Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Com negociação aberta com CCR, agência dá parecer contrário à redução do pedágio na BR-163

O parecer da ANTT é a resposta ao Projeto de Decreto Legislativo apresentado na Câmara dos Deputados no dia 16 do mês passado com objetivo de sustar o aumento

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Com o acordo consensual já quase firmado entre Governo federal e MSVia para que a concessionária continue gerenciando a BR-163 por mais 35 anos, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deu parecer contrário à redução da tarifa de pedágio, que subiu 16,82% no mês passado. A autarquia alega que seguiu todos os parâmetros definidos no termo aditivo do contrato.

O parecer da Agência é a resposta ao Projeto de Decreto Legislativo apresentado na Câmara dos Deputados no dia 16 do mês passado com objetivo de sustar o aumento.

A proposta dos deputados federais Beto Pereira, Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira alega que as obras de duplicação foram interrompidas e que a elevação da tarifa somente favorece a empresa e que “neste momento é no mínimo descabida, ao tempo que prejudica e desrespeita os usuários da rodovia”, além de citar que o reajuste é inoportuno em virtude de se discutir uma nova modelagem de contrato. 

Essa proposta da MSVia continuar gerenciando a rodovia ganhou mais força esta semana com a reunião do governador Eduardo Riedel com diretores da ANTT, que são favoráveis ao acordo consensual para a concessionária manter o controle da BR-163 por mais 35 anos.

O acordo, até o momento, é que a empresa invista R$ 12 bilhões nos próximos, sendo que para a renovação do contrato o pedágio deve ficar congelado no atual valor.

De acordo com o governador Eduardo Riedel, serão quase 190 km de duplicação e mais de 170 km de terceira faixa. "Oito cidades com dispositivo de acesso, pista lateral, 12 km de pista lateral nas cidades, travessia, passarelas, então são R$ 12 bilhões de investimentos, sendo R$ 3 bilhões nos primeiros três anos e a manutenção do pedágio", disse o governador, durante coletiva no desfile de 7 de setembro.

Riedel acrescentou que, se o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar o projeto, no dia 1º de janeiro de 2024 a CCR MSVia já irá começar a trabalhar na duplicação.

O congelamento da tarifa nos valores atuais, com aumento de 16,82%, ganha força com o parecer técnico da ANTT. No documento assinado pelo Gerente de Gestão e Fiscalização Econômico-Financeira Rodoviária, Eduardo Nóbrega, é afirmado que  “entende-se não ser objeto de Decreto Legislativo a sustação de ato administrativo como a Deliberação nº 249/2023, pois este é concreto, pessoal e individualizado, busca-se tão somente a aplicação do ordenamento, no caso, diretamente aplicável ao Contrato de Concessão Edital nº 005/2013, após o devido processo de reajuste tarifário e dentro das competências privativas desta ANTT.”

Após justificar que o aumento seguiu todos os parâmetros definidos em lei, as regras do contrato e dos termos aditivos, sendo respeitado um dos artigos, que determina que o pedágio deve ser reajustado anualmente, seguindo a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No parecer é justificado que “uma vez que este é o primeiro reajuste aplicado desde a data de celebração do Termo Aditivo, em 10/06/2021, o reajuste de 16,82% (dezesseis inteiros e oitenta e dois centésimos por cento) aplicado agora, englobou a variação do IPCA dos últimos 24 meses.”, por isso a gerência se manifestou contra o projeto de lei.

Alerta de Tempestade

Campo Grande entra em alerta para tempestade e ventos fortes nesta terça

Aviso do Inmet começa às 23h desta terça-feira (25) e prevê chuva intensa, rajadas de vento e risco de alagamentos e descargas elétricas na Capital.

24/08/2026 18h09

Tempo fechado em Campo Grande em imagem de arquivo; Capital tem alerta para tempestade entre terça (25) e quarta-feira (26).

Tempo fechado em Campo Grande em imagem de arquivo; Capital tem alerta para tempestade entre terça (25) e quarta-feira (26). Foto: Arquivo Correio do Estado

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Depois de dias marcados pelo tempo seco, Campo Grande volta a ficar sob alerta para tempestades. A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil emitiu nesta segunda-feira (24) um novo comunicado para a possibilidade de chuva forte e ventos intensos na Capital entre a noite de terça-feira (25) e quarta-feira (26).

O aviso amarelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começa às 23h desta terça e permanece válido até as 22h59 de quarta-feira.

Durante o período, há possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo de um único dia, além de ventos intensos.

Apesar de o nível amarelo representar perigo potencial, o alerta aponta risco de ocorrências como interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A mudança ocorre depois de um período de calor e baixa umidade e está relacionada ao avanço de instabilidades sobre Mato Grosso do Sul.

Segundo previsão divulgada pelo Inmet nesta segunda-feira (24), a formação de uma área de baixa pressão, associada à passagem de um cavado, uma faixa alongada de baixa pressão atmosférica que favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta a instabilidade, deve alterar as condições do tempo no Centro-Oeste.

O fenômeno cria um ambiente favorável à ocorrência de pancadas de chuva, rajadas de vento e trovoadas.

Instabilidade avança sobre MS

A mudança deve começar a ser percebida ao longo de terça-feira. O Inmet prevê que o sistema favoreça a formação de áreas de instabilidade principalmente sobre o centro-sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas. As condições devem permanecer durante a quarta-feira.

Além da chuva, a combinação entre a queda da pressão atmosférica e a intensificação das correntes de vento em níveis mais altos da atmosfera cria condições para episódios de tempo severo.

O Inmet aponta possibilidade de tempestades e eventual ocorrência de granizo nas áreas atingidas pelo sistema entre terça e quarta-feira.

A previsão representa uma mudança significativa em relação ao cenário registrado nos últimos dias no Centro-Oeste, quando o calor e a baixa umidade predominaram.

A tendência, porém, é que a instabilidade seja passageira: a partir de sexta-feira (28), o Inmet prevê o retorno do tempo seco e estável à região, condição que deve permanecer até o fim da semana. 

Temperaturas

Em Campo Grande, a terça-feira (25) terá temperatura mínima de 18°C e máxima de 31°C. Na quarta-feira (26), os termômetros devem variar entre 19°C e 30°C.

Já na quinta-feira (27), apesar da instabilidade prevista nos dias anteriores, o calor volta a ganhar força, com mínima de 19°C e máxima de 35°C.

Cuidados durante a tempestade

Em caso de temporal, a orientação é evitar áreas abertas e locais próximos a árvores, postes e estruturas que possam ser atingidas pelas rajadas de vento. Objetos soltos em quintais e varandas também devem ser recolhidos diante da possibilidade de ventos fortes.

Moradores que enfrentarem ocorrências relacionadas ao temporal podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou solicitar serviços municipais pelo 156.

Em situações envolvendo risco elétrico, como árvores ou galhos sobre a rede de energia, a orientação é procurar o Corpo de Bombeiros pelo 193.
 

Sobreaviso

Com mais de mil denúncias Conselho Tutelar Norte suspende atendimento

Responsável por região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes fechou as portas ao público para tentar reduzir demanda acumulada por falta de servidores

24/08/2026 17h40

Conselho Tutelar região Norte

Conselho Tutelar região Norte Foto: Paulo Ribas

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Uma região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes, cinco conselheiros tutelares e, atualmente, apenas uma servidora administrativa trabalhando seis horas por dia. O resultado dessa conta é uma fila de 1.581 denúncias e relatórios ainda sem atendimento no Conselho Tutelar da Região Norte de Campo Grande.

Diante do acúmulo, os conselheiros decidiram suspender temporariamente o atendimento ao público para concentrar esforços na demanda represada. A medida, segundo as conselheiras, foi tomada após quase dois meses de quadro administrativo incompleto e semanas de espera pela reposição de funcionários.

“Hoje nós fizemos um levantamento e vimos que temos, em média, 1.581 denúncias e relatórios que ainda não receberam atendimento por conta da falta da equipe administrativa”, afirmou a conselheira Suellen Gomes, em entrevista ao jornal Correio do Estado. 

A situação é considerada crítica porque as demandas recebidas pelo Conselho Tutelar passam primeiro pela equipe administrativa. São os servidores que fazem a triagem, registram as denúncias, verificam documentos e localizam os históricos das famílias antes de os casos chegarem aos conselheiros.

Sem essa estrutura, o atendimento praticamente trava.“Tudo que chega dentro do Conselho Tutelar primeiro passa pela equipe administrativa. Quando chega à mesa do conselheiro, já deveria estar tudo certo para a gente notificar a família, fazer o atendimento e aplicar as medidas de proteção”, explicou Suellen.

O número, inclusive, não para de crescer. Poucos minutos depois de concluído o levantamento das 1.581 denúncias e relatórios pendentes, uma escola chegou ao Conselho com mais 60 fichas escolares, ampliando imediatamente a demanda.

A área atendida pelo Conselho Norte é uma das maiores de Campo Grande e se estende do fim da região do Nova Lima até o José Abrão. Segundo levantamento citado pelas conselheiras, realizado pela Planurb em 2023 para a divisão das áreas dos conselhos tutelares, a região concentra cerca de 58 mil crianças e adolescentes.

Portões fechados 

A suspensão do atendimento ao público, segundo as conselheiras, não significa a interrupção completa do serviço. Casos emergenciais continuam sendo atendidos, assim como as ocorrências acionadas pelo plantão, que permanece disponível 24 horas.Conselho Tutelar região Norte

A decisão, porém, expõe um problema mais profundo: para tentar dar conta das denúncias já acumuladas, o Conselho precisou fechar temporariamente as portas para novas demandas presenciais.

Administrativamente, a unidade é vinculada à SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). De acordo com o relato das conselheiras, houve solicitação para reposição dos servidores e a situação também foi levada ao Ministério Público, responsável pela fiscalização dos Conselhos Tutelares.

A expectativa era de que funcionários fossem encaminhados para a unidade, o que não ocorreu até o momento. Conforme informado durante a entrevista, a prefeitura teria indicado a possibilidade de envio de servidores, mas, até a decisão pela suspensão do atendimento, a equipe não havia sido recomposta.

Para a conselheira Eliane Diniz, a medida é extrema, mas foi considerada necessária diante da dimensão da demanda e da natureza dos casos atendidos pela unidade.

“Isso é muito ruim, tanto para nós quanto para a população. A gente atende pessoas em situação de vulnerabilidade, que às vezes não têm nem dinheiro para uma passagem de ônibus e chegam aqui com o portão fechado. Isso, para a gente, é frustrante. Não é o que queremos”, afirmou.

Ela ressalta que o acúmulo não representa apenas números ou procedimentos burocráticos, mas casos envolvendo crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. “A gente trabalha com vidas. Às vezes é preciso tomar medidas drásticas para as pessoas acordarem. Do jeito que está, precisamos de socorro”, declarou Eliane.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar a falta de servidores, a previsão de reposição e quais medidas serão adotadas diante das mais de 1,5 mil denúncias e relatórios pendentes. O espaço permanece aberto para manifestação.

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