O Grupo Pereira, que mantém sua matriz em Campo Grande e é dono das redes Comper e Fort Atacadista, fechou acordo para comprar 21 lojas do Carrefour Bairro, em uma operação estimada pelo mercado em R$ 360 milhões. A aquisição amplia a presença nacional de uma companhia que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais mercados de sua operação.
As unidades negociadas estão fora de Mato Grosso do Sul: 15 ficam no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal. O valor da transação não foi oficialmente divulgado pelas empresas e a conclusão do negócio ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Pereira ocupa a sétima posição entre as maiores redes supermercadistas do País e registrou faturamento de R$ 17,5 bilhões.
A companhia reúne atualmente 194 unidades de negócio, sendo 117 voltadas ao varejo alimentar, e emprega aproximadamente 24 mil trabalhadores.
Apesar de ter sido fundado em Itajaí, em Santa Catarina, em 1962, o Grupo Pereira estabeleceu em Campo Grande a sua matriz. A sede fica na Rua Brilhante, na Vila Bandeirante.
Mato Grosso do Sul também se tornou um dos principais mercados da companhia. Conforme o balanço ambiental e social de 2025 do próprio grupo, o Estado contava com 10 unidades do Fort Atacadista e 11 supermercados Comper.
A estrutura em MS inclui ainda sete unidades da Farmácia SempreFort, três restaurantes, operações da Pera Turismo, Perlog, posto de combustível e da Broker Pantanal Distribuição.
A presença do grupo também avançou para o interior sul-mato-grossense nos últimos anos. Em 2022, a companhia iniciou uma nova fase de expansão das marcas Comper e Fort Atacadista para cidades do interior de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, movimento classificado pela própria empresa como parte de sua estratégia de crescimento regional.
Em São Paulo, as 15 lojas adquiridas representarão a estreia da bandeira Comper no varejo supermercadista paulista. O grupo já está presente no Estado com Fort Atacadista, Atacado Bate Forte e Farmácia SempreFort.
No Distrito Federal, onde já opera unidades do Fort Atacadista e do Comper, a aquisição vai reforçar principalmente a presença da rede de supermercados. Após a incorporação dos novos pontos, a companhia prevê chegar a dez lojas Comper no DF, incluindo unidades em regiões como Asa Sul, Asa Norte e Lago Sul.
A expansão ocorre enquanto o Carrefour segue caminho diferente e reduz sua exposição ao formato de supermercados tradicionais.
A companhia francesa informou que a venda faz parte da revisão de seu portfólio no Brasil e da estratégia de concentrar recursos nos formatos considerados prioritários, principalmente Atacadão, hipermercados Carrefour e Sam’s Club. No segmento de proximidade, a empresa continuará com a bandeira Carrefour Express.
Até a conclusão da operação e a autorização dos órgãos competentes, as 21 unidades negociadas continuarão funcionando normalmente sob a atual operação.
De SC a Campo Grande
A história do Grupo Pereira começou em 1962, em Itajaí (SC), mas Mato Grosso do Sul ganhou importância na expansão da companhia. A chegada a Campo Grande ocorreu inicialmente por meio da operação atacadista, e a Capital posteriormente passou a abrigar a matriz do grupo.
Hoje, o endereço institucional da companhia está na Rua Brilhante, nº 1.988, em Campo Grande, enquanto a empresa também mantém escritório em São Paulo.
A aquisição das lojas do Carrefour ocorre em meio a uma sequência de movimentos de expansão. Em 2025, o grupo assumiu operações dos Supermercados Schmit, em Santa Catarina, e, neste ano, incorporou a rede Comercial Celeiro, também catarinense.
Com a nova negociação, a empresa controladora de marcas conhecidas dos consumidores sul-mato-grossenses amplia sua presença justamente em dois dos maiores mercados consumidores do País: São Paulo e Distrito Federal.
**Com informações da CNN**
André Brandão, secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Foto: Marcelo Victor
Ciclistas precisam desviar de cratera. Foto: Paulo Ribas/arquivo


