 a 2010, é de 165,2 mm.

A região que mais teve acumulado de chuva foi a do Carandá Bosque/Shopping, onde foram registrados os 143,1 mm. Depois desta, a área da Embrapa teve 83,2 mm, seguido pelo distrito de Anhanduí com 81, 2 e, por fim, o centro teve 73,2 mm.

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital sul-mato-grossense, superando a média de 164,2mm. Na região do Carandá Bosque/Shopping choveu 253,8mm durante outubro, 89,6 mm acima do esperado.

Conforme os dados obtidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde 2002, nos primeiros 15 dias de outubro nunca houve um acumulado maior que o deste ano. Até então, o ano mais chuvoso neste período foi em 2011, quando foram registrados 158,8 mm de precipitação.

Segundo a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), há previsão de chuvas para hoje, em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde as precipitações podem ser mais intensas, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

Chuva em MS

Outras cidades do Estado também tiveram acumulados elevados durante a quinta-feira (15). Em Dois Irmãos do Buriti, que fica a 115 km de Campo Grande, a chuva atingiu os 45,4 mm. 

Em Nova Alvorada do Sul, município que integra a região geográfica imediata de Campo Grande, o acumulado foi de 35,8 mm. Em Santa Rita do Rio Pardo, também foram registrados 35,8 mm.

Já na região leste, no município de Água Clara choveu 32,2 mm na área do Cemaden.

 

CRIME FRUSTRADO

Bando que invadiu banco pelo telhado é condenado a 46 anos de prisão

Grupo tentou chegar ao cofre de agência em Água Clara, mas foi surpreendido por sistema de segurança

16/10/2026 08h30

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança Divulgação

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Uma tentativa de furto a uma agência bancária em Água Clara, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Campo Grande, terminou com seis homens condenados a penas que, juntas, ultrapassam 46 anos de prisão. O grupo tentou acessar o cofre do estabelecimento pelo telhado, mas teve a ação frustrada pelo sistema de segurança do banco.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as condenações somam 46 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, pelos crimes de furto qualificado e tráfico de drogas. A decisão judicial também determino o pagamento de 2.817 dias-multa.

O crime aconteceu na madrugada de 8 de janeiro de 2025. Para entrar na agência, os envolvidos utilizaram uma escada posicionada ao lado de uma igreja vizinha. Dois homens subiram até o telhado e começaram a serrar o forro do imóvel, enquanto um terceiro permaneceu no chão, responsável por entregar as ferramentas.

Os outros três integrantes ficaram encarregados de vigiar a região e avisar sobre uma possível aproximação policial. Dois circulavam de motocicleta e o terceiro monitorava as ruas a pé.

A primeira tentativa de entrada foi interrompida pelo disparo do alarme. Apesar do alerta, os suspeitos decidiram continuar a ação ao perceberem que nenhuma equipe policial havia chegado ao local.

Na segunda investida, quando tentavam alcançar o dinheiro, o sistema de cortina de fumaça da agência foi acionado, obrigando o grupo a fugir antes de conseguir abrir o cofre. 

Sem acesso aos valores armazenados, os criminosos levaram apenas um notebook. Na fuga, deixaram para trás ferramentas utilizadas na tentativa de invasão, aparelhos celulares, além de um colete à prova de balas e munições pertencentes à agência.

As pistas abandonadas no banco foram fundamentais para que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), chegasse aos envolvidos.

Por meio das etiquetas encontradas nas ferramentas e de um chip de celular, os investigadores conseguiram identificar o comprador dos equipamentos utilizados no crime e o titular de uma das linhas telefônicas.

O primeiro suspeito localizado confessou a participação na tentativa de furto e forneceu informações sobre os demais integrantes. A partir do depoimento, a polícia avançou nas diligências até identificar os seis participantes.

Durante a prisão de um dos investigados, os policiais também encontraram 89,2 gramas de cocaína e uma balança de precisão na residência dele. A apreensão resultou na inclusão da acusação de tráfico de drogas no processo. 

Justiça mantém prisão preventiva

A ação penal foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara. Ao analisar o caso, a Justiça acolheu os pedidos apresentados pelo MPMS e rejeitou os argumentos das defesas que buscavam afastar ou reduzir a responsabilização pelos crimes.

As maiores penas foram aplicadas a dois homens condenados por furto qualificado e tráfico de drogas. Um recebeu 16 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, enquanto o outro foi condenado a 12 anos e 6 meses. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

Outros três integrantes receberam penas de cinco anos de prisao cada, em regime semiaberto, pelo crime de furto qualificado. 

Já o sexto condenado recebeu a menor pena do grupo: 3 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto. A redução considerou a confissão do crime e o fato de ele ter menos de 21 anos na data da ocorrência. 

Além das penas de prisão, os seis condenados deverão pagar multas estabelecidas pel Justiça. A decisão também manteve a prisão preventiva de dois dos envolvidos. 

saúde

Com aval do MPMS, Santa Casa restringe atendimentos

Tendência é de que a restrição se mantenha enquanto hospital e secretarias não entrarem em acordo sobre o novo contrato

16/10/2026 08h20

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A partir de hoje, a Santa Casa de Campo Grande restringe os atendimentos e vai priorizar apenas os casos emergenciais e urgentes, medida acordada com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e com os outros entes públicos depois de o hospital recusar a última proposta de renovação do contrato por desacordos financeiros.

Na quarta-feira, uma audiência entre representantes da Santa Casa, da Justiça, do MPMS, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) terminou mais uma vez sem um acordo definitivo. A proposta das secretarias previa um incremento de cerca de R$ 4,5 milhões nos repasses mensais sob vigência de três anos, o que não agradou a direção do hospital, que ainda requer mais.

Essa resistência da Santa Casa em aceitar a renovação nestes moldes se dá, especialmente, pelo deficit mensal que varia entre R$ 15 milhões e R$ 19,7 milhões, o que ainda não seria resolvido com o aumento financeiro oferecido pelo Município e pelo Estado.

Conforme o gestor interino do hospital, Luiz Alberto Kanamura, “apesar de a parte técnica ter evoluído, nós não chegamos a uma adequação da parte financeira”.

Apenas pacientes de urgência e emergência serão atendidos - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Vale lembrar que, atualmente, em razão do contrato ter vencido em setembro do ano passado, a continuidade do atendimento via do Sistema Único de Saúde (SUS) do hospital é garantido por meio de um acordo temporário que vence no dia 20, no mesmo valor que estava previsto na antiga contratualização, ou seja, R$ 32,8 milhões por mês, além de quase R$ 2,5 milhões de parcerias privadas.

Diante desse impasse, ficou acordado que os serviços do hospital serão restritos a casos de emergência e que os pacientes serão atendidos apenas com a apresentação de uma oficialização emitida pelo Complexo Regulador Estadual (Core), medida que visa preservar os recursos para as emergências.

Ainda de acordo com Kanamura, para que a Santa Casa se adéque ao orçamento, sete áreas de alta complexidade e referência estadual serão priorizadas, como politraumatizados graves, neurocirurgia clínica e cirúrgica, ortopedia, cardiologia clínica e cirúrgica, cirurgia vascular e grandes queimados.

Os pacientes que não precisam de atendimento emergencial serão transferidos ou atendidos em outras unidades hospitalares da rede. Segundo apuração da reportagem, a tendência é de que essa medida se mantenha até as partes entrarem em um consenso no quesito financeiro do contrato, ou seja, por tempo indeterminado.

ARGUMENTO

Outro ponto importante que pesou na recusa da Santa Casa sobre a proposta apresentada pela Sesau e a SES foi o aumento significativo da meta de procedimentos que viriam a ser realizados com o novo contrato. Para se ter ideia, somente em ressonância magnética o aumento seria de 3.000%, passando de 20 exames por mês para 620 exames mensais.

Tomografia computadorizada (135,5%), consulta ortopédica (200%) e radiologia intervencionista (400%) também são exemplos de procedimentos que teriam que estar mais presentes no dia a dia do hospital, o que a nova direção chamou de “aumentos severos” na argumentação apresentada às secretarias na audiência.

Ao todo, as consultas especializadas passariam por um salto mensal de 3.308 para 7.335 consultas, variação de 121,34%, enquanto os exames ambulatoriais aumentariam de 1.309 para 5.889 por mês, o que representaria variação de 349,9%.

Por este motivo, a Santa Casa disse que a aceitação da proposta provocaria a “asfixia financeira imediata” do hospital, “gerando risco iminente de paralisação das atividades hospitalares e colapso no atendimento à Saúde do Estado”.

ATRASOS

Como reportado pelo Correio do Estado nesta semana, outro grande problema da Santa Casa neste ano tem sido os atrasos salariais aos médicos que trabalham nos moldes da Pessoa Jurídica (PJ), especialmente os anestesistas, com inadimplência que ultrapassam os quatro meses e R$ 2,3 milhões.

A situação chegou na mão da Justiça, que determinou que as empresas prestadoras de serviço de anestesia sigam por mais 45 dias corridos no hospital, contados a partir da decisão. Com isso, os anestesistas devem permanecer até o fim de novembro. Este assunto também foi tratado por Kanamura em coletiva de imprensa.

“Não é novidade que nós estamos num deficit financeiro e com vários fornecedores, equipes médicas em atraso. Esse atraso está gerando várias equipes solicitando a saída do corpo clínico. Nós temos hoje falta de OPM [Órteses, Próteses e Materiais Especiais] em várias áreas. Na área de hemodinâmica está faltando, algumas áreas ortopédicas e cirurgia vascular [também]. Isso nos impede de prestar o mínimo de atendimento adequado à população”, relatou.

A Justiça também fixou o mínimo de 14 anestesistas durante o período diurno e oito anestesistas durante o período noturno e nos fins de semana, “como parâmetro mínimo para assegurar a continuidade, a regularidade e a segurança da cobertura anestesiológica da instituição, sem prejuízo de eventual ampliação do quantitativo, caso demonstrada, tecnicamente, a necessidade assistencial”.

* Saiba 

Uma das missões do gestor provisório será reduzir em 20% a folha de pagamento do hospital, visando cortar gastos diante da crise financeira que a instituição enfrenta. Esse corte deverá atingir os funcionários que atuam no regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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