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Com alta nos casos de dengue, MS amplia ações para controle do mosquito em 2026

Nos 10 primeiros dias do ano, já foram registrados 132 casos prováveis da doença no Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul se prepara para um ano com alto índice de casos de dengue. 

De acordo com o boletim com dados da doença nos primeiros 10 dias de 2026, já foram constatados 132 casos prováveis de dengue em todo o Estado, sendo 2 confirmados. 

Esse número é maior que o observado no mesmo período do ano passado, quando foram 58 casos prováveis. 

Com isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) já começou a implantar medidas de prevenção e ações de controle vetorial para enfrentar a proliferação do Aedes aegypti. 

Entre as principais medidas fortalecidas estão o bloqueio químico adequado, com o uso de bomba costal motorizada, além da ampliação da Borrifação Residual Intradomiciliar, que passará a ser feita em todos os municípios em 2026. 

A prática consiste no uso de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, como locais com grande circulação de pessoas, que garante uma proteção por várias semanas. 

Para o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, os trabalhos neste ano visam garantir que as ações sejam executadas de forma regionalizada. 

“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica.

Outra ação é a fase final de implantação das chamadas armadilhas ovitrampas em todos os municípios do Estado, que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Faltam apenas nove municípios para a conclusão total dessa etapa. 

Também será ampliado o uso das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que utilizam o próprio mosquito como armadilha. 

“O mosquito entra em contato com o larvicida e acaba levando esse produto para outros recipientes que muitas vezes não são visíveis ou acessíveis, como calhas, telhados ou áreas de construção. Isso nos permite um controle muito mais eficiente”, detalha Mauro Lúcio.

Visita domiciliar 

Outra meta da SES é a visita domiciliar em 100% dos municípios, prática que é considerada a principal ferramenta de prevenção da doença, pois é voltada à identificação de focos do mosquito e orientações aos moradores pelos agentes de combate a endemias. 

Também será reforçada a importância dos mutirões de limpeza. 

“Não basta apenas recolher lixo. É fundamental identificar qual é o depósito predominante em cada município, seja lixo, caixas d’água, tonéis, fossas ou outros recipientes. Com base nesses dados, as ações se tornam mais eficientes”, reforça o coordenador estadual de Controle de Vetores. 

As ações contam ainda com apoio da Vigilância Sanitária, especialmente em pontos estratégicos como borracharias e ferros-velhos.

A SES reforça que a participação da população nas campanhas e ações é primordial para o sucesso das iniciativas e prevenção da doença. 

“A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone. 

A recomendação da SES é de que cada morador reserve, pelo menos, 10  minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água. 

Histórico de 2025

Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com 8.461 casos confirmados e 20 mortes por dengue. Os dados representam uma queda de 47,86% em relação ao número de casos do ano anterior, quando foram confirmados 16.229. As mortes também tiveram queda, passando de 32 em 2024 para 20 no ano passado.

Com relação aos óbitos, oito vítimas eram mulheres e 12 homens, com idades entre 12 e 88 anos. As mortes ocorreram nos municípios de Antônio João, Aparecida do Taboado, Iguatemi, Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. 

Quanto à vacinação, 201.633 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas na população alvo até o fim do ano. 

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Nova Regulamentação

Agetran autoriza teste de bicicleta elétrica e patinetes compartilhados

O período experimental terá duração de 90 dias, podendo ser revogado à qualquer momento

22/06/2026 12h00

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de uma publicação feita no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta segunda-feira (22), ficou estabelecido que Campo Grande passará por um período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas. 

Os testes terão a duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). 

Inicialmente a implementação não será imediata e ainda não foi sinalizado qual ou quais empresas estariam interessadas em investir no projeto. 

Caso a empresa tenha interesse em assumir este projeto, será necessário submeter um Plano Operacional, cumprindo alguns requisitos básicos solicitados no Diogrande. 

De acordo com o Diário Oficial, as empresas terão que ter algumas garantias, como disponibilizar um canal gratuito para que os usuários e fiscalização, facilitando a comunicação entre empresa e cidadão. 

Devem garantir também a manutenção dos equipamentos e a preservação do bom estado para o uso. O recolhimento dos patinetes e bicicletas, também será de responsabilidade da empresa.

A Agetran ainda solicita que os dispositivos tenham tecnologias como GPS e um sistema chamado “geofencing”, que pode bloquear o uso ou limitar a velocidade em certas áreas, como calçadões e praças específicas. 

Ainda no plano operacional, terão que ser apresentados pontos como, as áreas exatas onde os equipamentos vão circular, a quantidade de patinetes e bicicletas que serão colocados nas ruas, como será feita a manutenção e o atendimento ao usuário e como a empresa vai monitorar a frota em tempo real.

A Agetran além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica sob incumbência da agência a delimitação de áreas onde poderá acontecer os patinetes e bikes poderão circular.
 

TERMO ADITIVO

Clínica de SC recebe 5 milhões para esterilizar cães e gatos em MS

A empresa catarinense também foi contratada para prestar serviço de aplicação e registro de microchips nos animais

22/06/2026 11h45

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Foto: Freepik

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, destinou R$ R$ 5.587.500 à empresa Dengoso e Manhosos Clínica Veterinária, que tem sede em Joinville, Santa Catarina. 

A empresa catarinense foi contratada para prestar o serviço de esterilização cirúrgica, aplicação e registro de microchips em cães e gatos.

O termo aditivo garantiu acréscimo de 25% ao valor do Contrato nº003/2025. Com isso, a empresa ganhará mais R$ 1.117.500,00, além dos R$ 4.427.982,00 que já recebeu do Governo de Mato Grosso do Sul. Só em 2026, o Estado já empenhou R$ 1.825.324,50 à clínica.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Além da proteção, também age no controle populacional de cães e gatos, combate a maus-tratos e abandono.


 

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