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Com 167 casos de HTLV em Campo Grande, governo federal determina notificação compulsória da doença

A medida anunciada pelo Ministério da Saúde vale para todo o país com foco nos casos em gestantes e crianças

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O governo federal estabeleceu a notificação compulsória de casos de HTLV em gestantes e crianças expostas ao vírus em todo o Brasil. Em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) já notificou 167 casos positivos desde janeiro de 2006, seguindo resolução estadual. Nos últimos cinco anos, foram registrados 29 casos na capital, sendo que a nova determinação do Ministério da Saúde amplia a abrangência da notificação para incluir situações que anteriormente não se enquadravam nos critérios estabelecidos.

Os serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, em todo o país, passam a ter a obrigação de notificar compulsoriamente casos de infecção pelo vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) em gestantes, parturientes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical (da gestante para o feto).

A inclusão do HTLV na lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de Saúde Pública foi oficializada por meio de uma portaria publicada na última quinta-feira (15/2).

Em nota ao Correio do Estado, a Secretari Estadual de Saúde (SES/MS) informou que aguarda a orientação do Ministério da Saúde acerca dos critérios para notificação e construção da ficha do HTLV em Mato Grosso do Sul.

Por sua vez, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que realiza as notificações de casos de HTVL desde 2006 e que realiza o acompanhamento dos pacientes, sejam mulheres ou crianças, inibindo a lactação da mãe infectada e oferecendo leite para os filhos dessas mulheres, assim como acontece com o HIV.

Os atendimentos em Campo Grande são oferecidos pelos centros de referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas (Cedip) e Hospital Universitário (HU).

Sobre a doença

O diagnóstico de HTLV é obtido através de exame laboratorial, realizado em pesquisa de rotina ou no pré-natal, e das coletas do Hemossul, contanto, anteriormente, casos que não se enquadravam nos critérios estabelecidos pela resolução não eram notificados pela Sesau, o que é alterado com a nova definição do Ministério da Saúde.

De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, o próximo passo envolve a definição, em colaboração entre entidades federais, estaduais e municipais, do rastreamento universal das gestantes e testes confirmatórios, com previsão para serem implementadas ainda em 2024.

“A notificação compulsória do HTLV permite estimar o número de pessoas com o vírus e a quantidade de insumos necessários, além de qualificar a rede de atenção para atendimento dessa população. No caso de notificação de crianças expostas, auxilia no monitoramento dos casos pela vigilância epidemiológica e o acompanhamento ambulatorial dessas crianças até a definição do estado sorológico”, afirma.

Adicionalmente, serão estabelecidos critérios para notificação, instrumentos apropriados, aprimoramento das equipes de vigilância epidemiológica em âmbito municipal e estadual, definição de fluxo para notificação e monitoramento constante dos casos identificados.

Casos

No Brasil, estima-se que mais de 800 mil pessoas estejam infectadas pelo HTLV. A transmissão do vírus pode ocorrer através de relações sexuais desprotegidas e pelo compartilhamento de seringas e agulhas. Além disso, a transmissão vertical, principalmente durante a amamentação e, mais raramente, durante a gestação e o parto, também é possível.

A coordenadora-geral de Vigilâncias das Infecções Sexualmente Transmissíveis, Pâmela Gaspar, enfatiza que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza recursos para a prevenção, oferecendo inibidores de lactação e fórmulas lácteas para bebês cujas mães vivem com o vírus.

“Estamos falando de uma infecção que atinge, principalmente, pessoas em maior vulnerabilidade social. Embora não exista cura para o HTLV, os esforços da Saúde estão voltados para o controle da infecção e para os cuidados das pessoas que vivem com o vírus”, explica.

O Ministério da Saúde estabeleceu como meta a eliminação da transmissão vertical do HTLV até 2030, alinhando-se às diretrizes da Organização Mundial de Saúde, à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e às diretrizes da Organização Pan-Americana da Saúde.

Brasil Saudável

Lançado em 2024, o programa Brasil Saudável, uma ramificação do Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente (Ciedds), centraliza ações intersetoriais destinadas à erradicação da transmissão vertical de HTLV, assim como de outras infecções e doenças socialmente determinadas, tais como hepatite B, HIV, sífilis e doença de Chagas, por meio de políticas públicas.

Essa iniciativa posiciona o Brasil como pioneiro ao estabelecer uma política governamental específica para a eliminação ou redução de doenças e infecções que impactam de forma mais acentuada as populações vulneráveis.

O programa, fruto da colaboração entre 14 ministérios e com a participação ativa da sociedade civil, vai além do tratamento em saúde, abrangendo diretrizes que incluem políticas públicas voltadas para a mitigação das vulnerabilidades sociais.

Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical

Com o propósito de reconhecer, promover e estimular estratégias e iniciativas para a eliminação da transmissão vertical de doenças socialmente determinadas, o Ministério da Saúde concede certificados de eliminação e selos de boas práticas aos estados e municípios que atingem as metas preestabelecidas e cumprem os critérios mínimos de avaliação.

No ano de 2023, um total de 90 municípios e quatro estados solicitaram a certificação. Desse grupo, 73 foram agraciados, sendo que 45 receberam alguma forma de certificação para o HIV, três obtiveram algum tipo de certificação para sífilis, e 25 foram contemplados com certificado ou selo duplo para ambas as doenças, HIV e sífilis.

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FISCALIZAÇÃO

TCE faz pente fino em transporte escolar de MS

Cerca de 500 veículos que atendem 20 mil estudantes foram inspecionados no primeiro semestre

07/08/2026 11h00

Representantes dos órgãos realizaram fiscalizações no transporte escolar de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2026

Representantes dos órgãos realizaram fiscalizações no transporte escolar de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2026 Divulgação

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Contratos e despesas com transporte escolar que ultrapassam R$ 60 milhões foram alvo de fiscalizações realizadas no primeiro semestre deste ano em Mato Grosso do Sul. As operações alcançaram aproximadamente 500 veículos utilizados no atendimento de cerca de 20 mil estudantes das redes municipal e estadual de ensino.

O balanço foi apresentado durante reunião coordenada pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), que reuniu os órgãos integrantes do Termo de Cooperação Mútua do Transporte Escolar para avaliar as ações realizadas nos primeiros seis meses de 2026 e definir as atividades do segundo semestre.

Ao todo, foram realizadas seis ações de fiscalização no período. Três delas fizeram parte do Plano Anual de Fiscalização (PAF) e foram executadas conjuntamente pelas instituições que integram o acordo de cooperação. As outras foram monitoramentos de decisões e deliberações de conselheiro relator, conduzidos pelo próprio Tribunal de Contas.

A ação foi feita tanto nos veículos escolares urbano quanto no rural, responsáveis pelo deslocamento de alunos nos períodos matutino e vespertino.

Durante as operações, foram constatadas irregularidades em diversos veículos, que acabaram notificados. Em situações consideradas mais graves, seis veículos chegaram a ser apreendidos e somente foram liberados depois da correção dos problemas apontados pelas equipes responsáveis pelas vistorias.

Irregularidades

Entre as irregularidades encontradas com maior frequência está a circulação de veículos com a Autorização para o Transporte Escolar vencida. O documento é obrigatório e sua renovação depende da realização periódica de inspeções técnicas.

As equipes também encontraram problemas relacionados aos equipamentos obrigatórios de segurança, pendências na documentação de veículos e motoristas e condições da frota capazes de comprometer a segurança dos estudantes.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Educação do TCE-MS, Roberto Pereira, a reunião permitiu avaliar os resultados obtidos até agora e direcionar as próximas ações.

“O objetivo desta reunião foi fazer um balanço das ações desenvolvidas, alinhar o planejamento para o segundo semestre e apresentar os principais pontos observados durante as fiscalizações”, afirmou.

Outro problema identificado envolve a contratação, por municípios, de profissionais sem a qualificação necessária para realizar inspeções veiculares.

De acordo com Pereira, foram encontrados casos em que laudos indicavam que os veículos estavam em boas condições, enquanto registros fotográficos enviados ao Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) mostravam irregularidades.

“Constatamos situações em que municípios contrataram profissionais sem a qualificação necessária para realizar esse serviço. Houve casos em que laudos foram emitidos atestando boas condições dos veículos, mas as imagens encaminhadas ao Detran demonstravam problemas, como pneus em desacordo com as exigências legais”, relatou.

Segundo ele, diante das inconsistências, o Detran-MS adotou as medidas cabíveis dentro de suas atribuições.

Diante destes problemas, os órgãos decidiram ampliar as ações de orientação para municípios e profissionais envolvidos diretamente no transporte de alunos.

Um curso de capacitação será elaborado sob coordenação do TCE-MS, em parceria com Ministério Público Estadual (MPMS), Detran-MS, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS) e Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

A capacitação será gravada e destinada principalmente a motoristas do transporte escolar, coordenadores municipais responsáveis pelo serviço e secretários municipais de Educação.

Coordenada pelo TCE-MS, a iniciativa permite a realização conjunta de inspeções, monitoramentos e atividades de orientação e capacitação direcionadas aos municípios.

Além do Tribunal de Contas, integram a cooperação o MPMS, Detran-MS, Cetran-MS, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, PRF, Secretaria de Estado de Educação (SED), Agems, Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb Estadual.
 

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LOTERIA

Ninguém acerta as seis dezenas e Mega-Sena acumula em R$ 165 milhões

Próximo sorteio ocorre no domingo (9), as apostas podem ser feitas até às 22h do sábado

07/08/2026 10h45

Mega Sena

Mega Sena Foto: Reprodução

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3041 da Mega-Sena, sorteado nesta quinta-feira (6), e o prêmio principal acumulou para R$ 165 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 16 - 21 - 24 - 31 - 43 - 54

O próximo sorteio acontece no domingo (9), às 11h (horário de Brasília). Em Mato Grosso do Sul, as apostas podem ser feitas até as 22h nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal. Também é possível apostar pela internet, no portal ou aplicativo Loterias Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Apesar de ninguém ter ganhado o prêmio principal, o último concurso premiou 88 apostas ganhadoras, com prêmio de R$ 52.843,1886 cada. Outras 6903 apostas fizeram a quadra e receberão R$ 1.110,41.

Como apostar

Os jogos podem ser registrados em qualquer lotérica credenciada ou pelos canais digitais da Caixa. Para apostar pela internet, é necessário ser maior de 18 anos, realizar cadastro na plataforma e respeitar o valor mínimo exigido para compras online.

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