Cidades

DOURADOS

Comboio de contrabando é interceptado

Comboio de contrabando é interceptado

TARYNE ZOTTINO

29/03/2012 - 13h30
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Três veículos que transportavam produtos contrabandeados foram interceptados pela Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) na Base Operacional de Dourados (MS). 

A ação ocorreu durante fiscalização no km 21 da rodovia MS-379, por volta das 9h, da última terça-feira (27). Os veículos abordados foram: um Fiat Uno de Minas Gerais, um Gol de Ribeirão Preto (SP) e um Monza de Salto de Piraporã (SP). 

Foram apreendidos 12 caixas contendo brinquedos, 16 volumes de vestuários e meias diversas, todos de origem estrangeira, sem documentação legal de importação. Os produtos serão encaminhados para a Receita federal.

Caso Epstein

Bill Gates diz que Epstein tentou chantageá-lo com dados sobre sua infidelidade no casamento

As revelações sobre as interações de Gates com Epstein começaram a vir à tona pouco depois da prisão do financista pelas autoridades federais em 2019

10/06/2026 23h00

Alex Brandon/AP

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O bilionário Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, declarou a uma comissão do Congresso nesta quarta-feira, 10, que o criminoso sexual Jeffrey Epstein explorou informações sobre seus casos extraconjugais "para me pressionar a retomar o contato com ele" depois que Gates já havia começado a romper a relação.

Gates fez esse comentário em sua declaração inicial perante o Comitê de Supervisão da Câmara, que o questionou sobre suas relações com Epstein em uma audiência fechada. O comitê tem investigado a atuação do Departamento de Justiça nas investigações sobre o financista e seus associados.

Um representante de Bill Gates divulgou uma cópia de sua declaração antes da audiência, que tinha previsão de duração de quatro horas. No depoimento, Gates reiterou comentários anteriores de que lamentava ter tido contato com Epstein, mas que nunca o viu se envolver em qualquer "conduta criminosa". Ele também afirmou que "nunca vitimou ninguém".

As revelações sobre as interações de Gates com Epstein começaram a vir à tona pouco depois da prisão do financista pelas autoridades federais em 2019, sob acusações de tráfico sexual. Essas revelações mancharam a reputação de Gates, contribuíram para o declínio de seu casamento e levaram sua fundação beneficente a autorizar, este ano, uma investigação externa sobre seus laços com Epstein.

"No meu trabalho, a reputação é a base para desenvolver parcerias que salvam vidas. O encontro com Epstein foi um grave erro de julgamento e colocou esse trabalho em risco", disse Gates em sua declaração. "Seu comportamento foi antitético a todos os meus esforços para contribuir para um mundo onde todos tenham a chance de viver uma vida saudável e produtiva."

Como se deu o relacionamento

Os negócios entre eles começaram em 2011, cerca de três anos depois de o financista ter se declarado culpado na Flórida por aliciar uma menor para prostituição. A declaração de culpa ocorreu após um controverso acordo de não persecução penal com os procuradores federais, que interrompeu uma investigação sobre alegações de que Epstein havia abusado sexualmente de dezenas de adolescentes regularmente - algumas com apenas 14 anos de idade.

Quando foi apresentado a Epstein em 2011, Gates disse que deveria ter pesquisado mais sobre o homem com quem ia se encontrar.

"Lembro-me de ter conhecimento de que Epstein havia enfrentado problemas legais anteriores, mas não compreendia totalmente a extensão dos crimes que ele cometeu”, disse ele. “Aceitei a apresentação sem a devida análise."

Até 2014, Gates teve vários encontros com Epstein, principalmente para discutir a possibilidade de criar um fundo de doação com aconselhamento - um tipo de fundo filantrópico com vantagens fiscais. Epstein também conversou sobre o fundo com banqueiros do JPMorgan Chase e esperava receber uma remuneração pelo seu trabalho. Mas o fundo nunca se concretizou e, no final de 2014, as conversas sobre o assunto praticamente cessaram.

Gates disse que, depois de ter parado de negociar com Epstein, descobriu que o financista em desgraça estava tentando usar seus problemas conjugais para obter vantagem sobre ele.

O agressor sexual tinha um padrão de tentar coletar informações pessoais sobre algumas das pessoas com quem lidava, a fim de se colocar em uma posição em que pudesse fazê-las perceber que sabia coisas sobre elas.

"Como o público agora pode ver, com base no que foi divulgado nos arquivos, Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades", disse Gates em sua declaração.

O comitê da Câmara já entrevistou diversas pessoas próximas a Epstein, incluindo o ex-presidente Bill Clinton e o magnata do varejo Leslie Wexner. O comitê também agendou entrevistas com James Staley, executivo de Wall Street que durante anos foi o principal defensor de Epstein no JPMorgan, e com Leon Black, o bilionário do setor de private equity que pagou a Epstein US$ 170 milhões por serviços de consultoria tributária e patrimonial.

A convocação ocorreu após a divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça americano no âmbito das investigações sobre Epstein. Os arquivos reúnem registros de encontros, trocas de mensagens e fotografias envolvendo empresários, políticos e outras personalidades que mantiveram contato com o financista ao longo dos anos.

Parlamentares democratas também defendem que o presidente Donald Trump seja ouvido, citando sua antiga relação com Epstein. Republicanos, por sua vez, afirmam não ter encontrado evidências de irregularidades envolvendo o atual presidente.

Epstein foi indiciado pelo governo federal americano em 2019 por acusações de tráfico sexual de menores e conspiração para exploração sexual. Os promotores afirmaram que ele manteve, entre 2002 e 2005, uma rede de adolescentes, algumas com apenas 14 anos, para fins de abuso sexual. O financista morreu na prisão em Nova York enquanto aguardava julgamento.

*Com informações de agências internacionais.
 

Capturado

Foragido há 13 anos por matar mulher a golpes de facão é preso em MS

Capturado em Ponta Porã, suspeito era procurado pela Justiça de São Paulo desde 2013 e também passou a ser investigado por estupro e agressão contra uma mulher em Mato Grosso do Sul

10/06/2026 19h43

Foto: Divulgação Policia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul capturou nesta quarta-feira (10), em Ponta Porã, um homem considerado foragido da Justiça há aproximadamente 13 anos por um homicídio cometido no interior de São Paulo. 

Identificado como Luis Carlos Mendes Pereira, conhecido pelo apelido de “Cachorrão”, ele era alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Votuporanga (SP).

A prisão foi realizada por equipes da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande durante diligências que permitiram localizar e confirmar a identidade do suspeito, que permanecia em local desconhecido desde o crime.

Luis Carlos é apontado como autor da morte de Sirley Aparecida de Melo, de 44 anos, assassinada em fevereiro de 2013, em Votuporanga (SP). Conforme registros da época, a vítima foi perseguida e atacada com diversos golpes de facão em via pública, no bairro Pozzobon, enquanto seguia para o trabalho.

Embora o caso tenha sido enquadrado inicialmente como homicídio qualificado, a investigação reúne elementos que atualmente caracterizariam feminicídio.

A vítima possuía histórico de denúncias contra o suspeito por ameaças, agressões físicas e violência psicológica, além de ter obtido medida protetiva de urgência poucos dias antes de ser assassinada.

Segundo informações divulgadas à época, Sirley havia registrado ao menos seis boletins de ocorrência contra o então companheiro. A decisão judicial determinava que ele mantivesse distância mínima de 300 metros da vítima. Mesmo assim, o suspeito teria descumprido a ordem, perseguido a mulher e cometido o crime.

Após o homicídio, Luis Carlos desapareceu. A Delegacia de Defesa da Mulher de Votuporanga chegou a divulgar sua fotografia em busca de informações que ajudassem a localizar seu paradeiro.

O veículo utilizado na fuga, um GM Monza, foi encontrado abandonado em um posto de combustíveis às margens da Rodovia Euclides da Cunha, em São Paulo. Dentro do automóvel, policiais localizaram vestígios de sangue.

Investigado por violência contra mulher em MS

Além da prisão pelo crime ocorrido em São Paulo, a Polícia Civil identificou que o suspeito também é investigado por crimes praticados em Mato Grosso do Sul.

De acordo com boletim de ocorrência registrado em dezembro de 2025, uma mulher relatou ter sido vítima de estupro e lesão corporal em uma propriedade rural localizada na região de Ponta Porã.

Conforme o relato, o agressor teria colocado uma faca em seu pescoço e a obrigado a manter relações sexuais.

A vítima afirmou ainda que foi derrubada no chão e agredida com chutes na região das costelas durante a violência. Ela precisou receber atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Regional com suspeita de fratura.

Até então, o autor dos crimes registrados em Mato Grosso do Sul não havia sido formalmente identificado. Com a captura realizada nesta semana, os investigadores conseguiram confirmar a identidade do suspeito e qualificá-lo também no procedimento que apura os fatos ocorridos em Ponta Porã.

Segundo a Polícia Civil, a identificação representa um avanço importante para as investigações em andamento e permite a continuidade das medidas judiciais relacionadas aos crimes denunciados pela vítima.

Prisão encerra mais de uma década de buscas

A captura de Luis Carlos Mendes Pereira encerra uma busca que se estendeu por mais de uma década. Além de cumprir o mandado expedido pela Justiça paulista, a ação permitiu esclarecer a identidade de um investigado em outro caso grave de violência contra mulher registrado em Mato Grosso do Sul.

Após ser preso, o suspeito foi encaminhado à unidade policial para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.

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