Cidades

Expectativa

Com 23 mil votantes, Fetems elege diretoria nesta segunda

Votação encerrou às 18h em todo estado; resultado deve ser divulgado às 22h

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Cerca de 23 mil trabalhadores da educação participaram da eleição da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), realizada nesta segunda-feira (2) em todo o estado. 

Realizada das 8h às 18h, nos Sindicatos Municipais dos Trabalhadores em Educação (Sinteds) de cada município, a disputa contou com duas chapas definirá a nova diretoria para o quadriênio 2025/2029. "Fetems Forte e Unida", a Chapa 1 é liderada pela atual vice-presidente, Deumeires Batista, ao passo que a Chapa 2, "Alternativa", é chefiada por Joaquim Neto.

Cabe destacar que cada cidade possui uma comissão própria para apurar e encaminhar os resultados à Comissão Eleitoral Central, onde apenas filiados podem participar da eleição. Além dos dirigentes, professores também elegem 14 representantes regionais.

A Comissão Eleitoral Central ficará responsável pela totalização e a previsão é que o resultado seja divulgado por volta das 22h desta segunda. 

Questionado pelo Correio do Estado, Joaquim Neto destacou que o processo eleitoral foi um pouco conturbado em todo o estado, entretanto, se vencer, a prioridade da chapa será promover a reintegração da categoria em todo o estado. 

Joaquim Neto, líder da chapa "Alternativa" / Foto: Gerson Oliveira

“Nós sentimos e percebemos que a categoria está desacreditada na gestão atual. Não tem democracia, não tem transparência. Vamos fazer uma Fetems integrada, onde possamos escutar uma base forte, ou seja, queremos trazer a categoria para dentro da Fetems”, disse. 

De acordo com Joaquim, a atual eleição foi um tanto conturbada. “As eleições têm de mudar, tem de ser no sábado, domingo. O professor sair da escola lá na moreninha às 17h, não vai vir votar, não há interesse em votar”. 

Adversária, Deumeires Batista destacou que, em caso de vitória, a prioridade será fortalecer os professores ativos e aposentados, além de servidores administrativos.

“Estamos em uma luta muito dura para reduzir ou erradicar a diferença salarial entre professores efetivos e professores convocados. Uma das nossas maiores pautas nesse sentido é a realização do concurso público, que traz estabilidade salarial, carreira e dignidade aos professores, além de acabar com os descontos de 14% que tem prejudicado os nossos aposentados e aposentadas”, destacou.

Chapa 1 é liderada pela atual vice-presidente, Deumeires Batista / Foto: Gerson Oliveira

Conforme a atual vice-presidente, o momento é de “engrossar” a luta nacional contra a privatização da escola pública. 

Saiba* 

Por regra estatutária, o atual presidente da Fetems, Jaime Teixeira, cumpre seu segundo mandato e não pode concorrer novamente à presidência. Ele disputa o cargo de secretário de Finanças na chapa 1.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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