O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), disse hoje (21) que vai manter a reforma previdenciária municipal. De acordo com o chefe do Executivo, a mudança será nos mesmos moldes do Governo do Estado, mas ainda não foi enviada para a Câmara de vereadores.
“Ainda não enviamos. Nós estávamos em estudo e eles, democraticamente, vão opinar. Politicamente eles falam que é ruim, mas se a gente não fizer, o tempo vai fazer e eles vão se arrepender”, disse se referindo a possível votação do projeto no Legislativo.
Atualmente, na Capital, três servidores ativos trabalham para pagar a aposentadoria de apenas um funcionário municipal inativo.
Dentro de dez anos a proporção deve cair e haverá menos servidores em atividade para um quadro muito maior de aposentados, segundo o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, explicou ao Portal Correio do Estado.
A conta que se faz é a seguinte: em 2016, 16.271 profissionais ativos contribuíram com 11% dos seus salários para pagarem 5.014 aposentados municipais.
Estima-se que até 2026 haja 9.671 inativos no quadro da Previdência de Campo Grande, que serão sustentados por 18.738 trabalhadores em idade de produção, o que equivale a 1,93 ativo trabalhando para o pagamento de um aposentado.
O prefeito disse que não vai esperar a votação no Governo Federal e deve encaminhar o projeto para a Câmara. “Quem não faz sensacionalismo e joga para a plateia seria a favor. Projeto seria nos moldes do Governo do Estado, uma contribuição de 2%, mas a garantia de que não vão ter salários atrasados e parcelados”, destacou.


