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Classe média impulsiona mercado de câmeras digitais no Brasil

Classe média impulsiona mercado de câmeras digitais no Brasil

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19/08/2011 - 21h30
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As câmeras fotográficas digitais precisaram de pouco mais de uma década para aniquilar a tecnologia analógica e provocar uma revolução no comportamento do consumidor. Em 2011, os brasileiros vão comprar 5,1 milhões de máquinas digitais, segundo estimativa da consultoria GfK Retail & Technology.

O número é 17% superior ao do ano passado e inclui apenas o mercado formal --o que significa que o número real de equipamentos vendidos pode ser até duas vezes maior, graças à disseminação de produtos contrabandeados. "O mercado brasileiro está crescendo muito acima da média mundial, que este ano vai ficar em 4%", diz Alex Ivanov, diretor de negócios da GfK.

Executivos ouvidos pela Folha acreditam que as vendas deverão continuar evoluindo a um ritmo próximo dos 20% até 2016, pelo menos. Segundo a GfK, o país vem ganhando importância em relação ao total de vendas globais de câmeras. Neste ano, o mercado local deverá absorver o equivalente a 3,5% da produção mundial, estimada em 144 milhões. Dois anos atrás, a fatia brasileira do bolo foi de 2,3% em um universo de 130 milhões de unidades.

Nova classe média

A principal responsável pelo crescimento acelerado do mercado é a suspeita de sempre: a nova classe média, que tem hoje à disposição equipamentos de boa qualidade por preços a partir de R$ 249 em parcelas a perder de vista. "Até 2013, a classe C, que tinha uma participação insignificante há alguns anos, deverá responder por 35% do mercado", diz Thiago Onorato, gerente da área de imagem digital da Sony. Cinco anos atrás, era difícil encontrar um produto minimamente confiável por menos de R$ 800. "Os preços estão menores, e os equipamentos têm hoje características cada vez melhores", diz Henrique de Freitas, gerente de vendas da Samsung.

Os preços caíram por uma conjunção positiva de fatores: o barateamento dos componentes que ocorre naturalmente quando uma tecnologia se massifica; a queda acentuada do dólar em relação ao real; e a chegada de novos competidores ao mercado, muitos dos quais passaram a produzir na Zona Franca de Manaus. Hoje, no Brasil, há 38 marcas e 430 diferentes modelos à disposição do consumidor no país, segundo a GfK. Parece muito? "Tem espaço para todo mundo", diz Ivanov.

A japonesa Nikon, por exemplo, resolveu se instalar diretamente no Brasil em abril deste ano, após mais de 50 anos de atuação por meio de representantes. "Desenvolver-se no mercado brasileiro e nos demais países emergentes é hoje uma prioridade para a Nikon", diz Koji Maeda, presidente da empresa no país. Reconhecida no mundo todo pela qualidade dos equipamentos profissionais, a Nikon diz estar atrás de consumidores de todo tipo no país --incluindo, é claro, a classe C. "Temos máquinas com preços entre R$ 249 e R$ 50 mil", diz Maeda.

Nem a onipresença dos telefones celulares com câmeras embutidas é capaz de abalar as vendas. "O celular não faz concorrência direta para a máquina fotográfica", diz Cristiano Andrade, gerente de marketing da Olympus. "Pelo contrário, ele traz muita gente para o universo da imagem. A pessoa começa a fotografar no celular e logo sente a necessidade de um equipamento de melhor qualidade." Celulares são usados normalmente para registros rápidos, descompromissados. "Mas ninguém deixa de levar uma câmera de verdade quando vai fazer a viagem dos sonhos ou registrar o nascimento de um filho", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do Brasil.

O ânimo inabalável dos fabricantes com o mercado local se deve principalmente à enorme quantidade de lares brasileiros que ainda não possui sequer um equipamento fotográfico (excluídos os celulares, é claro). Não há um número preciso, mas estima-se que pelo menos metade das famílias ainda não tem a própria máquina. "Os aparelhos de DVD já estão em 70% dos lares. Dá para chegarmos pelo menos ao mesmo nível com as câmeras digitais nos próximos anos", diz Andrade, da Olympus.

Evolução

Além de chegar aos domicílios, os fabricantes têm como meta colocar uma câmera na mão de cada habitante da residência. A mudança radical de hábitos que a tecnologia digital trouxe tornou a meta bastante factível. "Na era analógica, as famílias tinham apenas uma câmera, que era compartilhada por todos", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do Brasil. "Hoje a máquina fotográfica é de uso individual. Além do pai, a mãe e os filhos também têm ou querem ter seu próprio equipamento."

O avanço das redes sociais na internet também contribui para o fenômeno da onipresença da câmera fotográfica. Afinal, uma boa parte da informação publicada pelos usuários de serviços como Facebook, Orkut e Twitter (sem falar no Flickr, que é próprio para publicar fotografias) é baseada em imagens.

Quem acompanhou os primórdios da fotografia digital não podia imaginar o tamanho da revolução que viria pela frente. Os primeiros modelos que dispensavam o filme, lançados comercialmente no final dos anos 1990, eram caros e rudimentares --a Sony Mavica, por exemplo, utilizava disquetes de 1,4 Mbytes para armazenar as precárias imagens que captava (essa quantidade de dados é insuficiente hoje para guardar sequer uma fotografia produzida em alta resolução). Ampliar as fotos no papel era uma decepção, já que os primeiros sensores digitais eram muito inferiores aos filmes em termos de absorção de luz.

Muitas câmeras mais novas, mesmo as mais simples, produzem imagens com pelo menos 10 Mpixels ou 12 Mpixels --o suficiente para que uma fotografia seja ampliada do tamanho que o consumidor desejar. Com a concorrência cada vez mais acirrada, os fabricantes estão se esforçando para inovar. As máquinas estão ficando menores, mais leves, mais bonitas, mais coloridas (o cor-de-rosa é um enorme sucesso) e cheias de funções inovadoras: há câmeras que se conectam à internet via Wi-Fi, o que dispensa o computador para fazer upload das fotos para as redes sociais; outras fazem imagens tridimensionais; alguns modelos possuem telas na parte da frente, para facilitar a vida de quem gosta de fazer autorretratos; e existem equipamentos à prova d'água e que resistem a quedas, entre outras bossas. 

Condenação

Homem é condenado após publicar vídeo ofendendo servidora

O caso ocorreu em 2019 e obteve desfecho agora em 2026, sete anos após o ocorrido

29/05/2026 11h20

Homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública

Homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública Foto: Arquivo

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Um homem foi condenado pela 8ª Vara Cível de Campo Grande, a pagar uma indenização de R$ 10 mil, à uma servidora pública, após ele publicar um vídeo em 2019 proferindo ofensas verbais, o vídeo foi gravado durante o atendimento no órgão público. 

Conforme o inquérito, a autora da ação relatou que o réu, foi até o seu local de serviço para solicitar o seguro-desemprego, porém teve seu pedido negado. 

Visto que apresentou uma Carteira de Trabalho e Previdência Social, visivelmente alterada, indo contra as exigências legais. 

Ainda de acordo com a servidora, após a negativa do pedido, o homem passou a proferir ofensas verbais em voz alta e gravou um vídeo do atendimento, que posteriormente foi publicado em rede social. 

A publicação alcançou milhares de visualizações e gerou inúmeros comentários com teor ofensivo e ameaçador contra a servidora, deixando a vítima constrangida e abalada psicologicamente. 

Após o ocorrido, ela registrou um boletim de ocorrência e deu entrada com um processo judicial pedindo a remoção do conteúdo e indenização pelos danos sofridos. 

Ao ser citado no processo, o réu não apresentou contestação decretando dessa forma sua revelia, que é quando o acusado no processo não apresenta ou ignora o prazo. 

Na sentença proferida pelo juiz Mauro Nering Karloh, destacou que a vítima comprovou os fatos narrados, apresentando o vídeo gravado e capturas das publicações que foram feitas na rede social. 

Apesar do livre arbítrio ser constitucionalmente legal, existem limites como proteção à honra, à imagem e à dignidade das pessoas. 

Dessa forma, o magistrado entendeu que o réu ultrapassou os limites permitidos, por causa de um mero descontentamento com o atendimento realizado pela servidora. 

Por fim, ficou estipulado também que além da indenização fixada em R$ 10 mil, o autor terá que realizar a exclusão definitiva do vídeo no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00 limitada a 60 dias.

MATO GROSSO DO SUL

OAB/MS realiza votação para definir nomes ao cargo de desembargador

Advogados inscritos apresentaram propostas e passaram por sabatina nesta sexta-feira, em Campo Grande; relação com seis nomes será encaminhada ao Tribunal de Justiça para continuidade do processo de escolha do novo desembargador

29/05/2026 11h10

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS

Conselheiros estaduais e membros vitalícios da OAB/MS participam, nesta sexta-feira, da votação que definirá a lista sêxtupla para vaga de desembargador do TJMS Marcelo Victor

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) realiza nesta sexta-feira (29), em Campo Grande, a votação que definirá a lista sêxtupla para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pelo Quinto Constitucional. Pela manhã, os candidatos inscritos participaram de apresentação pública e sabatina antes do início da escolha, feita por conselheiros estaduais e membros vitalícios da entidade.

A vaga foi aberta após a exoneração do desembargador Ary Raghiant Neto, que deixou o cargo pouco mais de três anos após assumir a cadeira para retornar à advocacia. Ele havia sido nomeado em 2022 pelo então governador Reinaldo Azambuja (PL), também por meio do Quinto Constitucional.

Ao todo, nove candidaturas foram homologadas pela OAB/MS. Conforme as regras do edital, a lista será composta por três homens e três mulheres. Após a definição da lista sêxtupla, os nomes serão encaminhados ao Tribunal de Justiça, responsável por reduzir a relação para uma lista tríplice. A escolha final caberá ao governador Eduardo Riedel (PP).

O Quinto Constitucional é um mecanismo previsto no artigo 94 da Constituição Federal que reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público, com o objetivo de ampliar a representatividade na composição do Judiciário.

Entre os candidatos está a ex-procuradora-geral do Estado Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o comando da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) em abril para disputar a vaga. Especialista em Direito Tributário pelo IBET (Instituto Brasileiro de Estudos Tributários), ela também possui MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Também disputa a vaga Regina Iara Ayub Bezerra, advogada com atuação nas áreas empresarial, tributária e administrativa. Outro nome na disputa é Augusto Cesar Guerra Vieira, advogado com atuação de assessor de desembargador no Tribunal de Justiça e fundador do escritório Vieira e Guerra Advogados.

Na área criminal, José Roberto Rodrigues da Rosa atua como advogado e psicólogo, com pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal. Já José Eduardo Chemin Cury é sócio do escritório Pradebon, Cury & Luna Advogados Associados e possui especialização em Direito Administrativo, Constitucional e Eleitoral.

A lista de inscritos ainda reúne Silmara Salamaia Gonçalves, presidente da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS no triênio 2025-2027; Ewerton Araújo de Brito, advogado e professor de Processo Penal e prática penal na Unigran, além de ex-presidente da 4ª Subseção da OAB em Dourados e Itaporã; Mário Augusto Garcia Azuaga, que atua em diversas áreas do Direito em municípios do interior do Estado; e Maristela Fernandes Del Picchia, advogada com atuação em Mato Grosso do Sul.

Até a publicação desta matéria, o resultado oficial da votação ainda não havia sido divulgado pela OAB/MS.

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