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EMPREENDIMENTO

Refresco do Chaves: jovens investiram no Carnaval para financiar viagens às praias

No terceiro ano de vendas, o grupo de amigos vestidos de Chaves se planeja para fazer um mochilão para o Chile com o lucro que arrecadarem nas festividades

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Quem passa pela Esplanada Ferroviária durante este Carnaval, certamente se depara com a barraca onde vários Chaves estão servindo caipirinhas e divertindo o público. A jornada empreendedora de um grupo de amigos que criou a barraca "Refresco do Chaves" no Carnaval de Campo Grande surge com uma história desde o 3° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Fausta Garcia Bueno.

Com a ajuda de um professor, os "Chavinhos" tiveram a ideia de vender bebidas para financiar uma parte da viagem à praia que pretendiam fazer para São Paulo.

A ideia surgiu em 2023 entre os amigos da escola, mas foi só a partir de 2024 que começaram a vender bebidas no Carnaval de Campo Grande. Os "Chavinhos" Samuel França, estudante de Direito e que trabalha em um escritório de advocacia, e João Henrique, microempreeendedor individual (MEI) na área de estética automotiva, contaram à reportagem do Correio do Estado como surgiu o "Refresco do Chaves", uma das ideias mais originais entre os vendedores do Carnaval da Capital.

Os jovens contam que o objetivo inicial era arrecadar dinheiro para viajarem às praias do litoral paulista, pois estavam sem recursos. Então, João foi quem deu a ideia de todos se vestirem de Chaves para vender no Carnaval.

Desde 2024, a barraca do Chaves vende caipirinhas e outras bebidas no local. Com o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 600 por dia para cada integrante, duas viagens foram realizadas para praias em São Paulo, uma em Ubatuba, cidade localizada no litoral norte do estado, e outra para o Guarujá, região metropolitana da Baixada Paulista, além de uma terceira viagem para o Rio de Janeiro. A meta para este ano é arrecadar fundos para uma viagem de mochilão ao Chile.

Modelo de negócio e investimento

Segundo Samuel França, a lucratividade da barraca é estimada em aproximadamente R$ 600 por dia para cada integrante da equipe, composta por seis pessoas.
 
Ele conta que no primeiro ano de vendas, Utilizaram uma barraca básica. Já no Carnval seguinte, investiram em materiais, uniformes e coqueteleiras. Em 2026, decidiram ir além e colocaram dinheiro para aprimorara a infraestrutura, com uma barraca sob medida, caixas de som, freezer e mesas novas.

"Cada ano a gente se reinventa, pega o lucro inicial e a gente consegue gastar mais do nosso dinheiro e consegue lucrar pelo menos 30 vezes. Essa barraca a gente pediu pra fazer para usar aqui no Carnaval, porque a gente tava cansado de usar aquela de montar", disse Samuel França. 

Com a barraca própria, os rapazes planejam alugá-la para outros eventos, em torno de R$ 400 a diária. De acordo com Samuel, "ela vai se pagar em pouco tempo, aproximadamente seis meses". O jovem empreendedor afirma que a estrutura tem uma vida útil estimada de 5 anos. Questionado se a estrutura aguenta a chuva de Campo Grande, ele responde que "aguenta até dilúvio".

Produto principal e fidelização

O carro-chefe da barraca Refresco do Chaves é a caipirinha, respondendo por 70% das vendas. Os empreendedores disseram que investem em cerca de 300kg de limão para o período e mesmo assim não dura todos os dias.

Estas bebidas são preparadas na hora, com limão fresco amassado na frente do cliente, destacando-se de concorrentes que usam sucos prontos.
   
Para fidelizar o cliente, a estratégia dos Chaves é oferecer brindes, como tequila grátis para quem tira foto, além de interagirem com o público com muito carisma, para criar um ambiente divertido. Eles dizem que que não dependem do negócio no Carnaval para sobreviver, então por isso aproveitam também para se divertir durante os dias de festas na Esplanada Ferroviária. 

Desafios enfrentados

A concorrência com os vendedores que estão do lado de fora da área isolada para o Carnaval segue sendo um desafio para os ambulantes licenciados, pois o preço baixo atrai clientes que priorizam o menor custo.

"A gente não pode (deixar o preço muito baixo), a gente tem nosso grupo, Quando entramos aqui, tentamos dar aquela tabelada, mas muita gente foge disso e acaba ferindo nós aqui embaixo", disse João Henrique.

Para se destacar, os dois falam que o modo de fazer a caipirinha e a transparência com o público, já que todo processo é feito na frente dos clientes, são os dois grandes diferenciais deles.

"Como é que a gente se destaca? Porque, por exemplo, a gente tava vendendo a R$ 15 ano passado, tinha gente lá em cima vendendo a 5. O pessoal descia e falava, "ó, não tem como comprar lá, vou comprar com vocês", porque a gente corta o limão, amassa na hora, não é com suco de saquinho, na frente da pessoa, com açúcar, chacoalha. Isso que é o diferencial da nossa caipirinha. O modo de fazer e o gosto".

Além disso, outro ponto levantado entre os integrantes da barraca do Chaves foi a falta de apoio e organização, com alguns descumprimentos de acordos por parte dos órgãos responsáveis, como a ausência de energia elétrica no horário prometido e a circulação de veículos em ruas que deveriam estar fechadas desde meio-dia.

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Declaração

Juiz que prendeu Beira-Mar e condenou 100 traficantes na fronteira diz que PCC e CV são terroristas

Magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar

29/05/2026 18h00

Foto: Divulgação

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Odilon de Oliveira, juiz federal durante 30 anos em Mato Grosso do Sul, hoje aposentado, concorda com enquadramento do governo Trump de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são organizações terroristas. 

O magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar e mandou prender mais de uma centena de traficantes e gigantes do contrabando no Paraguai e Bolívia. 

‘Estranho é o Brasil se colocar ao lado dessas facções e implorar que os Estados Unidos não as classifiquem como terroristas’, disse o juiz, atualmente com 76 anos. 

Cabe destacar que a partir de 5 de julho, PCC e CV serão designados por Washington, como organizações terroristas estrangeiras, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

"Cada país, amparado por sua soberania, é livre para conceituar terrorismo e classificar como tal atos praticados por qualquer grupo, independentemente da base territorial onde esteja radicado”, disse.

Em entrevista ao Estadão, declarou acreditar que está “jurado de morte” pelo crime organizado. Odilon reside na Capital. Em sua casa sente-se como em uma “prisão domiciliar”, cercada de telas eletrificadas e outras defesas para afugentar intrusos. Dali procura sair muito pouco para “evitar” surpresas.

“Não acho que essa classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a nossa soberania. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. São duas coisas diferentes.”, disse. 

Ele alerta sobre o poder de fogo das facções que espalham seus tentáculos País afora. “A criminalidade organizada vem se infiltrando na administração pública. A eliminação do PCC e do CV é impossível. A redução de suas atividades delinquenciais, sim.”, falou. 

Antes de se tornar magistrado federal, Odilon de Oliveira foi promotor de justiça, juiz estadual e procurador federal, sempre em Mato Grosso do Sul.

*Com informações de Estadão 

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DERF

Polícia Civil prende sete crimonosos por furto em 48 horas

A Derf também atua no Programa Brasil Contra o Crime Organizado na fronteira do Estado; já foram feitas, pelo menos, sete prisões no período

29/05/2026 17h45

Ações da Derf cumpriram sete prisões nas últimas 48h

Ações da Derf cumpriram sete prisões nas últimas 48h FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Entre os dias 27 e 29 de maio, a polícia civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) realizou uma série de ações policiais voltadas ao enfrentamento aos crimes de roubo e furto, resultando em sete prisões e apreensões no período. 

Os agentes da Derf atuaram em barreiras policiais, investigações e cumprimento de ordens judiciais, resultando em prisões e apreensões de armas de fogo, munições e veículos irregulares. 

Ao todo, foram cumpridos mandados e flagrantes em Iguatemi, Eldorado e em Campo Grande.

Em Iguatemi, a aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande, os policiais prenderam um homem de 39 anos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi abordado em uma rodovia estadual. Foram apreendidos um revólver calibre .38, cinco munições intactas, uma espingarda de pressão e um veículo VW/Gol. 

Em Eldorado, a 440 quilômetros ao sul de Campo Grande, os agentes localizaram uma motocicleta Honda CG Titan com sinais de adulteração. O veículo foi encontrado abandonado após a fuga de seus ocupantes e foi apreendido. 

Na Capital, foram cumpridos seis mandados de apreensão pelos crimes de roubo e latrocínio. 

Entre as prisões preventivas cumpridas, foram presos um homem de 23 anos e um de 22 anos pelo crime de latrocínio tentado no Bairro Jardim Columbia. 

No Bairro Aero Rancho, um homem de 31 anos foi preso pelo crime de roubo. 

Ainda no Bairro Aero Rancho e no Bairro Universitário, foram capturados dois indivíduos, de 26 anos e 20 anos, pelo crime de furto qualificado na região norte da cidade, incluindo a casa de um desembargador do Tribunal Eleitoral do Estado no início do mês. 

Em investigação envolvendo outro crime de latrocínio tentado em um motel, uma mulher de 35 anos foi preso em uma chácara localizada às margens da rodovia BR-262. 

Programa Brasil Contra o Crime Organizado

De acordo com o delegado de polícia, José Roberto de Oliveira Junior, a Derf participa, juntamente com outras delegacias especializadas, de ações contra o crime organizado nas fronteiras. 

"Nós começamos a atuar há duas semanas e o programa vai durar pelo menos três meses, podendo ser estendido. Então, toda semana a equipe da Derf estará em vários locais das fronteiras de Mato Grosso do Sul", afirmou o delegado nesta sexta-feira (29). 

Neste período, já foram duas prisões efetuadas pela Derf e, ao menos, mais seis pela Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) nas cidades de Dois Irmãos de Buriti, Miranda e Campo Grande. 

Entre os mandados, os policiais recapturaram um sentenciado pelo crime de tráfico e associação para o tráfico, apreenderam um indivíduo por estupro de vulnerável, uma mulher pelo crime de tráfico de drogas, um indivíduo por contrabando e um alvo por inadimplência de pensão alimentícia e registro por tráfico de drogas. 

Além disso, já foram apreendidas grandes quantidades de drogas. 

"A Derf é uma delegacia que conta com policiais com grande experiência. O foco dessa operação é, obviamente, o tráfico de drogas e o contrabando. A Derf tem expertise dos crimes contra o patrimônio e são esses crimes que abastecem o tráfico de droga. Então, a participação da Derf é muito importante nesse sentido. Nós semmpre damos apoio em operações do interior e dessa vez fomos designados para atuar nessa operação", ressaltou o delegado. 

O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 12 de maio, onde anunciou medidas voltadas à segurança pública. 

O pacote prevê investimentos de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões vindos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados. 

A estruturação do programa se dá em quatro eixos estratégicos: 

O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos:

asfixia financeira das organizações criminosas;
fortalecimento da segurança no sistema prisional;
qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
combate ao tráfico de armas.
 

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