Cidades

SURTO ATIVO DE SARAMPO

Com duas confirmações, 26 casos de sarampo ainda estão em investigação

Campanha nacional de vacinação acontece no mês que vem

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Após dois casos confirmados em Mato Grosso do Sul, outros 26 ainda estão sendo investigados pelo Estado, que entrou na lista de locais com surto ativo, abrangendo atualmente 19 estados da federação. O Ministério da Saúde define que se há caso confirmado, há surto ativo, independente do caso ser importado ou não. Em MS, as duas confirmações são importados.  

Em 2019, dos 58 casos suspeitos, 30 já foram descartados. Entre os casos confirmados está uma bebê de apenas 10 meses, que foi diagnosticada após testes realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela viajou para o estado de São Paulo, em agosto, e quando na volta para Campo Grande começou a apresentar os sintomas. 

Além da bebê, foi confirmado o primeiro caso do Estado em Três Lagoas, sendo de um homem de 52 anos. Ele esteve recentemente em Jundiaí (SP), onde apresentou os primeiros sintomas de sarampo e retornou a Três Lagoas, cinco dias após o início do “exantema” (manchas e erupções cutâneas, sintomas típicos da doença).

Por meio de nota, a SES informou que a contaminação do paciente ocorreu em Guararema (SP). Segundo o texto, os sintomas apareceram em 19 de agosto e a coleta ocorreu no período que o paciente se encontrava no estado de São Paulo.

A vacinação é uma das principais estratégias para combater a doença. A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo ocorrerá em duas etapas este ano. A primeira, de 7 a 25 de outubro, para crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D, dia de mobilização nacional, ocorrerá no dia 19 de outubro. 

A segunda etapa será realizada de 18 a 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O dia D será no dia 30 de novembro. Essa faixa etária é a que concentra a maior frequência dos casos. A vacina a ser tomada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Ao todo, foram distribuídos, pelo Ministério da Saúde, R$ 22,8 milhões para garantir a vacinação de rotina nos estados e a dose extra, chamada de dose zero, às crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Mais R$ 37 milhões serão destinados para este fim até dezembro.

O Brasil registrou 4.507 casos confirmados de sarampo em 19 estados, nos últimos 90 dias, de acordo com balanço divulgado hoje (25) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação ao último monitoramento. Ceará e Paraíba passaram a integrar a lista de estados com transmissão ativa do sarampo.

Os dados referem-se ao período de 30 de junho a 21 de setembro e representam 84,3% do total de casos registrados este ano. O balanço mostra ainda que há 21.711 casos em investigação e 5.818 que foram descartados. Não há novos registros de mortes pela doença. Ao todo, neste ano, foram registrados quatro óbitos. 

A incidência em menores de 1 ano de idade é dez vezes maior do que na população em geral. A cada 100 mil habitantes, 64 crianças nessa faixa etária obtiveram confirmação para o sarampo. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. Três das quatro mortes por sarampo registradas neste ano foram de crianças menores de 1 ano e uma de um indivíduo de 42 anos. 

No ano passado, foram confirmados 10.330 casos de sarampo no Brasil. Ao todo, foram registradas 12 mortes pela doença em 2018. 

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber, a população não pode descuidar da vacinação. “Não podemos baixar a guarda porque o vírus do sarampo é extremamente transmissível”, alerta. A meta da pasta é a interrupção da circulação do vírus no Brasil e a manutenção de altas coberturas vacinais. 

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar.  

 

Cidade morena

No centro da COP15, Campo Grande abriga quase 100 aves 'turistas'

Capital do Mato Grosso do Sul será sede do debate que acontece entre os dias 23 e 29 de março e terá até PM "especialista" em policiamento turístico

09/03/2026 10h55

Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, com quase 100 migratórias

Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, com quase 100 migratórias Arquivo/Correio do Estado/Álvaro Rezende

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Prestes a sediar a conferência ambiental internacional COP15, Campo Grande já serve de abrigo para quase cem espécies de aves que "turistam" pela Capital do Mato Grosso do Sul nos tempos mais frios de suas terras natais, Cidade Morena essa que terá até mesmo policiais militares especializados em policiamento turístico para receber o evento que acontece entre 23 e 29 de março. 

Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, entre as quais há quase cem classificadas como "migratórias", segundo a pesquisadora do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, Maristela Benites. 

“Campo Grande tem aproximadamente 400 espécies de aves somente na área urbana e periurbana e podemos afirmar que cerca de 20% delas são migratórias”. 

Na ponta do lápis e dos binóculos usados para observação, são pelo menos 80 tipos de pássaros distintos já observados em Campo Grande, vindos das mais diversas regiões, tanto da América do Sul como dos rigorosos invernos do hemisfério norte. 

Sobre o fenômeno natural desses pássaros "turistas", Maristela esclarece em nota que a migração é algo biológico, que de tempos em tempos dirige populações de animais entre territórios com melhores condições em determinadas épocas anualmente. 

"É um fenômeno natural e biológico que dirige o movimento populacional, periódico e cíclico de várias espécies animais ao redor mundo.

Esse movimento ocorre entre áreas geograficamente separadas, isto é, entre uma área reprodutiva e uma área não reprodutiva, envolvendo a maioria ou a totalidade de uma população (número de indivíduos de uma espécie), e que resulta em uma ausência temporária e previsível no local de origem", diz.

Essas "visitas" à Cidade Morena em ciclos naturais, deslocam espécies em busca de um clima favorável, uma procura por alimento ou até mesmo para fins de reprodução, sendo possível identificar espécies migratórias basicamente todos os meses. 

Ainda assim, há aquelas que costumam aparecer em períodos mais específicos, como as que fogem do rigoroso inverno que acontece no hemisfério norte (águia-pescadora; maçaricos; o sovi-do-norte), chamadas de "migrantes neárticas" e presentes em Campo Grande mais entre os meses de agosto a abril. 

Dessas, destaca-se justamente o animal considerado o mais rápido do planeta, o falcão-peregrino, que pode atingir cerca de 390 km/h em seus mergulhos de caça e também pode ser observado em Campo Grande de tempos em tempos, apesar de ser uma espécie quase que tipicamente "nova-iorquina". 

Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, com quase 100 migratóriasFalcão Peregrino - Foto: Reprodução/Suzana Arakaki

Segundo a própria pesquisadora, muitas aves realmente "guardam na memória" os locais onde há alimento e melhores condições de descanso durante suas jornadas, destacando a importância de se preservar árvores, fontes de água e áreas verdes que garantam que Campo Grande siga como esse grande ponto de encontro. 

Já entre abril e novembro há a presença em Campo Grande das aves migrantes austrais, que deslocam-se dentro da América do Sul sempre em busca de melhores temperaturas, pássaros como a calhandra-de-três-rabos ou o pequeno Príncipe, que possui uma característica coloração vermelha. 

Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, com quase 100 migratóriasPríncipe. Foto: Reprodução/Simone Mamede
Campo Grande registra em torno 400 espécies de aves na fauna presente nos perímetros urbanos e periurbanos, com quase 100 migratóriasCalhandra-de-três-rabos - Foto: Reprodução/WikiAves/Zé do Mel

COP15 Campo Grande

Já neste terceiro mês, entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande será palco da 5ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS), da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Entre os assuntos debatidos por especialistas,  ambientalistas, representantes de entidades e governos internacionais devem discutir pontos como: 

  1. Combate à captura ilegal de animais, 
  2. Planos de conservação para espécies ameaçadas, 
  3. Proteção de corredores ecológicos usados em rotas migratórias,
  4. Impactos das mudanças climáticas e da perda de habitat na fauna silvestre, etc.

Recentemente, inclusive, a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS) qualificou 20 agentes na primeira turma do Curso de Policiamento Turístico do Estado, formada na última sexta-feira (06), com conhecimentos específicos para atender os turistas da Conferência e demais eventos internacionais. 

Em outras palavras, o intuito é tornar cada vez mais Mato Grosso do Sul como um todo um espaço seguro e acolhedor para visitantes de diferentes países, assim como as aves migratórias encontram abrigo na Capital. 

 

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Agora é lei

Estado passa a ter cadastro de agressores de mulheres

Sistema público permitirá consultar informações de pessoas condenadas por crimes de violência doméstica em Mato Grosso do Sul

09/03/2026 10h33

Crédito: Gerson Olivieira / Correio do Estado

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O governador Eduardo Riedel (PP) sancionou a Lei nº 6.552, de 6 de março de 2026, que cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes Praticados no Contexto de Violência Doméstica e Familiar no Estado.

A publicação foi feita no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (9), após um fim de semana em que duas mulheres morreram nas mãos dos companheiros, sendo uma delas no Dia Internacional da Mulher.

A partir da sanção, o Estado passa a ter um cadastro público com dados de agressores condenados por crimes de violência contra a mulher.

Serão inseridos neste cadastro:

  • dados pessoais completos, foto e características físicas;
  • idade da pessoa cadastrada;
  • histórico de crimes.

Também será incluída no cadastro uma foto frontal para facilitar a identificação durante a consulta.

Quem pode acessar?

O acesso, segundo o artigo 4º da lei, poderá ser feito por todos os cidadãos, respeitado o sigilo das investigações policiais e dos processos judiciais em andamento.

Também terão acesso integrantes das Polícias Civil e Militar, conselhos tutelares, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Informações que constarão no cadastro

  • Constarão no sistema as seguintes informações do condenado por crimes de violência contra a mulher:
  • dados pessoais completos, foto e características físicas;
  • grau de parentesco e/ou relação entre o cadastrado e a vítima;
  • idade do cadastrado e da vítima;
  • circunstâncias e local em que o crime foi praticado;
  • endereço atualizado do cadastrado;
  • histórico de crimes.

Cargos públicos

A lei estabelece que a pessoa que tiver o nome incluído no cadastro não poderá assumir cargo público em Mato Grosso do Sul.

“Vale destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADI 6620, declarou constitucional lei do Estado de Mato Grosso que cria o cadastro estadual de pessoas condenadas por crimes praticados em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, elementos que contribuem para a aprovação de legislação análoga também no Estado de Mato Grosso do Sul”.

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