Apesar das poucos estruturas restantes ainda se manterem presentes, a manhã em frente ao Comando Militar do Oeste - na avenida Duque de Caxias, em Campo Grande -, se mostrou calma e despovoada.
Ainda que na noite de ontem (08) os ânimos estivessem elevados, reflexo dos atos de vandalismo iniciados em Brasília - e que teve desdobramentos por diversos outros Estados, entre eles o Mato Grosso do Sul -, a manhã se mostrou diferente.
Aqueles toldos brancos, cerca de meia dúzia, ainda são vistos no local, servindo de proteção ao abrigo principal e para as poucas barracas que ainda seguem fixas.
Pelos canteiros já não são vistas pessoas ou cadeiras, apenas algumas poucas faixas que seguem pedindo "intervenção das formas armadas".
Já no fim da tarde de domingo (08), representantes desse movimento em Campo Grande, que são contra o novo presidente eleito - começaram o "reencontro" em frente ao CMO.
Fim dos "acampamentos patriotas"
Depois das lamentáveis cenas de destruição apresentadas por vândalos em Brasília, que tiveram seus atos classificados por vários setores da sociedade como "terroristas", junto do afastamento por 90 dias do governador do Distrito Federal, foi decidido pelo fim dos acampamentos em todo o território nacional.
Conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, em 24 horas deve acontecer uma "dissolução dos acampamentos realizados nas imediações dos quartéis generais e unidadades militares".
Ainda, a decisão determina a desocupação de vias e prédios públicos, em todo o território nacional, além da apreensão dos ônibus que levaram inclusive sul-mato-grossenses até o Distrito Federal. Você confere o texto na íntegra CLICANDO AQUI.
Como destaca o STF, essas medidas foram tomadas após o Supremo receber diversos pedidos, vindos da Advocacia-Geral da União (AGU), do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e de Andrei Rodrigues, que ocupa o cargo de diretor-geral da Polícia Federal no novo governo.
Importante frisar que o Comando Militar do Oeste foi contactado, através de sua assessoria de comunicação, com a intenção de saber se os acampamentos e pessoas serão desmobilizados do local, mas até a publicação desta matéria não tivemos uma resposta. (Colaborou Naiara Camargo)




