Cidades

Infraestrutura

Com verba federal, Estado prevê R$ 9 milhões em asfalto nas Moreninhas

Edital prevê investimento milionário em recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV, na Capital

Continue lendo...

O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (03), edital de licitação para investimento de R$ 9 milhões em obras de recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV.

Por meio das redes sociais, no Instagram, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, localizada na Moreninhas IV, e informou que o trabalho representa a quarta etapa das obras de infraestrutura.

Segundo a publicação, os bairros irão receber obras de drenagem pluvial e restauração do pavimento asfáltico, no valor estimado de R$ 9.105.378,89.

“A gente conclui o processo licitatório daqui a uns dias, da quarta etapa do asfalto que vai atender as Moreninhas III e IV, em uma articulação com a bancada federal e em parceria forte entre Estado e Prefeitura”, disse o secretário.

Região Sul

No dia 16 de janeiro, a Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) divulgou o edital de licitação do chamado lote 01, com investimento de R$ 20.981.386,66, no qual 16 ruas e avenidas do Bairro Itamaracá, localizado na Região Sul, receberão recapeamento ou asfalto novo.

Como acompanha o Correio do Estado, a obra prevê o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e a implantação de cinco quilômetros de asfalto novo no bairro.

A previsão é que o trabalho seja concluído em até dois anos, conforme consta no edital.

A licitação contempla a pavimentação da Rua Salomão Abdalla e a abertura de vias em meio a pastagens, dando continuidade a um novo acesso às Moreninhas, que ainda não tem previsão de conclusão, segundo a Agesul.

A primeira etapa desse projeto, que prevê a construção de uma nova avenida de acesso às Moreninhas, começou em dezembro de 2022. A primeira fase está pronta há quase um ano. Nessa etapa, o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões.

O problema é que, sem a segunda etapa, o asfalto novo da primeira fase (Avenida Alto da Serra) liga as Moreninhas a uma área de pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal de desafogar o trânsito de avenidas como Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

** Colaborou Neri Kaspary

Assine o Correio do Estado

 

 

AVANÇO NA MEDICINA

Nanotecnologia desenvolvida pela UFMS atinge 99,6% de inibição do câncer

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas e pode reduzir efeitos colaterais do tratamento

03/03/2026 09h15

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas Divulgação

Continue Lendo...

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) avançou no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de melhorar a forma como medicamentos quimioterápicos são transportados pelo organismo. Em testes experimentais, o método alcançou até 99,6% de inibição do crescimento tumoral e reduziu em mais de 90% o peso dos tumores analisados.

O estudo propõe o uso de nanopartículas de sílica como “veículos” para levar o fármaco diretamente às células doentes. Essas estruturas, milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, funcionam como matrizes carreadoras, permitindo que o medicamento circule pelo corpo de maneira mais direcionada.

De acordo com o professor Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa, o planejamento do tamanho e da morfologia das partículas foi determinante para o desempenho observado em laboratório. “O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias”, afirma.

Nos experimentos realizados, as nanopartículas demonstraram alta capacidade de impedir a multiplicação de células tumorais e maior seletividade no ataque às células cancerígenas, preservando, em maior grau, as células saudáveis. A seletividade é um dos principais desafios da quimioterapia convencional, frequentemente associada a efeitos colaterais intensos.

Entre os medicamentos testados, as combinações com citarabina e doxorrubicina apresentaram os melhores resultados. Em modelos experimentais que avaliaram crescimento e peso tumoral, os índices de inibição chegaram a 99,6%, com redução superior a 90% na massa dos tumores.

O estudo também utilizou o ácido fólico como estratégia de direcionamento. Muitas células cancerígenas apresentam maior quantidade de receptores dessa substância, o que facilita a ligação do medicamento ao tumor. “O ácido fólico é usado como direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas superexpressam receptores de folato na sua superfície”, explica Martines.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), por meio da chamada especial para atração de recém-doutores, e também contou com recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa voltada ao fortalecimento da produção científica aplicada à saúde pública.

Além dos resultados laboratoriais, o projeto já resultou em pedidos de patentes e apresenta potencial de transferência tecnológica, tanto para o setor produtivo quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa da equipe é dar continuidade às etapas de validação para que a tecnologia avance em direção a aplicações clínicas futuras.

Os dados integram a nova série de divulgação científica lançada pela Fundect, intitulada “MS ama Ciência”, que pretende apresentar pesquisas financiadas no Estado com potencial de impacto social e econômico.

Assine o Correio do Estado

DE OLHO NO DINHEIRO

MPMS quer saber se Fundo Municipal de Saúde foi gasto corretamente

Órgão instaurou inquérito civil após gestão criar conta única para movimentar recursos recebidos da União e do Estado

03/03/2026 08h30

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para apurar se a gestão e as movimentações do Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande estão sendo feitas da maneira correta, segundo a lei municipal que instituiu novo mecanismo de gestão orçamentária.

Ontem, o MPMS divulgou publicamente a abertura do procedimento que tem por objetivo “apurar a regularidade da gestão e da movimentação dos recursos do Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande-MS, especialmente após a promulgação da Lei Municipal nº 7.442/2025, que instituiu o Sistema Financeiro de Conta Única”, sob requerimento da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública.

Como tramita em sigilo, o inquérito não está disponível para visualização de mais detalhes. Contudo, o MPMS afirmou à reportagem que a investigação vai se concentrar apenas nas ações feitas a partir de julho do ano passado, quando a lei municipal citada no objeto do procedimento passou a vigorar.

Ademais, o órgão explica que o inquérito surgiu a partir de um ofício enviado pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) há quase nove meses, em que a entidade “manifestou preocupação quanto aos possíveis impactos da Lei Municipal nº 7.442/2025 sobre a autonomia orçamentária e financeira do Fundo Municipal de Saúde”.

“A preocupação apresentada refere-se à compatibilidade do Sistema Financeiro de Conta Única com a legislação federal que rege o financiamento do SUS, especialmente a Lei Complementar nº 141/2012, as Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990 e normas que exigem segregação, rastreabilidade e transparência na aplicação dos recursos vinculados à Saúde”, disse o MPMS.

“Essa foi uma provocação do conselho [CMS] para o Ministério Público, porque justamente o próprio conselho acha uma situação um pouco delicada, no ponto de que os recursos da saúde vinculados especificamente à Saúde não podem ser utilizados para outros meios, e com a conta única dificulta um pouco a possibilidade de rastrear esses recursos”, reforça Jader Vasconcelos, coordenador do CMS.

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber seu posicionamento diante da abertura do inquérito, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Recursos do fundo são revertidos para todos os atendimentos - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

LEI MUNICIPAL

Citada pelo MPMS como “pivô” deste inquérito civil, a Lei Municipal nº 7.442/2025 institui o Sistema Financeiro de Conta Única.

Em suma, o mecanismo de gestão orçamentária centraliza todos os recursos financeiros da administração pública (União, Estado ou Município) em uma única conta principal no Banco Central ou banco oficial.

Ele serve para otimizar o caixa, melhorar a liquidez, aumentar a transparência e facilitar o controle de receitas e pagamentos.

DENÚNCIA

Em dezembro do ano passado, o CMS solicitou auditoria extraordinária a diversos órgãos de controle após identificar duas supostas irregularidades nas contas da Saúde de Campo Grande.

Primeiro, entre agosto e outubro de 2024, o conselho identificou que uma quantia de mais de R$ 25 milhões havia sido retirada da conta do Fundo Municipal de Saúde, que estava na casa dos R$ 35 milhões e “despencou” para R$ 9 milhões durante o período de 60 dias.

No documento, o CMS reforçou que oscilações financeiras similares a esta já haviam acontecido em anos anteriores, contudo, eram sempre seguidas de compensações feitas nos meses subsequentes, o que não teria sido feito, resultando na dificuldade operacional da Saúde em 2025, principalmente para pagar corretamente os fornecedores.

A outra suposta irregularidade apontada no ofício foi a abertura de uma nova conta sem oficialização ou anúncio público por parte do Executivo. De acordo com o CMS, esta ação ocorreu logo após a queda brusca citada anteriormente, que não teria sido “acompanhada de qualquer ato administrativo formal apresentado” ao conselho.

Vale destacar que, à época das duas ações suspeitas, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) era comandada por Rosana Leite de Melo, que foi exonerada do cargo em setembro de 2025.

Já no período em que as denúncias vieram à tona, a Sesau era chefiada por um comitê gestor da Saúde, formado por seis pessoas, cuja coordenadora era Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, ex-secretária de Iguatemi. Agora, o comando da Sesau está nas mãos do médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela.

*Saiba

Em julho, o Conselho Municipal de Saúde enviou denúncia aos órgãos de controle por susposta falta de transparência e agilidade para envio dos extratos que foi recusada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) e pelo Tribunal de Contas de MS.

Assine o Correio do Estado 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).