Cidades

CONCURSOS

Enem dos concursos: mais de 34 mil vão às provas no próximo domingo em MS

Considerado o maior concurso do Brasil, Concurso Público Nacional Unificado será aplicado em 4 municípios de Mato Grosso do Sul

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As provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) serão aplicadas no próximo domingo (5), foram mais de 2,14 milhões de inscrições no Brasil, deste número 34 449 em Mato Grosso do Sul e 21 538 de Campo Grande. Serão 3 665 locais de aplicação e 75 730 salas em 228 municípios, em todos os estados brasileiros.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Mato Grosso do Sul está na 21° posição no ranking nacional em termos de inscritos, as 4 cidades participantes são Campo Grande, Corumbá - 2611 inscritos, Dourados - 7739 e Três Lagoas com 2561. 

Conforme dados divulgados pela Fundação Cesgranrio, organizadora do Concurso Unificado, o grupo mais numeroso de inscrições foram jovens e adultos de 25 a 34 anos, com 821 523 inscrições. Neste grupo, as mulheres são maioria com 56,3% das inscrições, já os homens somam 43,7% do total.

Os municípios foram escolhidos considerando aqueles que têm mais de 100 mil habitantes, conforme dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além da densidade populacional, a comissão organizadora considerou como critério de seleção das localidades, a facilidade de acesso às cidades e o raio de influência microrregional do município.

Na Capital, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informou que serão colocadas equipes em locais que o número de candidatos seja mais alto - como a UCDB, para auxiliar no fluxo automotivo na hora de entrada e saída da prova.

As provas serão aplicadas em dois turnos: de manhã, os portões serão abertos às 7:30, já no período vespertino, às 13h, o início será 9h e 14h30 respectivamente. É importante lembrar que independentemente do horário que o candidato terminar a prova, não será possível levar o cartão resposta por questões de segurança.

O cartão resposta estará disponível a partir do dia 3 de junho no site oficial da seleção.

PROVAS APLICADAS PERTO DE CASA

Os candidatos realizarão as provas, perto de suas casas, o que conforme divulgado pela organização, democratiza o acesso ao serviço público em 21 órgãos federais, de uma só vez.

Cerca de 94,6% dos inscritos que participarão, terão que se deslocar até 100km de suas residências. Na última quinta-feira (25), o Governo Federal divulgou os locais das provas de todos os candidatos, para consultar, é preciso fazer o login na página da Fundação Cesgranrio com os dados da conta do portal do Governo Federal. 

Caso o cartão de confirmação do candidato apresente algum erro, os inscritos devem entrar em contato com a banca organizadora, pelo telefone 0800 701 2028, de 9h as 17h, de segunda a domingo. Pelo email [email protected] também é possível tirar dúvidas sobre locais, vagas, tratamento especial, entre outras informações, todos os canais de atendimento estarão disponíveis até sábado (4), véspera da prova.

CONCURSO

De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o Concurso Público Nacional Unificado é um modelo inovador de seleção de servidores públicos, criado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

O novo modelo consiste na realização conjunta de concursos públicos para o provimento de cargos públicos efetivos no âmbito dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, mediante a aplicação simultânea de provas em todos os Estados e no Distrito Federal.

O objetivo é promover igualdade de oportunidades de acesso aos cargos públicos efetivos; padronizar procedimentos na aplicação das provas; aprimorar os métodos de seleção de servidores públicos, de modo a priorizar as qualificações necessárias para o desempenho das atividades inerentes ao setor público; e zelar pelo princípio da impessoalidade na seleção dos candidatos em todas as fases e etapas do certame.

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OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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