Cidades

'CAMINHOS SEGUROS'

Condenados e com mandado, homens seguiam a vida após estupros de vulnerável em MS

Prisões feitas no início desta semana, quatro até o momento, fazem parte de operação que já levou mais de 100 para a cadeia em 2025, com atendimento de 227 vítimas no último ano

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Balanço parcial das ações realizadas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), através da Operação Caminhos Seguros 2026, mostra que, dos quatro indivíduos presos entre ontem (04) e hoje (05) em Mato Grosso do Sul, entre condenados e um com mandado de prisão, esses homens "seguiam a vida" após cometerem crimes de estupro de vulnerável em diversos municípios do Estado. 

Inicialmente, a Depca indiciou a prisão de três indivíduos, sendo dois condenados pelo crime de estupro de vulnerável, moradores da Aldeia Bororó, em Dourados, com diligências e demais ações de prevenção que começaram ainda em Campo Grande, passando também por Sidrolândia e Maracaju. 

No município de Dourados, distante aproximadamente 231 quilômetros da  Capital, esses dois indivíduos, de 56 e 36 anos, devem agora cumprir as respectivas penas a que estavam condenados, sendo: 14 e nove anos de reclusão, ambos em regime fechado. 

Em seguida, ainda no município douradense os agentes da Depca cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um acusado de 21 anos, também pelo crime de estupro de vulnerável, indivíduo esse que trabalhava como auxiliar de serviços gerais. 

Além desses presos ontem (04), a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente indica que nesta terça-feira (05) outro homem foi preso na área rural de Dourados, na Aldeia Ñu Porã, no âmbito dessas primeiras ações da Operação Caminhos Seguros 2026. 

Nesse caso, havia um mandado de prisão "decorrente de sentença condenatória definitiva, já transitada em julgado", como bem esclarece a Polícia Civil em nota, com uma pena de 19 anos de reclusão em regime fechado contra esse estuprador que trabalhava como lavrador na aldeia em área rural de Dourados. 

Caminhos Seguros

Como bem acompanha o Correio do Estado, metade dos casos de estupro registrados em MS são contra crianças, de zero a 11 anos, uma preocupação para os poderes principalmente voltados para segurança pública, sendo pelo menos dois casos envolvendo bebês que vieram à tona na última semana. 

Conforme balanço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul sobre a participação na Caminhos Seguros de 2025, essa ação contínua de enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultou em mais de cem indivíduos presos por esses crimes no Estado no último ano. 

Em 2025 a Operação Caminhos Seguros apresentou os seguintes números: 

  • 32 mandados de prisão por estupro de vulnerável, sendo 23 cumpridos pela Depca;
  • 73 prisões em flagrante em todas as Regionais no Mato Grosso do Sul;
  • 142 denúncias do Disque 100 apuradas na Delegacia Especializada;
  • 187 pontos fiscalizados pela Depca, tidos como "vulneráveis à exploração sexual infantil";

No último ano houve ainda o cumprimento de mandado de busca e apreensão, que resultou na prisão de um acusado responsável pelo armazenamento de material pornográfico infanto juvenil. 

Foram contabilizadas 227 vítimas atendidas, através do acolhimento e encaminhamento à rede de proteção, e demais ações para conscientização por parte da Depca, o que inclui desde palestras sobre segurança digital, voltadas a pais, crianças e adolescentes.

É importante que crimes contra crianças e adolescentes sejam denunciados, e as informações devem ser repassadas para a Polícia Civil, inclusive de forma anônima, pelo Disque 100, em qualquer unidade ou até mesmo por meio da Delegacia Virtual (www.pc.ms.gov.br).

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INFRAESTRUTURA

Sem desconto, obra de R$ 19 milhões contra voçoroca em Nova Andradina é homologada

Única empresa habilitada venceu licitação sem reduzir valor; contrato prevê 540 dias de execução para conter erosão que já consumiu mais de R$ 8 milhões

05/05/2026 11h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A obra de quase R$ 20 milhões para tentar conter a gigantesca voçoroca de Nova Andradina foi oficialmente homologada pelo Governo do Estado sem qualquer redução no valor previsto. O resultado da licitação foi publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial, confirmando deságio zero no processo.

De acordo com o edital nº 023/2026 da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a vencedora foi a Construtora Alvorada Ltda., com proposta de R$ 19.288.728,80, exatamente o teto estipulado pelo governo.

Apesar de três empresas terem participado da concorrência, duas foram inabilitadas durante a análise, o que deixou apenas uma proposta válida e inviabilizou a disputa de preços.

O contrato prevê prazo de execução de 540 dias para a realização das obras de reconformação de bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, área considerada o ponto de origem do problema.

A intervenção é mais uma tentativa do poder público de conter o avanço da erosão, que há anos compromete estruturas urbanas e já consumiu mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos.

Histórico

A voçoroca ganhou ainda mais atenção após afetar diretamente a rodovia MS-473, que liga a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal.

Durante a pavimentação da estrada, concluída em 2021, cerca de R$ 3,5 milhões foram destinados a obras de drenagem e contenção de águas pluviais. Ainda assim, poucos meses depois, dois trechos da rodovia cederam.

Para tentar recuperar os danos, o Estado executou uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões. No entanto, a intervenção também apresentou falhas após novos episódios de chuva.

Na época, o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), ex-prefeito do município, classificou o caso como um dos maiores desastres ambientais de Mato Grosso do Sul e chegou a questionar a qualidade das obras, além da existência de garantias ou estudos técnicos sobre as falhas.

A nova obra agora contratada tem como foco justamente controlar o escoamento da água da chuva — principal fator que alimenta a erosão e provoca o avanço da cratera.

A situação no Horto Florestal não é isolada. Nova Andradina possui ao menos outra grande voçoroca, localizada nas proximidades do bairro Argemiro Ortega.

Em dezembro de 2020, uma cratera de cerca de 18 metros de profundidade chegou a engolir uma casa na região, forçando famílias a abandonarem suas residências.

As duas erosões deságuam no Córrego Baile, que já teve o leito alterado pelo acúmulo de terra ao longo dos anos.

A voçoroca que será alvo da nova intervenção tem cerca de três quilômetros de extensão. 

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Asfalto

Jardim Itamaracá receberá drenagem e pavimentação nas ruas

Com um investimento quase R$ 20 milhões, cerca de 22 vias passarão por obras

05/05/2026 10h55

Bairro de Campo Grande receberá obras de drenagem, pavimentação e recapeamento

Bairro de Campo Grande receberá obras de drenagem, pavimentação e recapeamento Foto: Chico Ribeiro/Seilog

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O bairro Jardim Itamaracá em Campo Grande, receberá um conjunto de obras iniciado pelo Governo do Estado e será executado pela Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), as reformas consistem em pavimentação asfáltica, drenagem e recapeamento em vias do bairro. 

O investimento total será de R$ 19,9 milhões e deve abranger cerca de 22 vias, que receberão desde recapeamento à drenagem no asfalto da região. 

O pacote de obras que foi idealizado pelo Governo do Estado, inclui a construção de galerias pluviais, será implementado também o meio-fio e a pavimentação das vias. 

A reforma destas ruas no Jardim Itamaracá, marcará o fim de tempos difíceis para os moradores do local, que em épocas de chuvas sofriam para locomover nas vias do bairro, pois sem o asfalto virava um completo lamaçal, impossibilitando ou dificultando a passagem. 

No detalhamento da execução do projeto, estão previstos três quilômetros de drenagem, 40 mil metros quadrados de pavimentação, além de mais de 53 mil metros quadrados de recapeamento e reconstrução viária. O prazo para execução total desta fase das obras é de 24 meses (2 anos). 

Essas são algumas das vias que serão contempladas com as reformas Graciana Maria do Rosário, Joana Maria de Souza, Georgina Pereira Barbosa, Naor Lemes Barbosa, Sizuo Nakazato, Kama Nakazato, Nair Alves e Castro, Rômulo Cappi, Deocleciano Dias Bagage, Joaquim B. de Almeida, Taro Nakazato e Amabile Tanarche Cappi. 

Trechos como a Avenida Três Barras, Avenida Ana Batista Caminha e a Rua Padre Mussa Tuma, irão receber recapeamento e reconstrução em suas vias. 

Com a conclusão das obras, a expectativa é de que a mobilidade seja facilitada pelas novas vias pavimentadas, além da redução de danos com a chuva, já que a lama não será mais um problema. 
 

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