Cidades

Carteira de habilitação

CNH Social segue paralisado e governo estuda adequação a novas regras

Detran-MS não tem previsão de novo edital, pois aguarda implantação da CNH mais barata pelo governo federal

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O programa CNH Social, que é organizado pelo governo do Estado e pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), segue sem previsão de lançamento de novo edital e pode passar por adequações por causa das novas regras para obtenção da habilitação, instituídas no mês passado pelo governo federal.

Em agosto do ano passado, o órgão divulgou uma nota afirmando que o novo edital estava “em compasso de espera, condicionado às possíveis e relevantes alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no que se refere à desobrigatoriedade da frequência em autoescolas”.

E, realmente. Naquela época, as mudanças na legislação ainda estavam sendo debatidas entre as classes envolvidas, os Detrans e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Porém, no dia 9 de dezembro, o Diário Oficial da União (DOU)publicou a resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), oficializando as novas regras.

Com isso, esperou-se que o lançamento de um novo edital do programa CNH Social daria novos passos, o que não aconteceu até o momento. 

Em nota enviada ao Correio do Estado, o Detran-MS confirmou que ainda não há previsão de novas seleções pela difícil missão de determinar o número certo de aulas após as alterações na legislação, mantendo o programa à espera de possíveis adequações.

“Essas mudanças tornaram mais complexa a adaptação do programa CNH Social. A principal preocupação está na correta e transparente aplicação dos recursos públicos. A autarquia avalia que duas aulas práticas são insuficientes para alguém que nunca dirigiu aprender a conduzir um veículo, servindo apenas para quem já tem experiência, mas não tem habilitação”, esclarece.

“O desafio é definir quantas aulas seriam necessárias para garantir a formação adequada do condutor e como justificar o custeio de um número maior de aulas, se a resolução nacional exige apenas duas. Essa discussão deverá envolver técnicos do órgão, além da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), Secretaria de Fazenda e Secretaria de Governo”, complementa o órgão.

Última (e única) edição

Instituído por meio da Lei Estadual nº 5.806, de 16 de dezembro de 2021, a primeira seleção do programa ocorreu em 2022, quando foram abertas 5 mil vagas e foram entregues 1.309 CNHs, o que corresponde a apenas 20,7%, além de ter contado com cerca de 60 mil inscrições.

À época, o governo do Estado destinou R$ 16 milhões para o programa, o que equivale a um custo médio de R$ 3,2 mil por documento, valor idêntico ao desembolsado por qualquer pretendente que for em busca da habilitação por conta própria.

Desse valor, até março de 2024, segundo Priscilla Miyahira Borges, coordenadora do programa, quase R$ 5 milhões haviam sido efetivamente liberados para os centros de formação.

Quando a lei entrou em vigor, a própria diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho, afirmou ao site do órgão que a estimativa do departamento era “beneficiar cerca de 5 mil pessoas por ano, o que não aconteceu, uma vez que não houve mais editais lançados desde então.

À reportagem, o Detran-MS disse que foi constatado que alguns selecionados desistiram no decorrer do processo e culpou a inocência dos participantes em acreditar que conseguiriam o documento sem aulas ou qualquer outro tipo de avaliação. 

“Ao longo da execução da iniciativa, foi constatado que muitos participantes desistiram no meio do caminho ou não conseguiram aprovação, inclusive nos exames teóricos. Um dos fatores identificados foi a compreensão equivocada de parte dos candidatos, que acreditava que a inclusão no programa já seria a garantia de aprovação para a CNH, sem a necessidade de aulas ou avaliações”, explica.

Poderiam ter acesso ao benefício aqueles que preenchessem alguns requisitos, entre eles, estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal desde período anterior a 19 de fevereiro de 2022 e ter renda per capita de até meio salário mínimo ou renda total de até dois salários mínimos, bem como saber ler e escrever. Também era necessário que o cidadão morasse no Estado há, pelo menos, dois anos.

Primeiros efeitos

A CNH do Brasil, como foi apelidada a mudança para obtenção do documento, chegou com o objetivo de baratear o processo e, também, habilitar aqueles que já dirigiam ilegalmente sem habilitação. Já como efeito desta nova resolução, o Detran-MS oficializou uma das primeiras mudanças.

O exame de aptidão física e mental passa a custar R$ 75 e a avaliação psicológica, R$ 105, totalizando R$ 180, quase a metade do valor praticado anteriormente no Estado. Antes da adequação, Mato Grosso do Sul cobrava R$ 182,60 pelo exame psicológico e R$ 128,62 pelo médico, somando R$ 331,22.

A mudança atende à Portaria nº 927/2025 da Senatran, que estabeleceu em R$ 180 o teto máximo nacional para a cobrança conjunta dos exames médico e psicológico.

detran

Sistema falha e exame prático da CNH com novas regras é suspenso

Provas sem baliza, com aumento de pontos e alterações no percurso começariam nesta segunda, mas foram canceladas

26/01/2026 12h29

Baliza não será mais realizada no Detran, passando a valer estacionamento na rua

Baliza não será mais realizada no Detran, passando a valer estacionamento na rua Detran/MS

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Os exames práticos para a expedição da carteira nacional de habilitação (CNH), com as novas regras estabelecidas em portaria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e que começariam nesta segunda-feira (26), foram suspensas devido a falhas no sistema do órgão.

Portaria com as alterações, que incluem a extinção da baliza e o aumento do limite de pontos que podem ser perdidos durante o exame prático, entraram em vigência hoje, mas candidatos que tinham provas marcadas foram surpreendidos com mensagem informando sobre o cancelamento.

Em nota, o Detran informo que foi identificada uma inconsistência durante o processo de migração do sistema para as novas regras da avaliação prática.

"Nossas equipes técnicas já estão atuando para identificar a causa e promover a devida correção, mas ainda não há um prazo para retorno do sistema", diz a nota.

Além das alterações nas regras do exame prático, entrou em vigência na última sexta-feira (23) os novos valores dos Exames de Aptidão Física e Mental e da Avaliação Psicológica para primeira habilitação, renovação ou alteração da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que ficaram mais baratos no Estado.

O valor do Exame de Aptidão Física e Mental foi fixado em R$ 75,00, enquanto a Avaliação Psicológica passou a custar R$ 105,00.

Já quanto aos exames práticos, portaria com as alterações foi publicada no último dia 20 de janeiro, no Diário Oficial do Estado, com vigência a partir de hoje.

Novas regras

Conforme reportagem do Correio do Estado, entre as principais mudanças destaca-se o aumento do limite de pontos que podem ser perdidos durante o exame prático.

Até então, o candidato poderia perder até três pontos, com faltas classificadas como leves (1 ponto), médias (2 pontos) e graves (3 pontos).

Na nova regra, o candidato pode perder até 10 pontos, com classificação dos erros alinhada às infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), da seguinte forma: infração leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos).

Outra alteração significativa é a dispensa da etapa de baliza no exame prático, que passa a ser realizada exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito do Detran.

Nos veículos utilizados no exame, permanece a necessidade de comando duplo. Já para a realização do exame em veículos particulares, ainda estão sendo definidos critérios específicos de segurança, que deverão ser observados tanto pelo candidato quanto pelo examinador.

O exame prático para veículos de quatro rodas continuará sendo realizado nos locais que atualmente já são utilizados para os percursos de avaliação da respectiva categoria. Nos municípios onde há mais de um bairro autorizado, a definição será feita por sorteio.

O tempo mínimo de duração do exame de percurso será de 10 minutos, durante os quais o candidato
deverá executar, no mínimo, as seguintes manobras e operações:

  • Seis conversões à esquerda;
  • Seis conversões à direita;
  • Três estacionamentos laterais;
  • Percurso em linha reta de, no mínimo, um, quilômetro, destinado à avaliação da mudança de marchas e
  • do desenvolvimento do veículo, observada a velocidade regulamentada da via;
  • Dois retornos, inclusive em canteiro central, quando as condições da via permitirem.

Como já ocorre, o resultado do exame prático de direção veicular será expresso por meio de pontuação variável, iniciando o candidato com nota zero, à qual serão acrescidos pontos conforme as infrações de trânsito cometidas durante a prova.

Será considerado aprovado no exame prático de direção veicular o candidato cuja nota final não seja superior a 10 pontos.

No caso do exame de motos, será desconsiderado da avaliação o obstáculo “prancha”. O candidato continua tendo que realizar as manobras sem invadir as linhas demarcatórias, sem colidir ou encostar nos cones, sem
colocar os pés no chão e sem desequilíbrios que incorram em quedas do condutor e veículo.

As alterações atendem resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que dispõe sobre a edição do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, com o objetivo de padronizar os procedimentos em todo o território nacional.

No entanto, até a publicação desse manual, cada Departamento Estadual de Trânsito (Detran) permanece responsável pela definição de suas próprias normas.

* Matéria atualizada às 13h01 para acréscimo de informações

SAÚDE

MS entra na lista de prioridade para receber Implanon pelo SUS

Com eficácia superior a 99% e duração de até três anos, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente

26/01/2026 12h01

A definição do estado como prioridade ocorreu após solicitação apresentada pela deputada federal Camila Jara (PT-MS) ao ministro da Saúde

A definição do estado como prioridade ocorreu após solicitação apresentada pela deputada federal Camila Jara (PT-MS) ao ministro da Saúde

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O Ministério da Saúde definiu Mato Grosso do Sul como um dos estados prioritários no envio do implante contraceptivo subdérmico Implanon, método de longa duração que passa a integrar de forma ampliada a oferta do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com eficácia superior a 99% e duração de até três anos, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente. No setor privado, o custo pode variar entre R$ 900 e R$ 4 mil, o que historicamente restringiu o acesso ao dispositivo a uma parcela reduzida da população.

Em Campo Grande, o implante já começou a ser distribuído nas unidades de saúde, após anúncio feito pelo Ministério da Saúde em dezembro. A prefeitura recebeu cerca de três mil unidades do método, e a procura tem sido intensa desde o início da oferta.

Para garantir a ampliação do serviço, médicos e enfermeiros da rede municipal passaram por capacitação específica para a inserção do dispositivo, com a meta de habilitar profissionais em todas as regiões da cidade.

Além da prevenção da gravidez não planejada, o Implanon também pode ser indicado em alguns casos para o tratamento de endometriose, ampliando seus benefícios à saúde da mulher. Mesmo com a chegada do implante, o SUS segue ofertando outros métodos contraceptivos, como pílulas, injeções, DIU de cobre, preservativos e procedimentos definitivos, sendo a escolha feita de forma individualizada após avaliação clínica.

A prioridade dada a Mato Grosso do Sul leva em conta a necessidade de ampliar o acesso ao método em áreas indígenas, rurais e periféricas, onde a oferta de serviços especializados é historicamente mais limitada.

Mulheres interessadas devem procurar a unidade de saúde de referência para agendar consulta de planejamento sexual e reprodutivo.

A definição do estado como prioridade ocorreu após solicitação apresentada pela deputada federal Camila Jara (PT-MS) ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que pediu atenção especial ao envio do método e à capacitação das equipes locais.

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