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ULTIMA RATIO

CNJ julga mais dois desembargadores de MS envolvidos em escândalo

Conselho deve decidir nesta terça-feira se abre PAD contra Vladimir Abreu e Alexandre Bastos. Além disso, define se eles seguirão ou não afastados do cargo

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Um mês depois de abrir, por unanimidade, Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  decide nesta terça-feira (9) se adota medida semelhante contra mais dois magistrados supostamente envolvidos em um esquema de venda de sentenças judiciais apontada pela Polícia Federal. 

Na última sessão ordinária do ano, estão na pauta do CNJ os nomes dos desembargadores Alexandre Aguiar Bastos e Vladimir Abreu da Silva. Ambos estão afastados de suas funções desde 24 de outubro do ano passado, data em que a PF deflagrou a operação Ultima Ratio. 

No mesmo dia também foram afastados os desembargadores Sideni Soncine Pimentel, que se aposetou no mês passado, e Marcos Brito. Contra estes o CNJ decidiu no dia 11 de novembro abrir Processo Administrativo Disciplinar. O desembargador Sérgio Martins, que também chegou a ser afastado do TJ, foi reconduzido ao cargo pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em novembro, além da abertura do PAD, os conselheiros também decidiram manter afastado o desembargador Marcos Brito. Caso ele seja condenado pelo CNJ, a punição será a aposentadoria compulsória. E, mesmo assim, vai continuar recebendo salário de magistrado. 

O julgamento do desembargador Vladimir Abreu é o décimo primeiro assunto da pauta do CNJ desta terça-feira, que abriu a sessão às 09 horas (MS). Alexandre Bastos, por sua vez, é o 14º e último tema da sessão que encerra as atividades do Conselho neste ano. Por conta disso, é provável que ambos os casos sejam analisados somente no começo da tarde. 

Inicialmente o nome de Alexandre Bastos não estava na pauta de julgamentos desta terça-feira, mas o corregedor do CNJ, Mauro Campbell Marques, alterou o cronograma e incluiu o desembargador de Mato Grosso do Sul.

Os dois desembargadores que terão as denúncias analisadas nesta terça-feira foram acusados pela Polícia Federal por conta de uma série de decisões judiciais que teriam tomado para beneficiar seus filhos, que são advogados, em troca de vantagens financeiras.  

DEMORA

Caso ocorra abertura do PAD no Conselho Nacional de Justiça, isso não significa, necessariamente, que Alexandre Bastos e Vladimir Abreu, sofram alguma punição. E, mesmo que sejam condenados, receberão aposentadoria como qualquer outro magistrado. 

Assim como ocorre com a maior parte das ações judiciais, as questões administrativas, que é o caso de um PAD, normalmente não têm muita celeridade. Porém, assim como ocorreu com Marcos Brito, o CNJ pode votar pela sua volta ou não ao cargo no TJ. 

Contra o desembargador aposentado Divoncir Maran, que em abril de 2021 soltou um traficante condenado a 126 anos de prisão, foi aberto um PAD em 2023 e até agora não foi julgado. Ele está aposentado desde abril do ano passado e já foi punido pelo próprio Tribunal de Justiça. 

Contra a desembargadora aposentada Tânia Borges, que já foi punida por ter tirado da prisão seu filho, preso com munições e drogas, tramita um caso no CNJ desde 2018. Ela foi acusada de manter elo com integrantes da chamada máfia do cigarro. 
 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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