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SÃO PAULO

Começa hoje 3º julgamento do Massacre do Carandiru

Começa hoje 3º julgamento do Massacre do Carandiru

G1

17/02/2014 - 07h18
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Começam a ser julgados a partir das 9h desta segunda-feira (17) mais 15 policiais e ex-policiais militares envolvidos no episódio que ficou conhecido como Massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 detentos do presídio da Zona Norte de São Paulo, em 2 de outubro de 1992.

Por conta do número de réus, a Justiça desmembrou o caso em quatro partes ou júris diferentes, correspondentes aos andares invadidos. O critério é julgar o grupo de policiais militares que esteve em cada um dos pavimentos onde presos foram mortos.

O julgamento que terá início nesta segunda-feira no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, corresponde ao terceiro bloco de réus, que seriam os policiais que, naquela ocasião, atuaram no 3º andar do Pavilhão 9 do presídio, o que equivale ao 4º pavimento. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), eles serão julgados pela morte de oito presos, além de duas tentativas de homicídio.

O júri será presidido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, com os promotores Márcio Friggi e Eduardo Olavo sendo responsáveis pela apresentação das acusações contra os réus. A defesa caberá ao advogado Celso Machado Vendramini. Ao todo, serão ouvidas 11 testemunhas, sendo seis de acusação e cinco de defesa. A previsão de duração do julgamento é de uma semana, segundo a assessoria de imprensa do TJ. Um quarto júri está previsto para ocorrer março deste ano.

Primeiro júri
Outros dois julgamentos relacionados ao Massacre do Carandiru já foram realizados, com condenação de parte dos réus. No primeiro, em 21 abril do ano passado, 23 policiais militares foram condenados pela morte de 13 presos. A pena foi de 156 anos de prisão para cada um, mas eles recorrem em liberdade. Três dos 26 réus que eram julgados foram absolvidos. A sentença foi lida pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão, que presidia o júri.

As absolvições foram pedidas pelo promotor Fernando Pereira da Silva, que também solicitou aos jurados que desconsiderassem duas das 15 vítimas inicialmente previstas no processo.

Segundo ele, esses detentos foram mortos por golpes de arma branca, o que pode significar que foram assassinados pelos próprios presos. Por isso, os 23 PMs foram condenados por 13 mortes.

Segundo júri
No dia 3 de agosto do ano passado, outros 25 policiais e ex-policiais militares foram considerados culpados de homicídio qualificado e responsabilizados por 52 mortes, sendo sentenciados a 624 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. A sentença foi lida pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo.

"Houve inequívoco abuso de poder", disse o juiz em sua sentença. Os réus, porém, puderam recorrer da sentença em liberdade. Os policiais também perderam o cargo público ainda em exercício, mas essa decisão só vai valer depois de julgados todos os recursos.

À época do massacre na Casa de Detenção, na Zona Norte da capital, os réus integravam as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar. Lá dentro, eles teriam efetuado mais de 300 disparos no segundo andar, terceiro pavimento, do Pavilhão 9.

O júri havia sido determinado com 29 réus. Dois deles, no entanto, morreram, um passou por avaliação de sanidade mental e outro respondeu a processo separadamente. Os policiais respondiam inicialmente por 73 mortes. Durante o julgamento, porém, o promotor Fernando Pereira pediu que os réus respondessem por 52 mortes.

Massacre
Os julgamentos do massacre no Carandiru ocorrem mais de 20 anos após a invasão na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. A ação terminou com a morte de 111 presos após a Polícia Militar entrar no Pavilhão 9 para controlar uma rebelião.

Antes destes júris, desde 2 de outubro de 1992, somente um acusado havia sido julgado: o coronel Ubiratan Guimarães. Ele foi condenado em 2001 a 632 anos de prisão, em júri popular, por ter dirigido a operação. Em 2006, o júri foi anulado pelos desembargadores do TJ. Meses depois da absolvição, Ubiratan foi morto a tiros no apartamento onde morava, nos Jardins. O processo do Carandiru tem ao todo 57 volumes, 111 apensos e 50 mil páginas.

barbárie

Briga de trânsito após carreata política acaba em morte em MS

Adolescente de 16 anos teria feito uma séria de disparos depois de ver o pai sendo agredido depois da manifestação bolsonarista na região central de Bonito

25/10/2026 09h46

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

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Atingido com pelo menos três disparos de revólver em meio a uma suposta briga de trânsito ao final de uma carreata bolsonarista na região central de Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu na noite deste sábado (23) momentos depois de receber atendimento médico no hospital da cidade.

Um outro homem, identificado como Alex Machado Leite, também foi atingido e por conta da gravidade dos ferimentos teve de ser transferido para Campo Grande.  Conforme boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 20 horas para atender uma briga generalizada nas imediações de um posto de combustíveis, na região central da cidade.

De acordo com as informações iniciais da Guarda Municipal e divulgadas pelo site Jardim Msnews, o caso teria ocorrido após o término da carreata, depois que uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizada, na qual vários pessoas participaram das agressões. 

Ao perceber que seu pai estava sendo espancado, um adolescente que teria 17 anos conseguiu pegar uma arma que estava no veículo do pai e fez uma série de disparos contra os supostos agressores. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e outro na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax. 

Depois de fazer os disparos, pai e filho teriam fugido em uma caminhonete e até o começo da manhã deste domingo eles não haviam sido localizados. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil, o pai foi identificado como Márcio Cossari, de 47 anos. 

Embora não haja indícios de que tenha sido uma confusão com motivações políticas, nas redes sociais o caso descambou imediatamente para este lado.

“O povo mais feliz do mundo, se tornou em um povo agressivo e intolerante consumindo e reproduzindo discursos de ódio propagados pela extrema direita. Qual país você quer para os seus filhos?? Um país com armas entrando nas escolas, nas festas, na cintura do vizinho que vive irritado?? Escolham o lado do diálogo, dos livros, da ciência, do desenvolvimento pessoal através da educação e do trabalho. Ignorem quem promete melhorias atacando e difamando as minorias. Nós brasileiros queremos paz, amor e dignidade para todos”, escreveu internauta.

“O bolsonarismo é o suprassumo da violência e da intolerância. Armados e perigosos”, escreveu outro.

“Não foi durante a carreata, foi uma briga de trânsito após a carreata que terminou horas antes! A polícia já apresentou o BO, o menor que efetuou os disparos, foi buscar a arma após a primeira discussão, retornado ao local, iniciando nova discussão , briga e disparos. Que o pai seja responsabilizado como regem as Leis, e seu filho infelizmente terá apenas medidas “socioeducativas” , pois os mesmos que estão aqui esbravejando indignação, foram a mesma esquerda que votou contra a redução da maioridade penal, e deixarão mais esse criminoso impune! Quanto as “armas”, se houvesse uma única pessoa com direito ao porte legal, o “lírio do campo” que daqui a alguns meses estará solto ao completar 18 anos, talvez não teria essa chance não é mesmo?”, opinou outro internauta.

DEMOCRACIA

Apenas 5 urnas apresentam defeito no início da votação em MS

Em todo o Estado são pouco mais de 7,1 mil urnas eletrônicas e somente uma teve de ser substituída no início da votação do segundo turno

25/10/2026 08h48

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS Marcelo Victor

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Apenas cinco das 7,1 mil urnas eletrônicas instaladas para o início da votação em Mato Grosso do Sul apresentaram problemas logo no começo da votação, segundo boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relativo à contabilização feita até  08:00 horas.Porém, somente uma foi substituída. Nas demais foram feitos ajustes e a votação teve início com alguns minutos de atraso.

No primeiro turno, marcado pelas fortes chuvas, dez urnas eletrônicas apresentaram algum tipo de defeito logo no começo da votação.

Em todo o Estado são 6.990 seções, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, e a única urna que teve de ser trocada foi em Ivinhema. O teclado apresentou defeito e o equipamento foi substituído. No município de Camapuã, dois equipamentos não funcionaram. Em um deles foi feito ajuste na mídia e no outro, e reinicialização acabou resolvendo o problema.

Situação parecida aconteceu com uma urna em Nioaque e outra em Aparecida do Taboado. Em todo o Estado são em torno de 1,8 mil servidores do TRE que estão organizado a eleição. Além destes, porém, existem 27.960 mesários que desde a madrugada estão a postos para receber os eleitores. 

Apesar de haver previsão de chuva, nas primeiras horas da manhã ela não chegou a Campo Grande, onde foram criados 237 locais de votação  e instaladas 2.242 urnas. Na Capital estão cadastrados 640.453 eleitores, segundo o TRE.

Em todo o Estado, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar neste domingo (4), segundo o TRE. Em Campo Grande, onde está concentrado o maior eleitorado do, são 640.427 pessoas cadastradas.

No estado são em torno 860 urnas prontas para eventuais problemas. Todas elas passaram pelos procedimentos de preparação, carga e lacração e foram distribuídas aos locais de votação conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 7.272 seções. Os locais foram organizados com identificação das salas, sinalização e estrutura para receber os eleitores.
 

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