Cidades

LENTIDÃO

Depois de um ano, só 218 dos 5 mil escolhidos tiraram a CNH Social

A lei estadual prevê 5 mil documentos por ano, mas o prazo acabou e os últimos 1,3 mil da primeira leva estão sendo convocados somente agora

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Sancionada em 17 de dezembro de 2021 prevendo a emissão de 5 mil documentos por ano, o Programa da CNH Social garantiu até agora apenas 218 documentos, um ano depois do início dos cursos de formação, em setembro do ano passado, de acorco com o Detran. Pela previsão inicial, os primeiros cinco mil deveriam estar com os processos concluídos e uma segunda seleção deveria estar em andamento.

E o processo para conclusão destes primeiros cinco mil selecionados está longe de acabar. Ao longo desta semana estão sendo convocados os últimos 1.329 pretendentes para iniciarem o processo de 45 horas de aula teórica, exame médico, 20 ou 26 aulas práticas e o exame prático no Detran. Legalmente eles têm, a partir de agora, 12 meses para concluírem os trâmites.

Em média, os pretendentes fora do programa que se inscrevem nas auto-escolas levam entre três a quatro meses para concluírem o processo de obtenção da CNH, conforme Henrique José Fernandes, presidente do sindicato dos Centros de Formação de Condutores.

Embora o Detran não tenha informado o tempo médio para emissão do documentos das pessoas contempladas no programa, o baixo número de documentos emitido até agora deixa claro que o ritmo está aquém do esperado.

Para Henrique Fernandes, uma das principais explicações para a lentidão é a idade avançada das pessoas escolhidas, já que este foi um dos critérios de escolha dos candidatos (maior idade, menor renda, maior número de integrantes da família, além da data e hora da inscrição).

“Acho que pelo menos 80% dos escolhidos têm mais de 60 anos. Tem muita gente com até 75 anos. Nada contra essas pessoas, mas muitas delas têm dificuldades de aprendizado, muitas têm dificuldade para usar computador (a prova teórica é em computador) e, principalmente, com apenas 20 ou 26 horas de aula prática, acabam reprovando no exame prático”, opina Henrique.

Além disso, explica ele, caso queiram mais de 26 horas de aula pática, precisam bancar o custo. E muitas destas pessoas não tem condições financeiras, já que pelo programa do Governo, as auto-escolas cobram pelo menos R$ 68,00 por hora.

De acordo com o Detran, dos cerca de 3,321 convocados até a semana passada, cerca de 730 nem mesmo compareceram para fazer o documento (22% dos selecionados). E, daqueles que começaram, 2.559 estão com o processo em aberto ainda.

De acordo com a assessoria “essas pessoas estão em alguma das etapas do processo de primeira habilitação, que é longo e complexo”. 

Porem, para o presidente do sindicato, que desde 94 atua no setor e durante oito anos antes disso foi examinador do próprio Detran, “a maior parte destas pessoas já reprovou ou desistiu porque não conseguiu passar nos exames teóricos e práticos”.

E estas reprovações, de acordo com ele, acabam trazendo reflexos negativos para os Centros de Formação de Condutores, que correm risco de serem descredenciados pelo Detran caso tenham índice de aprovação inferior a 60% dos alunos.

“Já estamos até vendo com o comando do Detran para alterar esses critérios de descredenciamento. Se isso não mudar, vai faltar gente interessada em atender esse programa, que é muito bom, mas que precisaria ter os critérios de seleção revistos”, lembra. Ele se refere principalmente ao critério da idade.

De acordo com dados divulgados pelo Governo do Estado, que está investindo R$ 16 milhões, quase 70 mil pessoas se inscreveram para conseguir a CNH gratuita, cujo valor está na casa dos R$ 3 mil. Conforme o projeto, foram disponibilizadas 1.180 vagas para a categoria A (moto), 1.000 vagas para a categoria B (carro) e 2.570 vagas para a categoria AB (moto e carro), que tem custo superior às duas anteriores.

Da abertura do registro, como todo processo de habilitação, o candidato tem até 12 meses para concluir as etapas de exames e avaliações teóricas e práticas.  

VAGAS POR REGIÃO

Localidades

n.º de selecionados

Campo Grande

1.650

Dourados e região

800

Naviraí e região

300

Três Lagoas e região

300

Ponta Porã e região

300

Paranaíba e região

250

Municípios da região da Capital

250

Corumbá e Ladário

250

Nova Andradina e região

250

Aquidauana e região

250

Jardim e região

200

Coxim e região

200


 


 

Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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