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Comando Vermelho (CV) é apontado como mandante do triplo homicídio em MS

Com quatro indivíduos presos até o momento e um ainda foragido, suspeitos foram indiciados por organização criminosa e inquérito deve identificar as reais funções atribuídas a cada um

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Crime registrado no distrito de Nova Casa Verde, distante aproximadamente 242 quilômetros da Capital, no município de Nova Andradina, o triplo homicídio do último sábado (19) que deixou um adolescente de 14 anos ferido tem a sua ordem inicialmente atribuída à facção criminosa Comando Vermelho (CV). 

Esse triplo homicídio aconteceu na rua Avelino Maraia, com quatro presos antes mesmo que completassem 24 horas após as três execuções. Depoimentos colhidos pela Polícia Civil apontam que o crime teve participação direta da quadrilha e teria sido orquestrado durante toda a tarde de sábado (19). 

Sendo que um indivíduo identificado como "Pitbull" ainda estaria foragido, até o momento foram presos: 

  • Bruno Gabriel "BG" Nunes Rocha, 19 anos 
  • Carlos Kaike Antônio dos Santos, 24 anos
  • Karina Aparecida Chuba, 34 anos 
  • Marcos Gabriel Antônio do Nascimento, 22 anos

Esse crime, vale lembrar, também deixou um adolescente de 14 anos ferido por disparos, posteriormente encaminhado para o Hospital Regional de Nova Andradina, além de uma criança de cinco anos encontrada sem ferimentos e deixada sob os cuidados de uma vizinha. 

As vítimas fatais foram identificadas como: 

  • + Daniel Matos Alves, 32 anos 
  • + Eliane Franco, 37 anos
  • + Raissa Franco, 21 anos. 

A perícia após o crime resultou no recolhuimento de projéteis, cápsulas e algumas gramas de maconha, sendo identificada ainda a inscrição "CV" na frente da residência.

Triplo homicídio

Conforme repassado pela Polícia Civil, o caso está sendo investigado através da 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina e da Seção de Investigações Gerais e Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI). É dito que por volta de 22h30 do último sábado (19) dois indivíduos entraram no imóvel da rua Avelino Maraia já efetuando os disparos contra os presentes. 

Municiadas das primeiras características, equipes da Força Tática do 8º Batalhão da Polícia Militar deram início a diligências e localizaram a motocicleta com sinais compatíveis com a que teria sido usada na fuga em um trecho da rodovia MS-134.

O indivíduo de apenas 19 anos conhecido como "BG" era quem conduzia o veículo de fuga e foi detido em flagrante com um revólver, ele confessou aos policiais também seria o encarregado por levar "Pitbull", apontado como autor dos disparos, até o local do crime.

Bruno foi encontrado com um revólver calibre .38 carregado com quatro munições, duas delas deflagradas. Ele teria dito primeiro aos policiais que integrava o Comando Vermelho, mas negou posteriormente em interrogatório ser membro da facção. 

"Pitbull" estaria na garupa quando os policiais avistaram a motocicleta, mas teria conseguido fugir a pé após ingressar em uma área ed mata. Esse indivíduo ainda é considerado foragido. 

Munidos de novas informações, a Força Tática localizou o imóvel onde estava Karina. No local foram apreendidas porções de substância entorpecente, cerca de 15 gramas de cocaína, e 11 munições calibre .38. O delegado Filipe Davanso Mendonça, colheu o depoimento da detida, como indicado pelo portal local Jornal da Nova, no qual ela teria afirmado que integrantes do CV no distrito recebiam ordens mas não conheceriam pessoalmente seus superiores. 

BG teria narrado que o triplo homicídio teria ocorrido como uma vingança pela suposta morte de um integrante da organização, chamado de "Filipinho", que teria sido executado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas que a Polícia frisa tratar-se de uma versão ainda não confirmada que está sendo investigada 

Conforme narrado em boletim de ocorrência, Carlos Kaike e Marcos Gabriel teriam prestado apoio, com o desdobramento do inquérito identificando melhor posteriormente as reais funções atribuídas a cada um.

"Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva e pelo acesso aos dados dos aparelhos celulares apreendidos.

A Polícia Civil e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul continuam trabalhando de forma integrada para esclarecer o crime, identificar a motivação e localizar o indivíduo que permanece foragido. A responsabilidade penal dos envolvidos será apurada no decorrer do processo judicial", complementa a PC em nota.

Os quatro presos foram indiciados pelos crimes de triplo homicídio e organização criminosa, com Karina e Bruno respondendo ainda pelos delitos ligados às apreensões feitas. 

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NEGLIGÊNCIA HOSPITALAR

Justiça condena hospital a pagar R$ 15 mil por negligência em pós-operatório

Paciente ficou quase cinco horas deitada na própria urina por equipe de enfermagem não trocar sonda vesical que estava com vazamento

21/09/2026 12h00

Divulgação TJMS

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Após 12 anos de caso, Justiça condena hospital particular de Campo Grande por negligenciar pós-operatório de paciente e deve pagar indenização à vítima no valor de R$ 15 mil por danos morais. A sentença da 3ª Vara Cível da capital foi proferida na última quarta-feira e caso é de agosto de 2014.

Segundo os documentos da carta de sentença, a mulher realizou três procedimentos cirúrgicos estéticos no dia 13 de agosto de 2014 e no pós-operatório, quando levada para a sala de recuperação não teria recebido os devidos cuidados.

Conforme a descrição do caso pelo juiz Juliano Rodrigues Valentim, os procedimentos foram realizados com sucesso, e assim que transferida para o quarto, a paciente notou o início de um vazamento de urina e que devido a isso, sua cama estaria molhando cada vez mais.

Ao solicitar a troca da sonda vesical para a equipe de enfermagem, tanto a paciente, quanto sua família que a acompanhava ficaram sem respostas por horas e a situação permaneceu a mesma.

De acordo com a documentação, uma técnica constatou a falha no dreno e tentou realizar a troca, mas foi impedida pela falta de autorização da chefe de enfermagem responsável no setor.

A situação foi resolvida após cerca de quatro horas e meia, quando o líquido atingia a região do pescoço e mantinha um forte odor por todo o ambiente, sem que a paciente conseguisse se locomever devido ao porte das cirurgias.

Além disso, com a demora, a urina atingiu a malha cirúrgica utilizada no procedimento, que após as quatro horas e meia foi trocada de forma antecipada ao que deveria ocorrer em uma operação comum.

A paciente relatou passar por um procedimento doloroso no momento de troca da malha cirúrgica, pois foi necessário se locomover antes do período previsto, e mais do que seria necessário se apenas trocassem a sonda vesical imediatamente antes da cama ficar encharcada de urina.

Em defesa, o hospital relatou que não houve nenhuma falha no sistema operacional da equipe, pois o caso da paciente "não apresentava complexidade ou urgência que justificasse prioridade imediata sobre casos de maior risco", bem como que a presença de liquídos no período pós-operatório é normal.

Ainda foi defendido que a demora ocorreu por ser solictada no período noturno e envolveria custos e aprovações técnicas, considerado pelo hospital "completamente razoável".

A defesa também utilizou de prontuários médicos que não apresentavam registro de falha da equipe. Sem de ocorrência estranha ou inadequada que gerasse preocupação.

O hospital sustentou que a colocação da sonda seria responsabilidade do médico cirurgião e se houve alguma negligência teria partido do profissional.

Segundo a decisão do juiz, o relatório da cirurgia apresentado pelo médico aponta justamente que a negligência ocorreu por parte do hospital, uma vez que o procedimento ocorreu com sucesso, e após a entrada no período pós-operatório, a paciente teve complicações que deveriam ser amparadas pela equipe de enfermagem responsável.

O magistrado elencou o caso na sentença como falha assitencial, pois quando notado o vazamento é necessária intervenção imediata, para evitar complicações e sofrimentos desnecessários ao paciente.

E neste caso, seria evitado o sofrimento e constrangimento, além dos momentos dolorosos e preocupação de infecção devido ao contato com a urina.

A paciente registrou que a situação gerou sofrimento físico e psicológico diante da humilhação e angústia vivenciadas durante o período de internação e recuperação.

Em decisão foi destacado que não se trata de uma intercorrência comum de pós-operatório e que houve omissão da equipe, pois protocolos internos e classificação de risco não afastam o dever de prestar cuidados básicos e contínuos ao paciente.

Ao proferir a sentença, o juiz considerou o sentimento da vítima destacando que ela passou por "quadro de intenso constrangimento, dor e abalo psicológico", determinando assim a multa de 50 salários mínimos por danos morais, equivalente a cerca de R$ 15 mil.

RIBAS DO RIO PARDO

Colisão entre caminhonetes deixa um homem morto na BR-262

Acidente ocorreu na noite deste domingo (20), no município de Ribas do Rio Pardo

21/09/2026 11h45

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo Reprodução

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Uma colisão entre um Ford Pampa e uma Fiat Toro na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, deixou um homem, de 69 anos, morto na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, município que fica a cerca de 111 quilômetros de Campo Grande.

O idoso conduzia a Pampa e ficou preso às ferragens. A identidade da vítima não foi divulgada. Segundo as informações preliminares, uma mulher também ocupava o veículo e ficou ferida. Ela estava consciente enquanto recebia atendimento das equipes do Corpo de Bombeiros, que atuaram no resgate das vítimas.

Já o motorista da Fiat Toro sofreu apenas ferimentos leves. Com o impacto, a caminhonete tombou e parou com as rodas voltadas para cima às margens da rodovia.

De acordo com o portal Dourados Agora, testemunhas relataram que a Pampa estava com os faróis apagados antes da batida, mas essa versão ainda não foi confirmada pelas autoridades. As causas e a dinâmica do acidente seguem sendo serão apuradas.

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