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MARINHA DO BRASIL

Com provas em Campo Grande e Ladário, Escola Naval abre concurso com 49 vagas

São 49 vagas, sendo 37 para homens e 12 para mulheres; salário varia de R$ 7 mil a R$ 15 mil

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Marinha do Brasil está com inscrições abertas para Concurso Público da Escola Naval, localizada na Ilha de Villegagnon, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ).

São 49 vagas, sendo 37 para homens e 12 para mulheres. As vagas são para militares oficiais do Corpo da Armada (CA), Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) e Corpo de Intendentes da Marinha (CIM).

Após formado, o salário varia de R$ 7 mil a R$ 15 mil e os militares podem ocupar as patentes de segundo-tenente, primeiro-tenente, capitão-tenente, capitão de corveta, capitão de fragata, capitão de mar e guerra, contra-almirante, vice-almirante e almirante de esquadra.

O concurso é composto pelas seguintes etapas:

  • Prova Escrita Objetiva (PO) de Matemática e Inglês
  • Prova Escrita Objetiva (PO) de Física e Português
  • Redação
  • Procedimentos Complementares à Autodeclaração (PCAd)
  • Eventos Complementares (EVC) constituídos de Verificação de Dados Biográficos, Inspeção de Saúde, Teste de Aptidão Física de Ingresso, Verificação de Documentos e Avaliação Psicológica.

INSCRIÇÕES

As inscrições podem ser feitas neste site de 30 de abril a 13 de maio. A taxa é de R$ 110,00 e deve ser paga até 14 de maio.

O número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a Carteira de Identidade serão exigidos no ato da inscrição.

PROVAS

A prova objetiva de matemática será aplicada em 29 de agosto. A prova objetiva de física/português/redação acontecerá em 30 de agosto. O resultado (divulgação das notas) das provas objetivas será divulgado em 15 de outubro.

Provas escritas objetivas serão realizadas em dois dias consecutivos. No primeiro dia, será aplicada uma prova composta das disciplinas de Matemática e Inglês, com duração total de 5 horas e será constituída de 40 questões, sendo: 20 de matemática e 20 de inglês. Cada questão valerá 2,5 pontos, totalizando 100 pontos.

No segundo dia, será aplicada uma prova e uma redação, com duração total de 5 horas. A PO será composta das disciplinas de Física e Português e será constituída de 40 questões, sendo: 22 de Física e 18 de Português. Cada questão valerá 2,5 pontos, totalizando 100 pontos. A Redação também será no segundo dia.

A prova será realizada em Ladário (MS), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Vila Velha (ES), entre outras cidades brasileiras.

REQUISITOS

Os requisitos para participar do Concurso Público são:

  • Ser brasileiro nato
  • Possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF)
  • Possuir documento oficial de identificação original, físico, com assinatura e fotografia
  • Ter 18 anos completos e menos de 23 anos de idade no dia 30 do mês de junho de 2027
  • Não estar na condição de réu em ação penal
  • Não ter sido, na forma da legislação vigente, responsabilizado por ato lesivo ao patrimônio público de qualquer esfera de governo, em processo disciplinar administrativo do qual não caiba mais recurso e/ou condenado em processo criminal com sentença transitada em julgado
  • Estar em dia com as obrigações do Serviço Militar
  • Ter altura mínima de 1,54 m e máxima de 2 m
  • Apresentar a Certidão de Antecedentes da Justiça Militar, Certidão da Justiça Federal e Estadual
  • Possuir idoneidade moral
  • Entre outros requisitos

ESCOLA NAVAL

O curso terá duração de quatro anos, sob regime de internato.

Confira as habilitações de cada curso de graduação:

  • Corpo da Armada: mecânica, eletrônica ou sistemas de arma
  • Corpo de Fuzileiros Navais: mecânica, eletrônica ou sistemas de arma
  • Corpo de Intendentes da Marinha: habilitação em administração

Saúde

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

Investigação mira falta de materiais para curativos e medicamentos na rede municipal, especialmente no atendimento domiciliar de pacientes do SUS

11/05/2026 17h45

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no fornecimento de insumos médico-hospitalares na rede municipal de saúde de Campo Grande.

A apuração busca verificar se há falhas na regularidade, suficiência e continuidade da distribuição de materiais essenciais utilizados principalmente no atendimento domiciliar de pacientes assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e teve início após a conversão de uma notícia de fato em inquérito civil.

O procedimento foi motivado por uma denúncia envolvendo uma paciente idosa, acamada e portadora de úlcera venosa crônica, que enfrentava dificuldades para obter materiais básicos necessários para a realização de curativos.

Durante as apurações preliminares, surgiram relatos sobre a falta frequente de itens como gaze, ataduras e fitas hospitalares, além da dificuldade de acesso a medicamentos de uso contínuo fornecidos pela rede pública municipal.

Embora o caso inicial envolva uma situação individual, o Ministério Público identificou indícios de possível impacto coletivo, já que a deficiência no abastecimento pode atingir outros pacientes cadastrados no Programa de Dispensação de Insumos Médico-Hospitalares para Uso em Domicílio (PDIMH), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Com a instauração do inquérito civil, o MPMS pretende aprofundar a análise sobre as medidas adotadas pelo município para garantir a adequada organização da assistência farmacêutica e da logística de distribuição de insumos médicos.

A investigação também busca verificar se o atendimento prestado aos usuários do SUS está em conformidade com os princípios da universalidade, integralidade e continuidade do cuidado em saúde, previstos na legislação do sistema público.

Paralelamente à investigação mais ampla, o Ministério Público informou que acompanha a situação específica da paciente que originou a denúncia. Os familiares vêm sendo orientados quanto às medidas necessárias para assegurar o atendimento imediato e o fornecimento adequado dos materiais indispensáveis ao tratamento.

 reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, porém, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Poluição sonora

Justiça mantém proibição de shows e música ao vivo na Fazenda Churrascada em Campo Grande

Restaurante, quase dentro de parque estadual, é alvo de reclamações por som alto, e foi palco de shows de sertanejos famosos, como Zezé Di Camargo, Gian & Giovanni e Matogrosso & Mathias

11/05/2026 17h21

Restaurante Fazenda Churrascada, em Campo Grande

Restaurante Fazenda Churrascada, em Campo Grande Gerson Oliveira

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A desembargadora da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sandra Regina da Silva Artiolli, manteve a proibição de o restaurante Fazenda Churrascada executar música ao vivo ou mecânica e promover aglomerações com emissões sonoras no estabelecimento. A decisão é do último dia 6 de maio.

O restaurante havia ingressado com agravo de instrumento no TJMS, solicitando a anulação dos efeitos da decisão da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que atende, em partes, pedidos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para que o local, que alega ser apenas um restaurante, cesse atividades similares às de uma casa de shows, com apresentação de artistas e barulho acima do permitido, conforme descrito na ação.

A decisão mantida pela juíza da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande ainda leva em consideração argumentos que diferenciam o restaurante dos demais, sobretudo por causa das atividades de shows eventuais que promove, principalmente por estar dentro da área de influência do Parque Estadual do Prosa.

O município de Campo Grande, que isentou o restaurante de licença ambiental para a atividade que opera, teve sua omissão suscitada na decisão do magistrado de 1ª instância e mantida pela desembargadora.

Entenda a proibição

A decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan impôs severas restrições às atividades do estabelecimento após denúncias de poluição sonora e funcionamento irregular.

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apontou que o empreendimento, embora licenciado como restaurante, vinha operando, na prática, como uma casa de shows, promovendo eventos musicais de médio e grande porte sem as devidas autorizações ambientais e urbanísticas.

Os principais pontos da decisão foram:

Excesso de ruído:

Laudos técnicos e declarações de moradores comprovaram que os níveis de som ultrapassavam os limites legais, causando perturbação do sossego e impactos à saúde da comunidade. Um relatório da Planurb registrou que o empreendimento foi autuado por infringir a legislação municipal de controle de ruídos. “Os resultados das medições indicaram a emissão de ruídos acima dos limites permitidos pela legislação vigente”, conforme consta na ação civil pública.

Atividade irregular:

O juiz destacou que o restaurante realizava shows com artistas de projeção nacional, estrutura de palco e grande concentração de público, caracterizando atividade típica de casa de eventos, que exige licenciamento ambiental específico.

Desde que foi inaugurado, o restaurante, localizado dentro do Parque dos Poderes e ao lado do Parque Estadual do Prosa, também foi palco de shows como os de Zezé Di Camargo (2024), Edson & Hudson, Gian & Giovanni e duas apresentações de Matogrosso & Mathias, em 2025.

“Logo, a conclusão fática a que se chega é a de que a ré CHR Participações Ltda. (razão social da Fazenda Churrascada) atua não só no ramo alimentício, mas também no ramo de casa de shows”, afirmou o magistrado.

Obrigações

A decisão determinou que a empresa se abstenha de executar música ao vivo ou mecânica até obter licença ambiental, além de apresentar alvarás e certificados obrigatórios (Corpo de Bombeiros, licença sanitária e autorização especial de funcionamento). O prazo fixado foi de 30 dias.
A responsabilidade do município também foi citada.

Na ocasião, o Ministério Público apontou omissão da Prefeitura de Campo Grande na fiscalização. O juiz ordenou que o município intensifique a fiscalização dos eventos e elabore um “Mapa de Ruídos Urbano”, previsto no Plano Diretor, para monitorar e controlar a poluição sonora.

Defesa do restaurante

A Fazenda Churrascada alegou possuir todas as licenças necessárias e que medições técnicas não comprovaram excesso de ruído. No agravo, a Fazenda Churrascada afirmou que é apenas um restaurante, atividade que sustenta ser sua principal atuação, embora alegue que a proibição de música ao vivo e som mecânico tem prejudicado o negócio.

Argumentou ainda que a suspensão das atividades causaria prejuízos econômicos e demissões, defendendo a proporcionalidade das medidas. O município, por sua vez, sustentou que já exerce fiscalização e que não pode ser responsabilizado por omissão.
 

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