Cidades

ALBUM COPA DO MUNDO

Com "Jeitinho brasileiro" donos de banca descobrem técnica para encontrar figurinhas lendárias

Gravação da técnica infalível bombou nas redes sociais nesta semana

Continue lendo...

Febre entre os colecionadores, as figurinhas raras "Legends" do álbum da Copa do Mundo lançada pela Panini neste ano, estão tão valorizadas, que uma única peça pode valer até R$ 9 mil. Pensando na revenda, uma técnica para encontrar as mais valiosas, sem violar o saco de figurinhas, foi descoberta nesta semana.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, dois homens demostram que é possível separar os pacotes com as Legends apenas pesando o conjunto lacrado de figurinhas.  Como é demonstrado na gravação, a maioria dos pacotes, tem peso de quadro gramas.

Com isso, os donos da banca avaliam que nos pacotes contendo este peso, podem ser considerados comum, sem a figurinha rara. Porém ao longo do vídeo, um pacote colocado em cima da balança, estava com cinco gramas, apenas uma grama a mais que as comuns.

Quando é feito o teste, abrindo o pacote de cinco gramas, é constatado que dentro do envelope há uma figurinha lendária.

https://player.vimeo.com/progressive_redirect/playback/743778481/rendition/240p/file.mp4?loc=external&oauth2_token_id=1289434942&signature=e6bb22a5fd4c087dd81d10ffd7efffef6488b3429a8c62c9bf10c53aef84bde5

Reação Imediata

Nos comentários da publicação do vídeo, nas redes sociais, muitas pessoas demostraram surpresa com a descoberta da técnica."Pensa. Se os donos de banca, resolvem pesar os pacotinhos?, dá para eles guardarem, ficar com as figurinhas especiais, enfim, o céu é o limite", disse um usuário.

Alguns brincam com uma possível repercussão do assunto."vamos levar uma balança na hora de comprar", "Antes de comprar, já sabe, levem uma balança de precisão", são os comendatários mais frequentes.

Houve comentários condenando a técnica para achar as figurinhas raras, com o argumento que isso estraga a surpresa."A tecnologia com o tempo acabando com a graça e a essência de qualquer coisa", comentou um jovem.

Figurinhas especiais

Para esta edição da Copa do Mundo do Catar, a Panini produziu 80 figurinhas extras, de 20 jogadores.

Elas são divididas em “Legends” e “Rookies”, e variam em cores que mostram seu grau de raridade.  

A menos rara é a bordô, que pode ser encontrada em 1 a cada 190 envelopes. 

Depois dela, vem a bronze, encontrada em 1 a cada 317 envelopes. 

A versão prata pode ser encontrada em 1 a cada 950 pacotes e a ouro, mais difícil de encontrar, está em 1 a cada 1900 envelopes.

Assine o Correio do Estado

NARCOTRÁFICO

Advogada e suplente de vereador são presos em operação contra o PCC em MS

Operação, desencadeada pela Polícia Civil do Distrito Federal, teve como alvo um grupo de movimentou R$ 300 milhões em apenas três meses

28/03/2025 11h10

Pessoas ligadas a Thiago Gabriel Martins da Silva (destaque) foram alvo da operação desencadeada nesta sexta-feira

Pessoas ligadas a Thiago Gabriel Martins da Silva (destaque) foram alvo da operação desencadeada nesta sexta-feira

Continue Lendo...

Uma megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal contra o tráfico de cocaína envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) cumpriu  dezenas de mandados judiciais no DF e mais sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul.

Entre os presos está o campo-grandense Ronaldo Cardoso, suplente de vereador pelo PODEMOS  e conhecido como Ronaldo da Cab, de 45 anos, que em 2024 obteve  1.163 votos. Ele foi preso no Rio Grande do Norte. Junto com ele, também foi detido seu enteado, Pedro Jorge Martins da Silva.

Além disso, as informações iniciais apontam que outro alvo da operação em Campo Grande, onde agentes do Garras atuaram em conjunto com a polícia do DF, foi uma filha de José Cláudio Arantes, mais conhecido como “Tio Arantes”, apontado como uma das principais chefias do PCC em Mato Grosso do Sul, e preso desde 2023.

Esta filha do Tio Arantes, que é advogada, foi casada com Thiago Gabriel Martins da Silva, conhecido como o “Especialista do PCC”, que por sua vez seria o fornecedor da cocaína levada ao Distrito Federal.

Ele está preso na Bolívia desde agosto 2023, ocasião em que foi capturado com colete à prova de balas, granadas de uso restrito e uma aeronave carregada com cocaína. 

Mesmo assim, conforme a investigação da polícia do Distrito Federal, ele segue no comando das operações do tráfico de cocaína.

As investigações apontam que familiares do traficante, residentes em Mato Grosso do Sul, são utilizados como testas de ferro, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do DF.

Com estrutura sofisticada, de acordo com informaçõs do Site Metrópoles, o esquema chegou a utilizar uma fintech sediada em São Paulo – base do PCC – para movimentar cerca de R$ 300 milhões em apenas três meses, de acordo com a Polícia Civil brasiliense. 

Cerca de 450 policiais cumpriram 19 mandados de prisão temporária e 80 de busca e apreensão. Além de Brasília e Campo Grande, outros mandados foram cumpridos em São José (SC), Várzea Grande (MT), Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Luziânia, Formosa e Águas Lindas (GO), Parnamirim e Tibau do Sul (RN) e Maceió (AL). 

Durante um ano e meio, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), identificou que o esquema criminoso é dividido em núcleos que operavam de forma coordenada nos estados. 

A rede de tráfico adquiria drogas em áreas fronteiriças, garantia o transporte seguro de carregamento de cocaína e maconha e, então, distribuía as drogas na capital da república, além de realizar complexas operações envolvendo lavagem de capitais.

A Justiça determinou o sequestrou de 17 veículos e sete imóveis, incluindo uma residência luxuosa em condomínio fechado, em Goiânia. Conforme a corporação, dezenas de contas bancárias foram bloqueadas, incluindo as da empresa de fachada em São Paulo, que movimentou a cifra milionária em três meses. 

O chefe da organização criminosa no Distrito Federal possui uma propriedade rural dedicada à criação de gado leiteiro em Planaltina, mas se mudou paraa região de Florianópolis, em Santa Catarina. Já integrantes do núcleo financeiro, em Goiás, ostentam imóveis luxuosos e veículos de alto padrão.

O núcleo nordestino residia em um apartamento de luxo no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Já o núcleo do Mato Grosso do Sul mantinha significativos vínculos com o estado do Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía uma pousada.

As investigações da Draco concluíram que os familiares do “Especialista” e residentes em Mato Grosso do Sul são utilizados como testas de ferro, figurando como beneficiários de valores provenientes de traficantes do Distrito Federal e do chamado “Núcleo Nordeste”. 

Conforme a investigação da Polícia Civil do DF, o suplente de vereador de Campo Grande chegou a ficar desaparecido durante mais de dois meses logo depois da eleição do ano passado e o sumiço até agora não foi explicado. Em janeiro ele reapareceu.

Alta periculosidade

Considerado um dos chefes do PCC mais perigosos da facção, “Especialista” é alvo de um pedido de extradição elaborado pelo Ministério da Justiça. Em dezembro do ano passado, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) recebeu, por meio da Embaixada do Brasil em La Paz, informações sobre o andamento do pedido de extradição do traficante.

Quando ainda estava no Brasil, o Thiago foi indiciado pelo assassinato do garagista Carlos Reis Medeiros de Jesus, conhecido como “Alma”. O crime aconteceu no dia 30 de novembro de 2021, no Jardim Centenário, em Campo Grande. 

Conforme consta no processo, a investigação apontou que a vítima caiu em uma emboscada. Ele teria atraído o garagista para a empresa dele sob promessa de pagamento de uma dívida.

Meio ambiente

Uso de tecnologia deve reduzir para horas a detecção de fogo no Pantanal

Ferramenta que usa inteligência artificial já é utilizada hoje pelo Instituto do Homem Pantaneiro na região da Serra do Amolar e deve ser expandida para outras localidades do bioma pelo governo de MS

28/03/2025 10h00

Ontem, o titular substituto do MMA esteve presente no evento

Ontem, o titular substituto do MMA esteve presente no evento Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

Entre as medidas apresentadas ontem e que fazem parte do Pacto Pantanal, o investimento no monitoramento de mudanças climáticas e na prevenção aos incêndios deve consumir R$ 426,3 milhões dos R$ 1,4 bilhão de ações no bioma. Dentro dessa fatia do projeto, a implantação de tecnologia para acelerar a detecção do fogo é uma das mais importantes.

Neste ano, segundo projeção apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA) ao governo do Estado, há a previsão de que o Pantanal esteja ainda mais propenso para incêndios florestais, em comparação a 2024, quando o bioma enfrentou um dos piores anos de fogo de que se há registro.

Nessa esteira, uma das medidas apresentadas ontem durante lançamento do Pacto Pantanal foi justamente voltada para o meio ambiente. 

Conforme o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a ideia é de que o governo coloque em um raio de 50 km estações meteorológicas no bioma.

“O Pantanal já tem uma estação meteorológica. Então, toda previsão é feita muito no macro. Mas nós vamos colocar em 50 km de raio estações meteorológicas, para que a gente possa também, a partir daí, fazer um monitoramento. Nós vamos colocar, além das torres, todo um sistema de monitoramento climático 
e um sistema de tecnologia de concentração dessas informações”, explicou Verruck.

Além do monitoramento das chuvas, essas estações também devem contar com tecnologia semelhante à usada atualmente pelo Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), que tem na Serra do Amolar cinco câmeras que fazem parte do monitoramento Pantera, o qual é mantido pelo IHP em parceria com a startup Um Grau e Meio.

Essa tecnologia utiliza inteligência artificial (IA) para identificar sinais de fumaça e faz o reconhecimento do registro em questão de minutos.

“O governo [visa] ampliar [o monitoramento] de maneira que ele possa entender o bioma nos aspectos meteorológicos, mas principalmente nos aspectos de alertas, porque o tempo de resposta precisa urgentemente ser reduzido a horas, e não dias”, afirmou o presidente do IHP, coronel Angelo Rabelo.

As cinco câmeras do IHP conseguem monitorar incêndios em uma área de até 1 milhão de hectares que fica ao norte de Corumbá, em locais remotos e sem acesso por estradas. O sistema funciona 24 horas, sete dias por semana.

“Hoje, não há como proteger o Pantanal sem tecnologia, pois as escalas impõe restrições humanas que não podem ser desafiadas, pela dimensão e pelas áreas inóspitas que o Pantanal apresenta. Acho que a grande vitória, além do estímulo ao produtor, que é um grande estímulo, com certeza, [é ver a] tecnologia chegando cada vez mais, para que a proteção seja efetiva”, complementou Rabelo.

De acordo com o governo do Estado, dentro do eixo meio ambiente, que compreende a criação das estações 
e do monitoramento por meio de IA, o investimento será de R$ 426,3 milhões ao longo de cinco anos.

Porém, conforme fontes ouvidas pelo Correio Estado, o projeto custaria cerca de R$ 3,5 milhões e teria sistemas para cobrir o Pantanal do Paiaguás, da Nhecolândia, do Abobral e de Aquidauana.

Ao todo, seriam 10 antenas. O governo do Estado, contudo, não informou quando esse sistema deverá estar em funcionamento.

Ontem, o titular substituto do MMA esteve presente no evento

ALERTA

De acordo com o secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, as projeções para este ano são ainda mais alarmistas do que as do ano passado.

Isso porque, segundo ele, para este ano há a previsão de que no Pantanal tenha ainda mais ondas de calor, 
em comparação com 2024, além da crise hídrica na região que continua desde 2020.

“Essa previsão [de um cenário ainda pior neste ano] é baseada no que choveu até agora e na perspectiva de ondas de calor na região. É um cruzamento de dados hidrológicos, pluviométricos e climáticos relacionados à temperatura”, explicou Lima.

“Existe uma previsão de mais ondas de calor neste ano do que em anos anteriores. Existe uma constatação de que este ano está chovendo a mesma coisa que o ano passado e de que as áreas não estão inundando. Então, tudo isso indica para um risco tão grave ou maior que 2024”, pontuou.

Em função disso, os governos federal e estadual prepararam ações preventivas e de combate a incêndios florestais no Pantanal em conjunto. 

Entre as atividades realizadas está o monitoramento de focos de calor para o planejamento das ações desenvolvidas pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI) na Operação Pantanal 2025.

EMERGÊNCIA

Dentro dessas atividades, também foi assinado ontem o decreto de emergência ambiental que segue pelos próximos 180 dias, aproximadamente seis meses, em todo o território de Mato Grosso do Sul.

Conforme Verruck, o volume hídrico abaixo da média histórica é um dos fatores que também impactaram na tomada dessa decisão.

“O decreto de emergência vale por 180 dias e permite que a gente comece a ordenar todas as ações, com atividades de prevenção, e faremos ações de combate a incêndios florestais. O decreto foi baseado nas condições climáticas adversas no Pantanal”, destacou o secretário de Estado.

*Colaborou Naiara Camargo

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail marketing@correiodoestado.com.br na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).