Cidades

Nesta segunda-feira

Com Fredie Mercury e estátua de Wagner Moura, Capivara Blasé reúne 15 mil foliões

De acordo com a Guarda Civil Metropolitana, 50 mil pessoas curtiram folia na esplanada ferroviária no último final de semana

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Nem a chuva repentina desta segunda-feira de Carnaval foi capaz de esfriar a animação na Esplanada Ferroviária, que recebeu diversas famílias e foliões fantasiados de Freddie Mercury, Pantera Cor-de-Rosa e até mesmo uma estátua do ator Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar.

O espaço que segunda a Guarda Metropolitana recebeu cerca de 50 mil foliões entre sexta-feira e domingo, e deve receber outras 15 mil pessoas ainda nesta noite.

Quem começou a semana na farra garantiu que o Carnaval 2026 da Capital tem sido, de modo geral, bastante seguro e com espaço para todo tipo de folião.

“Com chuva ou sem chuva, a gente vai ficar aqui de qualquer jeito. Sexta e sábado eu fui bem demais, fiquei por aqui até às 7h da manhã. Domingo eu dei uma descansada e hoje eu vou até a hora que acabar. No geral, o carnaval de Campo Grande está bom, nota 10 sempre. Só saio daqui quando a polícia me mandar embora (risos)”, destacou o cientista de dados Hugo César, de 28 anos, entusiasta da Pantera Cor-de-Rosa.

Eduardo Ferreira ao lado da amiga Thaisa Maluf Eduardo Ferreira ao lado da amiga Thaisa Maluf  / Foto: Gerson Oliveira 

Há duas semanas em ritmo de festa, o pesquisador acadêmico na área da saúde Eduardo Ferreira, de 47 anos, garantiu que nem a intensa pancada de chuva entre o fim da tarde e o início da noite conseguiu afastar o bloco da rua.

“A chuva rápida não atrapalhou em nada. Mostrou o que tinha que mostrar, escondeu o que tinha que esconder e nossa noite ainda promete”, disse.

Para ele, a folia campo-grandense tem melhorado ao longo dos anos. “O carnaval de Campo Grande tem melhorado, me sinto seguro, inclusive hoje ‘eu tô com o diabo’”, destacou Eduardo. Inimigo do fim, acrescentou que vai até o encerramento da festa nesta segunda-feira.

Lilian Veron ao lado das amigas Debora Bordin e Eliane Nobre/ Foto: Gerson Oliveira - Correio do Estado 

Para a jornalista Lilian Veron Garcia, 43 anos, a esplanada foi palco para uma homenagem a Wagner Moura, vencedor do Oscar, representado por uma estátua quase em tamanho real.

“Escolhemos o Wagner Moura porque achamos que ele é um grande ator brasileiro e hoje vamos entregar o Oscar para ele”, destacou ao Correio do Estado. Para ela, o carnaval de rua deste ano tem sido lindo e poderia se estender além da meia-noite. “Tem sido lindo. Na dispersão acontecem algumas confusões, e isso acaba quebrando um pouco o ritmo dos jovens que querem ficar mais. Mas, no geral, está tudo muito lindo e bem organizado”, frisou.

Vitória Insabraude e a amiga Vitória Nantes / Foto: Gerson Oliveira

Em homenagem ao “Freddie Mercury Prateado”, a estudante Vitória Insabraude, de 20 anos, foi para o bloquinho caracterizada com visual prateado. Em seu terceiro dia de festa, disse ao Correio do Estado que a ideia da fantasia surgiu em uma conversa entre amigos.

“Decidimos juntos, em uma conversa em que todos estávamos bêbados, que viríamos de Freddie Mercury Prateado”, contou. Para ela, a folia deste ano está muito bem organizada. “Dá para beber e curtir. Todo mundo está bastante respeitoso, mas, como tudo que é bom acaba, hoje é meu último dia. Estou encerrando hoje (risos)”, declarou.

Aline Rocha (à direita) ao lado da filha Amanda Rocha e a amiga Larissa Viegas 

Professora e psicóloga, Aline Rocha, 40 anos, foi à esplanada somente nesta segunda-feira, exclusivamente para curtir com a filha Amanda, de 14 anos. “Só viemos hoje, e está ótimo. Minha intenção é mostrar para minha filha um carnaval sadio e que possa ser aproveitado por todo mundo. O carnaval campo-grandense está melhor do que há alguns anos, mais seguro para os foliões”, afirmou.

Atração da noite, o cantor Silveira, de 37 anos, destacou a organização do evento e afirmou que, com chuva ou sem chuva, a música seguiria em alto e bom som.

“A organização está excelente. Alguns pontos destoam de forma isolada, como casos de assédio e homofobia, mas o diferencial é estar preparado para combater essas atitudes. Com chuva ou sem, vamos cantar”, finalizou o corumbaense, que vive há 20 anos na Capital.

Com diversos bloquinhos desde o dia 7 de fevereiro, o carnaval de rua de Campo Grande segue com programação até o próximo dia 21.

Programação

17 de fevereiro

  • 15h – Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h – Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h – Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

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EMPREENDIMENTO

Refresco do Chaves: jovens investiram no Carnaval para financiar viagens às praias

No terceiro ano de vendas, o grupo de amigos vestidos de Chaves se planeja para fazer um mochilão para o Chile com o lucro que arrecadarem nas festividades

16/02/2026 17h45

Refresco do Chaves é sucesso no Carnaval de Campo Grande

Refresco do Chaves é sucesso no Carnaval de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Quem passa pela Esplanada Ferroviária durante este Carnaval, certamente se depara com a barraca onde vários Chaves estão servindo caipirinhas e divertindo o público. A jornada empreendedora de um grupo de amigos que criou a barraca "Refresco do Chaves" no Carnaval de Campo Grande surge com uma história desde o 3° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Fausta Garcia Bueno.

Com a ajuda de um professor, os "Chavinhos" tiveram a ideia de vender bebidas para financiar uma parte da viagem à praia que pretendiam fazer para São Paulo.

A ideia surgiu em 2023 entre os amigos da escola, mas foi só a partir de 2024 que começaram a vender bebidas no Carnaval de Campo Grande. Os "Chavinhos" Samuel França, estudante de Direito e que trabalha em um escritório de advocacia, e João Henrique, microempreeendedor individual (MEI) na área de estética automotiva, contaram à reportagem do Correio do Estado como surgiu o "Refresco do Chaves", uma das ideias mais originais entre os vendedores do Carnaval da Capital.

Os jovens contam que o objetivo inicial era arrecadar dinheiro para viajarem às praias do litoral paulista, pois estavam sem recursos. Então, João foi quem deu a ideia de todos se vestirem de Chaves para vender no Carnaval.

Desde 2024, a barraca do Chaves vende caipirinhas e outras bebidas no local. Com o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 600 por dia para cada integrante, duas viagens foram realizadas para praias em São Paulo, uma em Ubatuba, cidade localizada no litoral norte do estado, e outra para o Guarujá, região metropolitana da Baixada Paulista, além de uma terceira viagem para o Rio de Janeiro. A meta para este ano é arrecadar fundos para uma viagem de mochilão ao Chile.

Modelo de negócio e investimento

Segundo Samuel França, a lucratividade da barraca é estimada em aproximadamente R$ 600 por dia para cada integrante da equipe, composta por seis pessoas.
 
Ele conta que no primeiro ano de vendas, Utilizaram uma barraca básica. Já no Carnval seguinte, investiram em materiais, uniformes e coqueteleiras. Em 2026, decidiram ir além e colocaram dinheiro para aprimorara a infraestrutura, com uma barraca sob medida, caixas de som, freezer e mesas novas.

"Cada ano a gente se reinventa, pega o lucro inicial e a gente consegue gastar mais do nosso dinheiro e consegue lucrar pelo menos 30 vezes. Essa barraca a gente pediu pra fazer para usar aqui no Carnaval, porque a gente tava cansado de usar aquela de montar", disse Samuel França. 

Com a barraca própria, os rapazes planejam alugá-la para outros eventos, em torno de R$ 400 a diária. De acordo com Samuel, "ela vai se pagar em pouco tempo, aproximadamente seis meses". O jovem empreendedor afirma que a estrutura tem uma vida útil estimada de 5 anos. Questionado se a estrutura aguenta a chuva de Campo Grande, ele responde que "aguenta até dilúvio".

Produto principal e fidelização

O carro-chefe da barraca Refresco do Chaves é a caipirinha, respondendo por 70% das vendas. Os empreendedores disseram que investem em cerca de 300kg de limão para o período e mesmo assim não dura todos os dias.

Estas bebidas são preparadas na hora, com limão fresco amassado na frente do cliente, destacando-se de concorrentes que usam sucos prontos.
   
Para fidelizar o cliente, a estratégia dos Chaves é oferecer brindes, como tequila grátis para quem tira foto, além de interagirem com o público com muito carisma, para criar um ambiente divertido. Eles dizem que que não dependem do negócio no Carnaval para sobreviver, então por isso aproveitam também para se divertir durante os dias de festas na Esplanada Ferroviária. 

Desafios enfrentados

A concorrência com os vendedores que estão do lado de fora da área isolada para o Carnaval segue sendo um desafio para os ambulantes licenciados, pois o preço baixo atrai clientes que priorizam o menor custo.

"A gente não pode (deixar o preço muito baixo), a gente tem nosso grupo, Quando entramos aqui, tentamos dar aquela tabelada, mas muita gente foge disso e acaba ferindo nós aqui embaixo", disse João Henrique.

Para se destacar, os dois falam que o modo de fazer a caipirinha e a transparência com o público, já que todo processo é feito na frente dos clientes, são os dois grandes diferenciais deles.

"Como é que a gente se destaca? Porque, por exemplo, a gente tava vendendo a R$ 15 ano passado, tinha gente lá em cima vendendo a 5. O pessoal descia e falava, "ó, não tem como comprar lá, vou comprar com vocês", porque a gente corta o limão, amassa na hora, não é com suco de saquinho, na frente da pessoa, com açúcar, chacoalha. Isso que é o diferencial da nossa caipirinha. O modo de fazer e o gosto".

Além disso, outro ponto levantado entre os integrantes da barraca do Chaves foi a falta de apoio e organização, com alguns descumprimentos de acordos por parte dos órgãos responsáveis, como a ausência de energia elétrica no horário prometido e a circulação de veículos em ruas que deveriam estar fechadas desde meio-dia.

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Violência Doméstica

Mulher com sequelas de AVC é resgatada de cárcere privado em Campo Grande

A vítima relatou, ao ser resgatada, que a presença da polícia era uma resposta divina às orações e confirmou episódios de agressão e ameaça de morte

16/02/2026 17h30

Imagem Divulgação

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Uma mulher com limitações de locomoção e de fala foi resgatada nesta segunda-feira (16), por ser mantida em cárcere privado pelo marido, no bairro Jardim Monumento, em Campo Grande.

A situação veio à tona após um parente da mulher, que teve a idade preservada, relatar que o autor, identificado como A.S.S., foi denunciado por vizinhos, que informaram que ela era impedida de deixar a residência.

A Polícia Civil e a equipe plantonista da 1ª DEAM foram até o imóvel e localizaram o casal. Durante a apuração, perceberam que a vítima possui limitações físicas e de fala, decorrentes de um AVC.

Em conversa reservada com a polícia, ela mencionou que o socorro veio como resposta de Deus às suas orações, já que o portão da casa era trancado, o que a impedia de sair para registrar um boletim de ocorrência.

A mulher contou que era agredida constantemente e recebia ameaças de morte. Ela deixou claro que queria fugir ou buscar ajuda, mas não conseguia devido ao isolamento a que o marido a submetia.

Além disso, a equipe relatou que ela demonstrou alívio com a presença das autoridades.

Com a confirmação do crime, o homem recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi conduzido à unidade policial e responderá pelos crimes de cárcere privado, ameaça e lesão corporal no âmbito da violência doméstica, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

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