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Supermercado é investigado por alterar preços e validade de produtos em Campo Grande

O local vendia produtos com prazo de validade vencido, etiquetas de validade remarcadas e divergência de preços entre a gôndola e o caixa; denúncia foi feita por um consumidor

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Um supermercado de uma das maiores redes de Campo Grande, localizado na avenida Tamandaré, está sendo investigado para apurar possíveis danos ao consumidor em razão de diversas práticas abusivas.

De acordo com o Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor, o local vendia produtos com prazo de validade vencido, etiquetas de validade remarcadas e divergência de preços entre a gôndola e o caixa. 

A denúncia foi feita por um consumidor, que relatou reiteradas divergências de preços entre os valores exibidos nas gôndolas e os cobrados no caixa, além da ausência de preços em muitos produtos. 

O cliente também informou que, apesar de registrar reclamações, os funcionários do estabelecimento não devolveram em dobro os valores cobrados indevidamente, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Após fiscalização no estabelecimento foram confirmadas as práticas comerciais que iam contra as normas de proteção e defesa do consumidor, o que resultou na autuação da empresa.

Segundo informações do MPMS, todas as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para coibir essas práticas abusivas estão sendo tomadas. A ação visa garantir a existência digna dos cidadãos, conforme os princípios da justiça social e da ordem econômica estabelecidos na Constituição Federal.

Por fim, a instituição instaurou um Procedimento Preparatório para investigar reclamações de divergências de preços no mesmo supermercado, que foi convertido em Inquérito Civil, visto que, anteriormente a empresa já havia sido objeto de investigação pelos mesmos fatos, que na época foram regularizados.

O que diz no CDC ?

A devolução em dobro de valores cobrados indevidamente está prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC), no parágrafo único do artigo 42. 

Para que o consumidor tenha direito à devolução em dobro, é preciso que: 

  • A cobrança tenha sido indevida
  • O consumidor tenha efetivamente pago o valor cobrado
  • Não haja engano justificável do fornecedor

Importante ressaltar que a devolução em dobro é cabível quando a cobrança indevida for contrária à boa-fé objetiva. Ou seja, deve ocorrer independentemente da natureza do elemento volitivo. 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que o consumidor só tem direito à restituição em dobro se for comprovado que houve má-fé por parte da empresa que fez a cobrança. 

Já prazo para pedir a devolução é de 10 anos, contado da data em que o consumidor realizou o pagamento. 

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Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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