Cidades

Descaso

Com RU fechado e nenhuma estrutura, estudantes da UFMS sentam até no chão para se alimentar

Em assembleia convocada na última sexta-feira (5), os alunos organizaram uma manifestação para a próxima quinta-feira (10). 

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Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul estão passando por situações complicadas no campus de Três Lagoas. Problemas como a falta de professores em diversos cursos e o não funcionamento do Restaurante Universitário (RU) são algumas das principais dificuldades enfrentadas pela comunidade acadêmica. 

Gabriel de Oliveira Dias é estudante de Direito e passa o dia inteiro na Universidade. Ele explica que o RU está fechado desde antes de voltar às aulas por conta de superfaturamento. 

“A empresa que estava com a licitação em curso estava passando carteirinhas de alunos que não estavam almoçando, só pra ganhar dinheiro em cima. Alunos fantasmas estavam se alimentando. Por conta disso, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Reitoria investigaram e fizeram o fechamento do espaço e rescindiram o contrato. Porém, até agora não foi feita nenhuma nova licitação”, afirma. 

Em resposta à demanda pelo RU, a administração da UFMS lançou um edital no dia 24 de fevereiro para selecionar o de auxílio emergencial aos estudantes que fazem uso do restaurante no valor de R$300, enquanto o mesmo se encontra fechado, com apenas 160 vagas disponíveis.

Porém, os universitários afirmam que o edital não corresponde à realidade, visto que existe um número muito maior de acadêmicos que usavam o restaurante. 

“Foram liberadas somente 160 vagas para aproximadamente 510 pessoas que se inscreveram, fora os que não conseguiram se inscrever no edital. Vale lembrar que câmpus tem quase 3 mil alunos. Não são todos que fazem uso do RU, mas grande parte. Aqui, funciona período integral e noturno, é bem movimentado. Como o restaurante não foi liberado, tem gente comendo no sol quente, no chão, nos corredores dos blocos porque não tem estrutura”, comenta o estudante.

A Universidade teria um prazo até o dia 5 de abril para nova licitação, o que não aconteceu. Em assembleia convocada na última sexta-feira (5), os alunos organizaram uma manifestação para a próxima quinta-feira (10). 

“Nós deliberamos algumas coisas na assembleia geral. Faremos um ato na frente do RU, vamos fazer comida pra gente se alimentar, queremos chamar a atenção mesmo para o descaso que estamos enfrentando", finaliza Gabriel.

O prazo para divulgação do Resultado Final dos aprovados estava marcado para o dia 4 de abril. Porém, apenas hoje (7) foi divulgado o Resultado Preliminar. O início do pagamento está previsto para começar ainda no mês de abril, referente ao mês de março e deve permanecer até a reabertura do restaurante. 

O Câmpus

Atualmente, o câmpus oferece 14 cursos de graduação e quatro de pós-graduação em duas unidades. Na Unidade I estão os cursos de Licenciaturas em Letras, Pedagogia, Mestrado Profissional em Letras e Mestrado e Doutorado acadêmicos em Letras.

Na Unidade II, Licenciatura em Geografia, Ciências Biológicas, História e Matemática; os bacharelados em Geografia, Ciências Contábeis, Direito, Administração, Enfermagem, Sistemas de Informação, Engenharia de Produção e Medicina, além do Mestrado Acadêmico em Geografia e do Mestrado Profissional em Matemática. 

Segundo o site da UFMS, o câmpus Três Lagoas possui 2.736 alunos matriculados. 
 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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