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Conclusão de creches abrirá 1,7 mil vagas e reduzirá fila de espera em 21%

Prefeitura promete fazer concurso público para contratar servidores quando novas unidades estiverem prontas

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Obras de escolas municipais de Educação Infantil (Emeis) há anos paradas em Campo Grande serão retomadas com investimentos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

A conclusão de 7 escolas de Educação Infantil abrirá 1.750 novas vagas para as crianças, reduzindo em 21% a fila de espera na Capital, que hoje é de cerca de 8 mil alunos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), as Emeis que terão as obras retomadas poderão atender, em média, 250 crianças cada uma.

Para dar conta dessa demanda, será feito concurso para professores, além da abertura de processo seletivo para a contratação de profissionais. 

Essas obras tinham valor pactuado para execução oriundo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mas foram paralisadas, algumas delas na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal.

Segundo a Semed, serão retomadas as construções de Emeis nos seguintes bairros: Jardim Talismã, Jardim Radialista, Moreninha II, Jardim Colorado, Serraville, Jardim Nashiville e Vila Nathália.

A reportagem do Correio do Estado esteve nos locais onde haverá a retomada de obras de três das sete escolas.

Na Emei da Vila Nathália, de acordo com informações do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do governo federal, a obra está 49% concluída.

Iniciada no dia 28 de outubro de 2019, a obra, que custou mais de R$ 4,2 milhões, durou apenas um ano, já que a empresa contratada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos da Capital (Sisep), a Gomes & Azevedo Ltda., enviou um ofício à prefeitura informando que o serviço seria paralisado, por falta de pagamento, no dia 18 de dezembro de 2020.

Desde então, o local está abandonado e a placa que informava detalhes do empreendimento foi retirada.

É possível observar no local, situado entre as ruas Antônio Francisco de Souza e Ilha de Marajó, que restaram apenas algumas instalações, onde ficariam as salas de aula da creche, e também um pátio.

Já nas outras duas Emeis que a equipe do Correio do Estado esteve, no Bairro Moreninha II e no Jardim Colorado, praticamente nada foi feito.

No Jardim Colorado, que teve o seu convênio assinado em 2013, apenas a metade dos muros no local onde ficaria a Emei foi feita. O valor total previsto da obra era de R$ 1.716.093,94 e, até agora, R$ 857,8 mil foram gastos.

A mesma situação foi encontrada no lugar onde deveria funcionar a Emei do Bairro Moreninha II. Apenas o alicerce da construção chegou a ser feito e, segundo o sistema nacional de monitoramento de execução, apenas 7% da obra chegaram a ser executados.

O convênio para a construção da Emei no Bairro Moreninha II também ocorreu em 2013, no entanto, expirou em 2019.

FAZ FALTA

Nos bairros onde as obras estão inacabadas, o Correio do Estado conversou com mães de crianças com idade compatível com o Ensino Infantil. Elas falaram sobre as dificuldades que enfrentam em conseguir uma vaga para seus filhos.

Jeice Kelly da Silva, de 19 anos, moradora do Bairro Portal Caiobá, afirmou que preferia que sua filha tivesse uma babá para cuidar dela, por causa da dificuldade de conseguir vaga em uma creche.

“Aqui próximo temos duas creches, mas todas estão lotadas. Como está sem vagas, minha filha neste momento não está indo para a escola”.

A mesma situação acontece com Ilda Baltazar, moradora das Moreninhas. Ela disse à reportagem que a distância para conseguir levar sua filha para a creche é o principal problema.

“Para mim, é muito longe levar minha filha à creche. Se tivesse essa Emei que está paralisada, ficaria mais próximo de onde é minha casa. Outro problema é o número de crianças matriculadas nas creches do bairro”, declarou.

Para o borracheiro Marco César, além da importância educacional da creche, as obras inacabadas também afetam o comércio da região.

“Aqui, essa rua está deserta, mas, se essa escola estivesse funcionando, seria muito bom para os comerciantes do bairro, conheço alguns que já desistiram e se mudaram da região. Eu aguardo as melhorias que a escola pode trazer há anos”.

PREFEITURA

Em resposta à reportagem, a Semed informou que, desde 2017, a lista de espera teve redução para as etapas de zero a 3 anos nas Emeis. 

“A Semed disponibilizou, para o ano letivo de 2023, um total de 6.404 novas vagas nas Emeis e, no decorrer do ano letivo, mais vagas foram disponibilizadas. Para o ano letivo de 2022, foram disponibilizadas 5.678 novas vagas”, afirmou a Semed, em nota.

A secretaria informou que existe a previsão de concluir cinco obras de novas escolas nos próximos anos. Contando as novas unidades construídas, as municipalizadas, os prédios alugados e as obras que estão por vir, o município deve contar com 23 escolas de Ensino Fundamental e Emeis até 2024. 

“Em 2023, mais uma Emei – na Vila Popular – deve ser concluída e entregue, e as obras de outras quatro têm previsão de abertura de processo licitatório para a retomada e conclusão – nos bairros Jardim Inápolis, São Conrado, Oliveira III e Talismã”, acrescentou a Semed, em nota.

Leilão Judicial

TJMS leiloa Hilux, SW4 e Amarok com lances a partir de R$ 16 mil

Quatro leilões reúnem 19 veículos apreendidos, com disputas pela internet até os dias 24 e 28 de agosto.

17/08/2026 16h58

Toyota Hilux disponibilizada em leilão anterior de veículos apreendidos; imagem de arquivo.

Toyota Hilux disponibilizada em leilão anterior de veículos apreendidos; imagem de arquivo. Foto: Reprodução.

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Caminhonetes que costumam alcançar valores elevados no mercado de veículos usados aparecem por preços iniciais bem menores em quatro leilões abertos nesta segunda-feira (17) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Entre os principais lotes estão uma Volkswagen Amarok Highline com lance a partir de R$ 16,6 mil, uma Toyota Hilux por R$ 43,7 mil e uma Hilux SW4 por R$ 44,9 mil.

Ao todo, os quatro editais reúnem 19 veículos apreendidos em ações penais. A relação inclui caminhonetes, automóveis, motocicletas, um caminhão e um semirreboque. Os bens estão armazenados em pátios de Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Naviraí, Paranaíba e Iguatemi.

O lote com o menor preço entre as caminhonetes é uma Volkswagen Amarok CD 4x4 Highline, ano 2013, oferecida com lance inicial de R$ 16.625.

O veículo está em Dourados, possui direito à documentação e, conforme o edital, apresenta estado de conservação aparentemente recuperável.

A Amarok possui restrição no sistema Renajud e débitos informados de R$ 7.820,67. O documento ressalta que a regularização ou eventual remarcação dos sinais identificadores ficará sob responsabilidade do comprador.

Outro destaque é uma Toyota Hilux movida a diesel, ano 2019/2020, com lance inicial de R$ 43.785. A caminhonete está depositada em Três Lagoas e também poderá voltar a circular.

O edital aponta que o veículo não possui débitos na consulta realizada pelo Tribunal, mas registra ocorrência relacionada a roubo ou furto.

No mesmo município está uma Toyota Hilux SW4 SRV, ano 2019/2020, avaliada para início da disputa em R$ 44.915. O utilitário não tinha débitos na data da pesquisa e será vendido com direito à documentação.

Entretanto, o laudo informa que a remarcação do chassi deverá ser providenciada pelo arrematante.

Os valores indicados nos editais representam somente os lances mínimos. Como os bens serão disputados pelos participantes, o preço final poderá subir até o encerramento de cada lote.

De Amarok a caminhão de 1979

Além das três caminhonetes, a lista inclui uma Hyundai Veracruz 3.8 V6, ano 2009/2010, com lance inicial de R$ 12.955. O veículo está em Dourados, pode voltar a circular e apresenta débitos de R$ 35.277,03, conforme a consulta mencionada no edital.

Também será leiloado um caminhão Mercedes-Benz L 1113, ano 1979, com lance mínimo de R$ 7.965. Armazenado em Três Lagoas, o veículo possui direito à documentação e estado de conservação classificado como aparentemente recuperável. A taxa de pátio é de R$ 3.078,59.

Entre os automóveis disponíveis estão um Chevrolet Meriva por R$ 6.325, um Renault Logan automático por R$ 6.415 e um Volkswagen Gol 1.0 por R$ 4.885. O Tribunal também oferece seis motocicletas, com valores iniciais entre R$ 1.645 e R$ 3.735.

Dezessete dos 19 veículos relacionados podem voltar a circular. As duas exceções são um Fiat Uno 1992/1993 e um Volkswagen Gol 1986, classificados como sucatas inservíveis.

Esses lotes não poderão ser adquiridos para circulação nem para a comercialização individual das peças, sendo destinados exclusivamente à reciclagem por empresas autorizadas.

Disputas terminam em datas diferentes

Os lances podem ser feitos exclusivamente pela internet. Três leilões, correspondentes aos editais 114, 115 e 116 de 2026, são realizados pelo portal Via Leilões. O quarto, previsto no edital 133, ocorre na plataforma Regina Aude Leilões.

Embora todos tenham sido abertos às 10h desta segunda-feira, os encerramentos ocorrerão em datas distintas.

O primeiro termina em 24 de agosto; o segundo, no dia 25; o terceiro, em 27 de agosto; e o último, em 28 de agosto. O fechamento começa às 16h01, no horário de Brasília, e ocorre de forma escalonada.

Caso um lote receba nova oferta nos três minutos anteriores ao horário previsto para o encerramento, a disputa será prorrogada por mais três minutos. A extensão será repetida enquanto forem apresentados lances nesse intervalo.

Pessoas físicas maiores de idade ou emancipadas e pessoas jurídicas poderão participar da disputa pelos veículos com direito à documentação.

Já os lotes classificados como sucata somente poderão ser comprados por empresas credenciadas nos órgãos de trânsito e autorizadas a trabalhar com desmontagem ou reciclagem.

Comprador deve considerar taxas e possíveis reparos

O valor do lance não será a única despesa do vencedor. O arrematante terá de pagar uma comissão de 5% ao leiloeiro, além da taxa de permanência no pátio indicada individualmente em cada lote. Também ficarão sob responsabilidade do comprador os custos de transferência, licenciamento, IPVA proporcional e eventuais regularizações.

O pagamento deverá ser feito no prazo máximo de 48 horas, contado a partir do primeiro dia útil posterior ao encerramento do leilão. A transferência do veículo deverá ser solicitada ao órgão competente em até 30 dias após a assinatura da carta de arrematação.

Os veículos serão entregues no estado em que se encontram e sem garantia. Por isso, os editais recomendam que os interessados realizem uma inspeção visual antes de participar da disputa. Não será permitido testar, manusear ou retirar peças durante a visitação.

Embora os documentos apresentem informações sobre débitos, restrições e condições aparentes, cabe ao interessado conferir detalhadamente cada lote.

Depois que o lance for aceito, não será admitida desistência, e o descumprimento das regras poderá impedir o participante de disputar novos leilões judiciais em Mato Grosso do Sul durante um ano.

feminícidio

Polícia conclui que fisioterapeuta encontrada morta foi assassinada pelo marido

Mulher morreu com um tiro na cabeça e marido informou que já a encontrou morta, levantando a hipótese de suicídio, mas investigações apontaram feminicídio

17/08/2026 16h27

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Polícia Civil concluiu que a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta no dia 18 de maio, foi vítima de feminicídio. O marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, 78 anos, foi preso em cumprimento de mandado de prisão na última sexta-feira (14).

A vítima estava em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Na ocasião, o médico acionou a polícia e informou que encontrou a esposa morta, com um tiro na cabeça, levantando a hipótese de suicídio.

Investigações conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e laudos de perícias técnicas do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal afastaram categoricamente a hipótese de suicídio inicialmente cogitada e confirmaram que a fisioterapeuta foi vítima de feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.

Durante as investigações, foram ouvidas diversas testemunhas e realizadas análises dos aparelhos celulares apreendidos, cujos dados contribuíram para o esclarecimento dos fatos, segundo a Polícia Civil.

Com a conclusão do inquérito, mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri. No dia do crime, o médico chegou a ser preso por posse ilegal de arma de fogo e fraude processual, mas já se encontrava em liberdade.

O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual (MPMS) para análise e oferecimento da denúncia.

Relembre o caso

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro no dia 18 de maio, em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Jazbik Neto acionou a Polícia Civil e informou que já a encontrou em óbito. No entanto, ele foi tratado como suspeito pois, de acordo com o delegado da Deam, Leandro Santiago, em entrevistas prévias, o médico e outras testemunhas que se encontravam no local divergiram nas versões apresentadas.

Além disso, perícia preliminar constatou que a lesão que a vítima tinha na cabeça não condizia com a versão apresentada pelo médico.

"A equipe realizou diversas diligências na propriedade e constatou que o suspeito, companheiro da vítima, determinou que o caseiro e um ex-funcionário seu deslocassem um armário com diversas armas de fogo e munições para um casebre dentro da propriedade, o que consistiu em crime de fraude processual, motivo pelo qual os três foram autuados em flagrantes por esse crime", explicou o delegado na época.

Também na época do crime, o advogado José Belga, que representa Jazbik Neto, informou, por meio de nota, que o médico "foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, em meio a uma grande tragédia pessoal e familiar".

"Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jazbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico, afastando qualquer suspeita da hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação", diz a nota.

No entanto, as investigações apontaram que o crime se trata de feminicídio.

João Jazbik Neto foi o médico responsável pelo primeiro transplante de coração de Campo Grande, realizado em 1994 na Santa Casa.

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