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CONCURSO

Com 11 concorrentes, MPE define próximas etapas do concurso para Promotor Substituto

Os salários para o cargo superam R$ 100 mil e foram quase 2 mil advogados inscritos

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Nesta segunda-feira (07), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) divulgou, o cronograma das próximas fases do XXX Concurso Público para Promotor de Justiça Substituto, que foi realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura - (Fapec), e gerou polêmica após reprovar 100% dos 186 candidatos que participaram da segunda fase do certame.

De acordo com o que foi detalhado no Diário Oficial do MPMS, desses 186 que teriam reprovado na segunda fase do concurso, apenas cerca de 31% buscou uma revisão, o que resultou em 58 análises de recursos mais recente e nos nomes daqueles que devem ingressar na carreira do Ministério no cargo de Promotor de Justiça Substituto.

Conforme divulgado pelo Correio do Estado, a análise dos recursos feita pelo órgão, 11 pessoas foram consideradas aprovadas e seguem na disputa pelas vagas de Promotor de Justiça Substituto, com salários que chegam a R$ 100 mil.

Esse concurso oferece dez vagas, sendo sete para ampla concorrência, uma para pessoa com deficiência (PcD) e duas para negros/indígenas.

As próximas etapas do processo seletivo estão assim definidas:

  • 03 de agosto de 2025: avaliação psicotécnica;
  • 05 de setembro de 2025: sorteio da ordem de arguição e entrega dos autos para a prova de tribuna;
  • 07 e 08 de setembro de 2025: provas orais;

Na sequência, os próximos passos serão a apresentação de títulos, exames de sanidade física e mental, investigação social e análise de vida pregressa.

O concurso, que vai preencher vagas na carreira de Promotor de Justiça Substituto, exige dos candidatos bacharelado em Direito e, no mínimo, três anos de atividade jurídica.

O QUE DIZ O EDITAL?

Para ser aprovado, é importante lembrar que o candidato precisaria obrigatoriamente tirar pelo menos cinco pontos em todas as provas, além de obter uma média geral de no mínimo seis pontos. 

Sendo um dos maiores salários do País, o edital do 30° concurso anunciava salário inicial de pouco mais de R$ 32,2 mil.
 
Com 1,9 mil inscritos e uma taxa de R$ 323,00, a Fapec recebeu em torno de R$ 630 mil somente dos advogados que tentaram o concurso, sendo mais R$ 497 mil do próprio MPMS, que contratou a Fundação sem licitação. 

No concurso anterior (29º), que também ofereceu dez vagas, oito candidatos foram aprovados e desde setembro do ano passado trabalham na instituição. Todos são procedentes de outros estados.

SALÁRIO

O edital do concurso atual anunciava salário inicial de pouco mais de R$ 32 mil. Porém, a grande maioria dos promotores e procuradores de Mato Grosso do Sul recebe acima de R$ 100 mil ao final de cada mês

Além do salário-base, eles recebem auxílio-alimentação, transporte, saúde e educação para driblar o teto salarial estipulado pela Constituição, atualmente de R$ 46,3 mil. 

Além disso, o MPE adotou o que se pode chamar de super-penduricalhos e que consomem em torno de R$ 5 milhões por mês dos cofres públicos somente com promotores e procuradores da ativa.

Enquanto que o axílio-alimentação garante, em média, “apenas” R$ 3,5 mil no bolso de um  procurador de justiça de Mato Grosso do Sul, a “compensação de plantão” rende até R$ 38 mil. E, a chamada “cumulação”, outros R$ 12,5 para a mesma pessoa, escolhida aleatoriamente no site da instituição, que não divulga mais nominalmente o valor dos salários.

O site da transparência do MPE não cita mais os nomes dos servidores. Disponibiliza apenas o número da matrícula e o local de lotação. Além disso, os valores estão divididos em várias tabelas, o  que dificulta a descoberta do valor exato que cada servidor recebe, embora a legislação determine total transparência.

Vetado para a grande maioria dos servidores públicos desde a reforma previdenciária de 1997, a licença-prêmio, que garante três meses de “férias” a cada cinco anos de trabalho sem faltas injustificadas, é outro privilégio que engorda os salário dos membros do MPE.

Colaborou Leo Ribeiro e Neri Kaspary

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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